Chocolate Quente com Café – Super Fácil, Feito no Microondas e sem Amido de Milho

Publicado em Tags , ,

É só fazer um friozinho que a gente quer logo tomar um chocolate quente bem gostoso. E se der para juntar o chocolate com o café, fica ainda melhor. Criamos uma receita fácil, prática e gostosa de chocolate quente com café para o inverno. Continue lendo para ver a receita completa ou assista ao vídeo.

 

Chocolate quente é uma das bebidas mais afetivas que existe. Traz conforto e as propriedades do chocolate trazem uma sensação de bem estar para o nosso corpo. Quem nunca comeu um chocolate para se sentir melhor?

Agora junta tudo isso com os benefícios do café? Que traz energia e muita disposição? É quase uma poção mágica. Perfeita para tomar nos dias frios para trabalhar ou até para os fins de semana, para maratonar a série favorita.

Sabe o que é o mais legal dessa receita? Ela não usa amido de milho para engrossar o leite e é tão prática que dá para fazer até no microondas. Fica pronta em menos de 5 minutos. 

Como é uma receita muito simples, o segredo está na escolha dos ingredientes. Use um chocolate de qualidade e que você goste. Pode usar ao leite, 50%, 70% ou 85% cacau, desde que seja um bom chocolate.

O leite pode ser integral ou vegetal específico para café – quanto mais gorduroso, mais cremoso vai ficar. Para ele ficar muito cremoso, usamos as dicas de espumar leite em casa, que estão neste post aqui.

Aqui, usamos o café Pampa da assinatura da coffee&joy. Como ele tem notas de chocolate ao leite e especiarias, harmoniza perfeitamente com o chocolate e o leite. Preparamos ele no filtro de pano, porque é bem prático para fazer uma dose única para usar no drink, mas dá para fazer o café usando o que tem em casa. A dica é fazer um café mais intenso para que o gosto dele apareça no chocolate e crie a harmonização perfeita.

>> Para medir as proporções do leite e café, usamos medidores de vidro, que estão disponíveis aqui << 

Vamos à receita?

Rendimento: 1 porção

Tempo de preparo: 3 minutos 

Ingredientes:

1 dose (50ml) de café coffee&joy já pronto

1/2 barra de chocolate (cerca de 40g – 1 colher de sopa bem cheia)

1 colher de sopa de chocolate em pó (cerca de 10g)

1 copo (120ml) de leite integral ou vegetal gelado

Opcionais: Chantilly ou marshmallow a gosto e raspas de chocolate para decorar

Modo de preparo:

Prepare o café como de costume. O ideal é fazer o café um pouco mais intenso. Para essa receita, usamos 1 colher de sopa de pó de café para 50 ml de água. Usamos o coador de pano para fazer apenas uma dose, mas pode usar o que tiver em casa. Aqui tem dicas de como fazer em casa.

Leve 120ml de leite direto da geladeira para o fogão ou microondas. No fogo, esquente até que comece a borbulhar e no microondas leve por 50 segundos em potência máxima e vá observando. É muito importante não deixar o leite ferver, pois ele perde textura e cremosidade quando ferve.

Bata o leite quente em um espumador, com o mixer ou então coloque ele em uma garrafinha com tampa e balance bem, até ele dobrar de tamanho. Aqui tem um post completo ensinando a fazer leite cremoso em casa.

Pique o chocolate em pedacinhos bem pequenos. Use uma faca e vá cortando em lasquinhas, aproveite também os pózinhos que vão saindo quando corta a barra.

Em um copo, adicione o chocolate picado e o chocolate em pó. Coloque um pouco do leite cremoso e misture até ficar bem homogêneo. Adicione o café e, novamente, misture para incorporar.

Por fim, adicione o restante do leite bem rápido para misturar tudo.

Se quiser, pode adicionar chantilly ou marshmallow, mas é opcional. Também pode enfeitar com chocolate ralado ou em pó em cima.

Misture tudo antes de tomar e aproveite!

Enjoy!!!

Qual a Diferença do Café Feito no Filtro de Pano e no Filtro de Papel?

Publicado em Tags

O filtro de pano e o de papel são as formas mais populares de fazer café no Brasil. Eles são práticos, baratos, fáceis de usar e ambos preparam um bom café. Testamos um mesmo café especial nos dois filtros e, neste post, falamos sobre qual a diferença do café feito no filtro de papel e no filtro de pano, tanto no sabor quanto na praticidade de limpeza e usabilidade. Continue lendo para saber ou assista ao vídeo.

