O Mesmo Café com 4 Sabores Diferentes: Como o Método de Preparo Muda Tudo na Xícara

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Se eu te desse o mesmo café e mudasse apenas a forma de preparar, você acha que conseguiria sentir a diferença? Spoiler: a resposta é um grande sim!

Quando estamos entrando no mundo dos cafés especiais, é muito comum surgir aquela dúvida clássica: “Qual método de preparo vale a pena comprar primeiro?”. Há quem diga que um deixa o café mais forte, outro mais doce, e outro mais aromático. Mas será que isso é verdade ou apenas impressão?

Para tirar a prova dos nove, preparamos o mesmo café especial em quatro métodos diferentes. Mantivemos a receita padrão de 14g de pó para 200ml de água, mudando apenas a moagem e o equipamento. Avaliamos cinco critérios essenciais: corpo, aroma, limpeza da bebida, intensidade e praticidade. Veja o que mudou em cada um!

1. Decanter / Chemex: O Máximo da Suavidade

Começamos pelo método que entrega a bebida mais leve e limpa dessa lista. A Chemex utiliza um filtro de papel com parede tripla, que retém grande parte dos óleos essenciais do café.

  • Como preparar: Moagem média, escaldar bem o filtro para retirar o sabor residual de papel e fazer os despejos de água de forma lenta e delicada.

  • Resultado na xícara: Um café extremamente suave e cristalino. É uma bebida fácil de tomar de canecão, pois flui leve na boca. Esse método é perfeito para destacar notas sensoriais mais delicadas, como florais e de frutas frescas.

2. Hario V60: O Equilíbrio Clássico

A V60 (ou o seu coador de papel tradicional de casa, como o Melitta) é o método mais popular do dia a dia, e não é por acaso. Ele entrega um resultado muito democrático e equilibrado.

  • Como preparar: Moagem média e despejos com movimentos circulares constantes.

  • Resultado na xícara: Embora ainda seja uma bebida limpa e suave, ela apresenta um corpo bem mais presente do que a Chemex. A V60 traz muita doçura e clareza para as notas sensoriais, deixando as características naturais do grão bem evidentes. Para muitos, é o tipo de café ideal para beber todo dia.

3. Prensa Francesa: Corpo e Naturalidade

A Prensa Francesa não utiliza filtro de papel, o que muda completamente a dinâmica da extração, já que o café fica em infusão direta com a água.

  • Como preparar: Para esse método, a moagem precisa ser grossa (para evitar que o pó passe pela tela de metal). Deixe em infusão por 4 minutos antes de prensar.

  • Resultado na xícara: Uma bebida visualmente mais turva e rica em óleos essenciais. Na boca, é um café muito encorpado e com textura robusta. Por não ter a barreira do papel, a prensa preserva as características do grão de forma muito natural e fiel.

4. Cafeteira Italiana (Moka): O “Espresso” Caseiro

Para fechar, fomos para o método mais intenso: a famosa Moka. Ela utiliza a pressão do vapor de água para extrair o café, entregando o resultado mais próximo de um espresso que você pode ter em casa de forma simples.

  • Como preparar: Encha a cestinha com café de moagem média, sem apertar o pó. Coloque água na base até o limite da válvula de segurança. Uma dica de ouro: coloque uma colher de chá de água fria na parte superior da cafeteira antes de levar ao fogo baixo, para evitar que o café queime ao subir.

  • Resultado na xícara: Uma bebida concentrada, potente e muito encorpada. No nosso teste, a Moka ressaltou bastante a doçura e a intensidade do grão. É perfeita para quem gosta de um café com aquela “pegada” mais forte.

Qual é o melhor método?

A verdade é que não existe um método melhor do que o outro. A escolha ideal depende puramente do seu gosto pessoal e do tipo de experiência que você procura no momento. Quer algo leve para o meio da tarde? Vá de Chemex. Quer energia e intensidade? Vá de Moka.

Agora queremos saber de você: qual desses métodos é o seu queridinho e mais acompanha a sua rotina em casa? Deixe nos comentários!

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Cafeteira Italiana ou Prensa Francesa: qual combina mais com você?

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Quando a gente muda o método de preparo, o mesmo café pode se transformar completamente. Foi isso que descobrimos ao comparar a cafeteira italiana (também conhecida como Moka) com a prensa francesa. Continue lendo ou assista o video.

Os dois são métodos super populares, mas entregam experiências bem diferentes na xícara. Para essa “batalha de métodos”, escolhemos o café Vênus, que é um café intenso, com notas de chocolate e amêndoas.

Começando pela cafeteira italiana: ela usa pressão para fazer o café subir até o compartimento superior. No nosso teste, usamos moagem média e fogo bem baixinho. 