 

Sobre o Filtro de Pano

O filtro de pano é uma das formas mais populares de preparar café no Brasil, é simples de usar e faz um café muito saboroso.

A estrutura dos coadores com filtro de pano é bem simples, conta com um tecido de algodão pouco poroso e, normalmente, vem com um suporte circular de metal, madeira e outros materiais. Também é encontrado nos formatos dos filtros de papel convencionais e até com uma haste circular para ser apoiado nos suportes de filtros (coadores) comuns de plástico.

E é isso que o torna tão especial: a sua simplicidade mas que é capaz de unir várias qualidades desejáveis em um só café.

Um detalhe importante sobre o filtro de pano é a limpeza e o armazenamento. Por ser feito de tecido e usado diariamente, o filtro de pano retém muitos resíduos que afetam a qualidade e sabor do café com o tempo. O ideal é trocar o filtro de pano por um novo pelo menos uma vez no mês.

Antes de cada uso, é importante sempre escaldar o tecido, jogando água fervida nele para limpar. Após o uso, o coador deve ser higienizado com água quente, pode usar sabão ou detergente neutro. Ele deve ser guardado em um pote ou vasilha com água e tampado na geladeira para evitar a proliferação de bactérias.

Apesar do coador de pano não durar tanto tempo como o filtro de metal, é uma boa alternativa para quem quer reduzir a utilização de filtros de papel.

Sobre o Filtro de Papel

O porta-filtros que conhecemos hoje foi inventado em 1908 por uma dona de casa alemã, a Dona Melitta Bentz. Ela estava em busca de um café gostoso que não ficasse com resíduos do pó na xícara e foi a precursora do coador mais famoso do planeta, que até hoje leva o seu nome.

Aqui no Brasil, o coador e o filtro de papel chegaram por volta do ano de 1968. Hoje, ele é uma das formas de preparar café mais utilizada pelos brasileiros, junto com o tradicional coador de pano. 

Com o passar dos anos, o suporte de filtro foi evoluindo e hoje se encontra versões com diversas cores e materiais, como porcelana e vidro. Também é possível encontrar o coador com curvaturas e ângulos diferentes, como por exemplo o cônico ou o de base achatada, que trazem resultados diferentes na xícara para todos os gostos. 

Uma coisa é certa: a grande diversidade de coadores de papel anima qualquer barista e entusiasta dos cafés especiais.

A Batalha dos Métodos

Para fazer uma comparação entre as diferenças do café feito no filtro de pano e no filtro de papel, usamos o mesmo café especial: o Havaí. Ele é um café marcante que possui notas naturais de cereja, framboesa, lima e abacaxi. A acidez é complexa málica e cítrica. O corpo do café Havaí é denso e possui uma finalização que é ao mesmo tempo doce e ácida. Uma explosão de sabores.

Escolhemos este café pois ele tem acidez complexa e notas frutadas bem marcantes e, por isso, é excelente para fazer a comparação nos dois tipos de filtro. Os cafés especiais tem melhor qualidade, notas sensoriais naturais e são bem mais agradáveis que os tradicionais. Por isso, para fazer este teste, faz muito mais sentido usar este tipo de café. Se você ainda não conhece cafés especiais, sugiro começar por aqui.

Para o preparo em cada filtro, usamos 15g do café Havaí na mesma moagem: a média. Se a moagem for muito grossa, a água irá passar muito rápido sobre o café ele ficará sub-extraído. Por outro lado, se a moagem for muito fina, o café terá uma super-extração, porque tem uma maior superfície de contato com o pó.

Quer ver outras batalhas de métodos?

– 1a edição: Diferença do Café Feito na Prensa Francesa e no Filtro de Papel.

– 2a edição: Diferença do Café Feito no Coador com Filtro de Papel e no Coador com Filtro de Inox

Fervemos 150ml de água para usar em cada filtro. Mas antes, escaldamos os dois para tirar quaisquer resquícios de impurezas, o gosto de papel e do pano dos filtros e também para já deixar tudo na mesma temperatura.

Fizemos os cafés da mesma forma conforme as indicações de preparo. Colocamos um pouco da água para fazer a pré infusão, aguardamos 30 segundos e colocamos o restante em movimentos circulares e constantes. O tempo total de cada preparo foi de 3 minutos. Aqui tem os passo a passo completos de como fazer cafés nestes e em outros métodos.

O resultado final na xícara foi surpreendente!

Veja só o resultado:

FILTRO DE PANO : o que mais se destacou aqui foi o corpo, ou seja, o peso do líquido dentro da boca. Ficou bem mais oleoso e suculento se comparado com o café do filtro de papel. Na xícara, o líquido fica levemente mais turvo, alguns poucos pozinhos de café passam para a xícara e o café também fica com mais óleos. Isso era esperado, já que o filtro de pano tem menos barreira para passar o café que o de papel, o que permite a passagem dos óleos e um pouco dos resíduos de pó de café. Com relação a acidez, não fica tão evidente como a do filtro de papel e, por isso, fica mais doce. A minha conclusão é de utilizar aqui cafés com perfis sensoriais mais voltados para frutas brancas, chocolates, doces, caramelo, castanhas e especiarias, já que é a doçura e o corpo que mais vão realçar no filtro de pano. 

FILTRO DE PAPEL : o café ficou perceptivelmente mais limpo na xícara, sem nenhum resíduo de pó. A bebida teve um equilíbrio entre os sabores do café, a acidez ficou mais evidente, comparado com o café no filtro de pano. O peso do café na boca (corpo), também fica mais sutil e mais leve. Senti a doçura do café facilmente. A minha conclusão é que, para o filtro de papel, usar cafés mais frutados e com mais acidez é melhor, já que são estes os atributos que mais são identificados neste método.

Se quiser aprofundar no assunto e entender melhor o que são os atributos sensoriais do café que falamos aqui, como acidez, corpo e sabor, tem um ebook aqui completo explicando o que é cada um deles. 

Agora, indo um pouco mais adiante, comparamos a diferença dos filtros de pano e de papel, considerando outros pontos, como limpeza, praticidade, dificuldade e versatilidade.

Pontuamos cada um deles numa escala de 1 a 5, veja só:

Conclusão

Depois de fazer os testes e analisar todos os atributos sensoriais, de limpeza e praticidade, a minha opinião pessoal é que o filtro de papel deve ser usado por quem gosta de cafés mais frutados com uma xícara mais limpa. Ele é muito fácil de limpar e tem como alterar as receitas para ter resultados diferentes na xícara.

O filtro de pano traz uma bebida com mais corpo e óleos, então para quem gosta de café mais intenso, é uma boa opção. Além disso, não utilizar filtros de papel é um excelente método para quem se preocupa com a sustentabilidade e o futuro do planeta. E também há economia, por dispensar qualquer acessório extra. Mas é necessário trocar o filtro de pano pelo menos uma vez por mês e guardar ele na geladeira.

E você, o que acha de cada um deles? Me conte nos comentários qual o seu preferido e se tem mais alguma dúvida sobre eles. Deixe também sugestões de batalhas que você gostaria de ver por aqui.

O mais importante de tudo, é que o café tem que ficar gostoso para quem vai tomar e escolher o tipo de café e a forma que vai preparar é muito importante para chegar na fórmula do café que cabe no seu dia a dia.

Como Fazer Cappuccino Com Paçoca de Amendoim – Receita de Festa Junina que Combina com o Ano Todo

Publicado em Tags , , ,

A paçoca de amendoim é um doce tradicional do Brasil, que tem uma história muito interessante. Além de ser acessível, gostosa e fácil de encontrar, ela combina (e muito) com outro queridinho brasileiro: o café. Continue lendo ou assista ao vídeo para saber como fazer um café com leite cremoso com paçoca.

 

Origem da Paçoca e Seus Benefícios

Antes de fazer a receita, vou te contar uma curiosidade muito interessante sobre um dos doces mais brasileiros que existem. Muita gente não sabe, mas a paçoca é um prato típico indígena e seu nome se origina de um termo tupi que significa esmigalhar, se referindo ao processo de preparo antigo em que esmagavam-se os ingredientes com as mãos ou com um pilão. 

A paçoca, na verdade, foi originada a partir de uma receita salgada indígena, feita à base de farinha e carne. Essa receita salgada é tão prática e nutritiva, que acompanhou também os tropeiros nas suas longas jornadas. 

Atualmente, o formato mais comum é a paçoca doce, feita com amendoim. Um doce que acompanha os brasileiros tanto nas festas juninas como nos outros meses do ano. 