Assim que o café começou a formar espuma na tampa, desligamos. O resultado? Notamos um café encorpado, com corpo denso, finalização prolongada e um sabor suave das notas de amêndoas e chocolate. 

A acidez é média-baixa e pode sobrar um pouco de pó no fundo da xícara, o que dá ainda mais rusticidade ao preparo. É uma ótima escolha pra quem gosta de cafés intensos, quase como um espresso feito em casa.

Já a prensa francesa funciona de outro jeito. A moagem é mais grossa e o preparo é por infusão: misturamos o pó com água quente, mexemos no primeiro minuto para hidratar o café e depois deixamos repousar por mais dois minutos antes de pressionar o êmbolo. O café sai mais turvo, com corpo acentuado e textura oleosa. Mas o destaque vai para o sabor: a prensa realça bastante a acidez, a doçura e o perfil sensorial do café, principalmente se ele tiver notas frutadas, achocolatadas ou de especiarias. 

No nosso teste com o Vênus, sentimos que a prensa deixou o sabor e a intensidade ainda mais notáveis, ressaltando bem as notas e o  aroma do chocolate. A prensa é uma escolha incrível para quem quer sentir mais o sabor original do grão.

Um ponto importante nos dois métodos é o uso de café moído na hora. Isso faz muita diferença no sabor final. Mas se você ainda não tem moedor, pode pedir o café já moído na moagem ideal para cada método. A gente já deixa preparado e envia do jeitinho certo pra você aproveitar.

Outra diferença prática: a cafeteira italiana costuma fazer menos café por vez e exige mais atenção com o preparo, enquanto a prensa francesa é ótima pra servir mais gente e fica linda à mesa. Em compensação, a prensa precisa de uma limpeza mais cuidadosa, já que o pó se espalha mais.

No fim das contas, não existe “melhor” método mas sim o que mais combina com você. Se você prefere um café intenso, com bastante corpo e um sabor mais “pegado”, a italiana é perfeita. Mas se você gosta de cafés mais sensíveis, encorpados, aromáticos e com sabores mais perceptíveis a prensa vai te conquistar!

E se quiser variar, nada impede de usar os dois! Parte da graça de explorar o mundo dos cafés especiais é descobrir como cada preparo revela um lado diferente do mesmo grão.

Vai lá na nossa loja que você encontra esses e outros métodos que vão mudar a sua experiência com o café.

Qual a Diferença do Café Feito na Prensa Francesa e no Filtro de Papel?

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Para fazer um café, precisamos de uma receita, quase igual a uma receita de bolo. Tem a quantidade do pó e da água, o tempo que vai passar o café, a temperatura da água e até a velocidade que coloca ela no pó. Mas, se pegarmos a mesma quantidade de pó e de água, qual a diferença de fazer café na prensa francesa e no filtro de papel?

A cada variável que você muda na hora de fazer o café, o resultado final na xícara também muda. Às vezes as diferenças são muito pequenas, outras muito perceptíveis. No final das contas, o que mais importa é que quem vai tomar fique satisfeito com o resultado.

Gravamos um vídeo com as nossas percepções sobre as diferenças de fazer um mesmo café, em dois métodos diferentes: na prensa francesa e no filtro de papel. Assista ao vídeo completo para ver o resultado ou continue lendo.

 

 

Sobre o Filtro de Papel

Em busca de um café gostoso e sem resíduos na xícara, Dona Melitta Bentz, uma dona de casa alemã, inventou o porta-filtros que recebe seu nome, em 1908.

O filtro de papel chegou no Brasil por volta de 1968 e hoje é um dos métodos de preparo de café mais utilizados pelos brasileiros, junto com o tradicional coador de pano. 

Com o passar dos anos, o suporte de filtros evoluiu, ganhou muitas cores e mudanças de material (como as versões em porcelana), curvaturas e ângulos, além da adição de mais furos na base – o que facilitou o escoamento da bebida e controle durante a extração. Tem opção para todos os gostos e estilos.

 

Sobre a Prensa Francesa

A prensa francesa é um utensílio de preparar café bastante antigo. A primeira versão da prensa francesa foi patenteada em 1852, na França. Nessa versão, já existia a ideia de utilizar o recipiente cilíndrico para colocar o café e água e a haste com o filtro conectado na ponta. Para separar o café da água bastava abaixar a haste com o filtro.

Entretanto, o modelo mais parecido com o que utilizamos hoje foi patenteado em 1929 pelos italianos Attilio Calimano e Giulio Moneta. Por conta disso, é atribuída a eles a invenção da prensa francesa.

A prensa francesa é uma ótima maneira para preparar café. Prática e elegante, traz um charme e tanto para o momento café. Existem diferentes tipos e tamanhos desse método no mercado, desde os mais simples aos mais elaborados, de duas a oito xícaras, de diferentes marcas e cores. Dessa maneira, é possível pesquisar para encontrar o que melhor se encaixa no seu estilo de vida.