O interessante é que o amendoim, que obviamente é o ingrediente principal da paçoca, tem vários benefícios para a saúde. Assim como castanhas e nozes, de acordo com o Ministério da Saúde, o amendoim é rico em fibras, vitaminas, minerais e gorduras saudáveis, possuindo compostos antioxidantes e, por causa disso, um potencial preventivo de doenças.

Nesta receita, juntamos a paçoca com o café, que também possui vários benefícios para a saúde. Aqui tem um post completo com alguns destes benefícios. O mais importante, para que essa receita fique muito gostosa, é escolher ingredientes de qualidade e gostosos. 

Aqui você encontra cafés de qualidade e origem, entregues na sua casa de forma fácil e descomplicada.

Agora, vamos à receita?

Tempo de preparo: 5 minutos

Porções: 1

Ingredientes

– 50ml de café coffee&joy já pronto

– 100ml de leite integral ou vegetal

– 20g de paçoca (1 barra pequena)

– 1 colher de café de doce de leite (opcional)

Como Preparar

Prepare o café em casa como de costume. Use, de preferência, um café especial, de qualidade e mais intenso. Usamos café de torra média escura, feito no filtro de papel que você encontra aqui. Para deixar ele mais intenso, usamos 2 colheres de sopa bem cheias para um copo americano de água. Dessa forma, o gosto do café fica mais presente e na intensidade perfeita para a receita. Aqui tem dicas de como preparar café em casa no filtro de papel, mas também em outras formas de preparo como a prensa francesa, cafeteira italiana e muito mais.

Esfarele a paçoca com os dedos dentro da caneca, de forma que ela fique como uma farofa.

Esquente o leite, mas sem deixar ferver. Depois bata ele usando o espumador ou um mini mixer, até ficar bem cremoso. Aqui tem um vídeo completo ensinando a espumar e deixar o leite cremoso de várias formas.

Adicione um pouco de leite em cima da paçoca e misture até ficar homogêneo, adicione o restante do leite e, por fim, o café. 

Misture tudo antes de beber e aproveite.

Bônus: Se quiser, esfarele um pouco de paçoca no final, por cima do leite para decorar. Também pode colocar um pouco de doce de leite na borda, para dar um toque especial (não é essencial, já fica gostosa só com os ingredientes acima).

Enjoy!

Receita de Café Cremoso com Gosto de Churros

Publicado em Tags , ,

Você não precisa de ir na festa junina para matar a vontade de churros. O doce mais famoso das festas de inverno no Brasil, tem uma versão diferente e super fácil de fazer que virou bebida. Continue lendo ou assista ao vídeo no final para saber como fazer um café cremoso com sabor de churros.

Os churros são doces que tiveram sua origem na Europa, mais precisamente, na Espanha e Portugal. Eles são muito comuns nos países latinos desde o México até a Argentina. Cada região tem a sua própria variação do doce e dos recheios.

Aqui no Brasil, os mais comuns são os churros fritos no óleo vegetal. Eles são feitos a base de água e farinha de trigo, com uma camada gostosa de açúcar com canela e finalizados com um delicioso recheio de chocolate ou doce de leite.

Para unir a paixão pelos churros com a do café, criamos uma receita de café cremoso, com gostinho de churros. É bem fácil de fazer e a harmonização é incrivelmente deliciosa. 

Vamos à receita?

>> o café especial, os utensílios e caneca utilizados para fazer esta receita estão disponíveis aqui<<

Ingredientes:

– 100ml de leite integral ou vegetal

– 50ml de café coffee&joy já pronto

– 1 colher de doce de leite

– 1 colher de café de canela em pó

– Chantilly (opcional)

Modo de preparo:

Prepare o café em casa como de costume. Use, de preferência, um café especial, de qualidade e mais intenso. Usamos café de torra média escura, feito no filtro de papel que você encontra aqui. Para deixar ele mais intenso, usamos 4 colheres de sopa bem cheias para um copo americano de água. Dessa forma, o gosto do café fica mais presente e na intensidade perfeita para a receita. Aqui tem dicas de como preparar café em casa no filtro de papel, mas também em outras formas de preparo como a prensa francesa, cafeteira italiana e muito mais.

Esquente o leite, mas sem deixar ferver. Depois bata ele usando o espumador ou um mini mixer, até ficar bem cremoso. Aqui tem um vídeo completo ensinando a espumar e deixar o leite cremoso de várias formas.

Em um copo ou caneca, espalhe o doce de leite usando as costas da colher por todo corpo interno do copo. Polvilhe uma parte da canela sobre o doce de leite, para ficar dessa forma aqui:

Em seguida, adicione o leite cremoso e o café. 

Se quiser, adicione chantilly por cima.

Finalize polvilhando um pouco da canela por cima. Misture tudo e aproveite!

Veja o vídeo completo de como fazer em casa:

 

Qual a Diferença entre Cappuccino, Caffè Latte e Flat White?

Publicado em Tags , , ,

O café com leite é um clássico mundial e uma das harmonizações mais perfeitas que existem. Por conta da sua popularidade, baristas e amantes de café criaram suas próprias versões da mistura ao longo dos anos, como o cappuccino, latte e o flat white. E mesmo que sejam muito parecidas, essas variações de café com leite que são encontradas nos cardápios das cafeterias, ainda geram dúvidas sobre quais são as diferenças de cada uma delas.

Fizemos um vídeo completo explicando as diferenças, para você encontrar a que mais gosta e te ajudar na hora de fazer estes drinks em casa ou de pedir na sua cafeteria favorita. Assista ao vídeo ou continue lendo para ver o post completo.

 

Vaporização do leite

Antes de entrar nos detalhes sobre as diferenças entre os tipos de drinks, é importante entender como é feita a vaporização do leite em cafeterias.

No processo de vaporização em máquinas de espresso, se adiciona calor, ar e água ao leite gelado. Este processo forma reações que mudam as características do leite e ele ganha volume, temperatura, elasticidade, doçura e gera uma espuma bem cremosa.

Aqui tem um post completo explicando como funciona essas reações e como replicar a receita do leite vaporizado de cafeteria em casa. 

Dependendo da forma que se vaporiza o leite ele vai gerar mais ou menos espuma, vai ficar mais cremoso ou mais fino, como na foto a seguir:

Da esquerda para a direita: espuma de leite, leite vaporizado com 1/3 de espuma, leite vaporizado com pouca espuma

Tanto o cappuccino, como o latte e o flat white são drinks que, essencialmente, levam apenas leite vaporizado (cremoso e com espuma) e café espresso. O que vai mudar em cada um deles, na verdade, é a proporção de café espresso e leite, bem como a quantidade de espuma do leite que será utilizada na receita.

A seguir, veja como cada um deles é feito. Lembrando que essas são as receitas mais usadas, mas podem variar de cafeteria em cafeteria. Portanto, antes de fazer o seu pedido, entenda com o barista como ele faz a receita.

Da esquerda para a direita: cappuccino, flat white e caffè latte.


O que é Cappuccino?

O Cappuccino surgiu na Itália e possui apenas dois ingredientes em sua receita original: uma dose de espresso e leite vaporizado. 

A versão mais clássica, e geralmente encontrada nas cafeterias de todo o mundo, consiste em 1/3 de café espresso, 1/3 de leite vaporizado e 1/3 de espuma de leite vaporizado. Porém, é comum achar variações com acréscimo de chocolate, canela ou cacau em pó e até chantilly.

Normalmente, um cappuccino tem cerca de 150ml. Mas pode variar nas cafeterias, dependendo da xícara que vai ser usada, já que ele é feito para completar ela até a boca.

O Cappuccino é uma ótima opção para quem gosta de café com leite bem cremoso, com uma presença sutil do gosto do café. Como só usa um terço de café, o adocicado do leite é o que mais prevalece aqui.

Em cafeterias, o cappuccino é feito por baristas e que utilizam máquinas profissionais de espresso, mas é possível replicar a receita em casa, usando equipamentos simples e com muita facilidade. Veja o post  Como Fazer Cappuccino de Cafeteria em Casa.

CAPPUCCINO

Origem: Itália
Vaporização: A textura e temperatura do leite são de fundamental importância na sua preparação. O leite deve ter uma espuma com textura aveludada, brilhante e cremosa. Além disso, o espresso deve ser extraído perfeitamente.

Sensação tátil na boca: Muito cremoso, harmonizando perfeitamente com o café espresso, prevalecendo o sabor do leite.

Proporção: 1 parte de café espresso (média de 30ml) + 1 parte de leite vaporizado + 1 parte de camada espessa de espuma de leite.


O que é Flat White?