 

A Batalha dos Métodos

Para fazer uma comparação entre as diferenças do café na prensa francesa e no filtro de papel, usamos o mesmo café especial: o Tropicália. Ele é um café que possui notas frutadas de manga, suco de abacaxi e uva branca. Tem acidez cítrica equilibrada, corpo médio e cremoso e finalização média.

Escolhemos este café, pois ele tem acidez e notas bem fáceis de serem identificadas e, por isso, será um melhor ponto de comparação nos dois métodos. Os cafés especiais tem melhor qualidade, mais notas sensoriais e são bem mais agradáveis que os tradicionais. Por isso, para fazer este teste, faz muito mais sentido usar este tipo de café. Se você ainda não conhece cafés especiais, sugiro começar por aqui.

Usamos 30g de café para cada método, nas moagens adequadas para cada um deles. Para o filtro de papel, fizemos a moagem média. Já para a prensa francesa, a moagem grossa. A moagem grossa é utilizada na prensa francesa pois o processo de extração do café é feito por infusão, assim o café moído ficará em contato com a água por mais tempo. Se a moagem fina fosse utilizada o café teria uma super-extração, pois a superfície de contato das partículas do café moído fino são maiores. Se não tiver moedor em casa e quiser testar, aqui você pode pedir café com moagens diferentes para cada método.

Fervemos 300ml de água para cada método. Mas antes, escaldamos os dois para tirar quaisquer resquícios de impurezas, tirar o gosto de papel do filtro e já deixar tudo na mesma temperatura.

Fizemos os cafés conforme as indicações de preparo e o tempo total de cada preparo foi de 3 minutos. Aqui tem os passo a passo completos de como fazer cafés nestes e em outros métodos.

O resultado final na xícara foi surpreendente!

Veja só o resultado:

 

FILTRO DE PAPEL : o café ficou perceptivelmente mais limpo na xícara, sem nenhum resíduo de pó. A bebida teve um equilíbrio entre os sabores do café, a acidez ficou mais evidenciada, comparado com o café na prensa francesa. O peso do café na boca (corpo), também fica mais sutil e mais leve. Senti a doçura do café facilmente. A minha conclusão é que para o filtro de papel, usar cafés mais frutados e com mais acidez, é melhor, já que são estes os atributos que mais são identificados neste método.

PRENSA FRANCESA : o que mais se destacou aqui foi o corpo, ou seja, o peso do líquido dentro da boca. Ficou bem mais oleoso e suculento se comparado com o café do filtro de papel. Na xícara, o líquido fica mais turvo, alguns pozinhos de café passam para a xícara e o café também fica com mais óleos. Isso era esperado, já que a prensa usa um filtro de metal mais grosso, que permite a passagem dos óleos e dos resíduos de pó de café. Com relação a acidez não fica tão evidente como a do filtro de papel e, por isso, fica mais doce. A minha conclusão é de utilizar aqui cafés com perfis sensoriais mais voltados para chocolates, doces, caramelo, castanhas e especiarias, já que é a doçura e o corpo que mais vão realçar na prensa francesa. 

 

Para ficar mais fácil analisar esses atributos que falamos aqui, como acidez, corpo e sabor, tem um ebook aqui completo explicando o que é cada um deles. 

Indo um pouco mais adiante, comparamos a diferença da prensa francesa e do filtro de papel, considerando outros pontos, como limpeza, praticidade, dificuldade e versatilidade.

Pontuamos cada um deles numa escala de 1 a 5, veja só:

Conclusão

Depois de analisar cada um dos atributos da batalha dos métodos, a minha opinião pessoal é que o filtro de papel deve ser usado por quem gosta de cafés mais frutados com uma xícara mais limpa. Ele é muito fácil de limpar e tem como alterar as receitas para ter resultados diferentes na xícara.

A prensa francesa traz muito corpo e óleos, então para quem gosta de café “forte” é uma boa opção. Ela é mais prática na hora de preparar, mas menos versátil para limpar. Também é ótima para quem recebe pessoas em casa. Ela é elegante para servir e, se a sua for grande como a minha, faz até 8 xícaras de café. Tem alguns modelos disponíveis de prensa francesa aqui neste link.

Eu gosto dos dois de forma diferentes! E, no final das contas, o que mais importa, é que o café tem que ficar gostoso para quem vai tomar.

Ficou com mais alguma dúvida sobre a diferença entre café feito na prensa francesa e no filtro de papel? Me fala aqui nos comentários que eu respondo.

E se você quiser experimentar cafés especiais, com torra fresca e que vem na moagem que você quiser, comece por aqui.