Flat White é uma bebida feita a partir da mistura de café espresso e leite vaporizado, com uma camada bem fina de espuma por cima. É um drink que tem uma possível origem na Austrália ou Nova Zelândia. O seu nome está relacionado à fina camada de espuma de leite vaporizado encontrada no topo da bebida.

Normalmente, ele é servido em xícaras de 150 a 180ml, composto por 2 partes de espresso, 2 partes de leite e só uma pequena parte de espuma, formando uma camada bem fina em cima da xícara. 

Por isso, o Flat White é uma ótima opção para quem gosta de sentir o sabor do café mais presente na bebida, já que possui uma proporção maior de espresso e destaca mais o seu sabor do que no Cappuccino.

O Flat White é um drink que vem se destacando para quem gosta muito de cafés especiais e frequenta as cafeterias super especializadas que oferecem cafés de qualidade e origem (também chamadas de cafeterias da terceira onda do café).

FLAT WHITE

Origem: Austrália ou Nova Zelândia

Vaporização: tempo de desenvolvimento menor do que o latte. Textura mais líquida e pouco cremosa em comparação com o leite usado no preparo do cappuccino.

Sensação tátil na boca: Levemente cremoso mas não como o cappuccino ou latte. Prevalece o sabor do café.
Montagem: 2 partes de café espresso (média de 60ml) + 2 partes de leite vaporizado + 1 camada fina de espuma de leite.


O que é Caffè Latte?

O Caffè Latte (ou simplesmente Latte) é um drink cafeinado encontrado com facilidade em cafeterias de todo o mundo, inclusive na versão gelada e com outros acompanhamentos como o caramelo e chocolate, e outras que substituem o café espresso, como é o caso do matcha latte feito com chá verde em pó e leite vaporizado. 

É muito popular nos Estados Unidos e nas cafeterias de segunda onda, como a Starbucks. Normalmente é servido em copos ou xícaras finas e altas, de 200 a 300 ml. 

É composto por 1 parte de café espresso, 2 partes de leite vaporizado e 1 parte (ou menos) de espuma de leite. Em questão de cremosidade e sabor, ele realça mais o leite do que o café e é tem a textura mais fina que o cappuccino. É indicado para quem gosta de um drink mais leve, com sabor sutil do café e textura mais fina.

Os europeus misturam café e leite desde o século 17 e acredita-se que o termo “caffè latte” foi usado pela primeira pelo escritor William Dean Howell, em “Italian Journeys”, publicado em 1867. A ele é dado o crédito de criar ou pelo menos de trazer ao público o termo que hoje é comumente chamado simplesmente de latte.

Uma das variações mais comuns do Latte é o gelado com xarope de açúcar. Aqui tem uma receita de como fazer o Latte gelado em casa, usando leite condensado. 

CAFFÈ LATTE

Origem: Itália

Vaporização: A textura e temperatura do leite são de fundamental importância na sua preparação. O leite deve ter uma espuma com textura mais “fina”, brilhante e levemente cremosa, ideal para o processo de latte art. Além disso, o espresso deve ser extraído perfeitamente para que ocorra uma boa harmonização.

Sensação tátil na boca: Cremoso, mas não tanto como o Cappuccino. Aqui prevalece o sabor do leite.

Montagem: 1 parte de café espresso (média de 30ml) + 2 a 3 partes de leite vaporizado + 1 camada de espuma de leite vaporizado + adicionais como calda de chocolate, caramelo, xarope de açúcar etc (opcional) 

>> Quer cafés de qualidade para fazer drinks na sua casa ou cafeteria? Acesse aqui.<<

Como Escolher entre Cappuccino, Flat White ou Caffè Latte?

A primeira coisa antes de escolher entre o Cappuccino, Flat White e Caffè Latte, é importante saber que cada cafeteria e lugar tem uma tradição e releitura para cada um dos drinks. Então, antes de pedir em uma cafeteria, pergunte ao barista como ele faz cada um. 

Se for fazer em casa, use a receita e proporção que mais te agrada. Você pode até inventar um novo drink para você.

Depois de conhecer cada um dos tipos de drinks mais famosos da cafeteria, qual o seu preferido?

Ficou com alguma dúvida? Me mande uma mensagem.

Como Fazer Leite Cremoso com Espuma em Casa – O Leite Vaporizado de Cafeteria para usar nas Receitas com Café

Publicado em Tags , , ,

Quem é fã de cappuccino de cafeteria já sabe qual a sensação de tomar aquele leite cremoso, adocicado e quentinho na medida certa. E se eu te falar que é possível fazer esse leite vaporizado de cafeteria, com espuma e cremoso em casa? E o melhor: é muito mais fácil do que você imagina! 

Aqui tem um vídeo explicando como transformar o leite comum em um leite muito cremoso e com espuma. Se preferir, continue lendo para ver a explicação completa e receitas muito fáceis para deixar o seu café em casa mais cremoso.

 

Leite Aerado, vaporizado ou espumado?

Quando procurar por leite para fazer cappuccino italiano por aí, você encontrará algumas expressões diferentes para falar dele.

Como o próprio nome já diz, leite aerado é aquele em que será agitado para que as moléculas do leite se expandam com a ajuda do ar para ficar cremoso e com espuma. Para fazer leite aerado, é possível usar equipamentos específicos como aerador, mixer, espumador ou até mesmo utensílios que todo mundo tem em casa, como o liquidificador ou um potinho com tampa que fique bem vedado.

O leite vaporizado, por sua vez, é aquele que vai ganhar cremosidade e espuma por conta da ação do vapor (que é calor, água e ar). Para fazer o leite vaporizado, é necessário usar equipamento específico, como o bico vaporizador que tem nas máquinas de espresso profissionais e caseiras. 

Independentemente da técnica, o resultado que se busca na hora de fazer leite para colocar junto com o café é o mesmo: um leite cremoso, mais adocicado e com uma espuma bem gostosa.

 

Porque o leite fica mais doce e mais cremoso?

O leite, quando sofre ações como agitação, aumento de temperatura e adição de água, altera a sua característica. Na foto abaixo colocamos a mesma quantidade do mesmo tipo de leite em recipientes idênticos. O da foto da esquerda é o leite gelado que saiu da caixinha e foi colocado direto no copo. O da foto da direita foi aquecido no microondas e batido usando um espumador de leite. Veja a diferença de textura e volume.

100 ml de leite gelado (esquerda) e 100ml de leite espumado (direita)

O motivo porque isso acontece é puramente químico. Os principais componentes do leite são: água, proteína, gordura, açúcar (carboidratos) e também vitaminas, minerais e sais.

A proteína presente no leite vai agir formando espuma quando vaporizado ou aerado. Isso ocorre porque ao adicionar ar e calor, as cadeias quebram expelindo água que envolve as bolhas de ar, criando a espuma do leite.

O papel da gordura no leite está ligada à sensação tátil e ao sabor. Alimentos gordurosos em geral têm um sabor mais gostoso e a sensação dele na boca é mais prazerosa. A gordura também tem a característica de roubar o sabor de alguns alimentos. Por isso, um leite mais gorduroso vai roubar um pouquinho mais o sabor do café. Se usar um leite desnatado com café, por exemplo, o sabor do café vai ficar mais evidente.

A lactose é classificada como um açúcar, apesar de não ser tão doce como o açúcar normal. Como a doçura está ligada à lactose, os leites com maior teor serão mais doces.

A temperatura mais quente do leite também vai dar uma percepção mais doce. Isso porque o paladar humano tem mais sensibilidade ao doce quando o alimento está mais quente.

Todavia, não se deve  ferver o leite, porque se ele queimar sua consistência será afetada (não a doçura), deixando-o mais ralo e menos cremoso. A temperatura ideal para aproveitar o leite cremoso e quentinho é entre 65 e 68 graus celsius. Se for ferver na panela, retire quando ele começar a soltar as primeiras bolhas de ar. No microondas, é bom aquecer aos poucos até que ele fique morno quase quente, sem ferver, é claro.

 

Qual é o melhor leite? Posso usar bebida vegetal?

Com base nos fundamentos químicos do leite, os que darão um melhor resultado tecnicamente são aqueles com maior teor de lactose e gordura. Por este motivo, é muito comum que as cafeterias especializadas usem os leites integrais, pois eles têm um melhor resultado na hora de vaporizar no que se refere à doçura, cremosidade e espuma.

As bebidas vegetais (soja, castanha, aveia, coco, etc), apesar de não possuírem lactose e terem menor teor de gordura, podem ser usadas para fazer um leite cremoso. Hoje já existem no mercado leites específicos para café e que já são amplamente usados em cafeteria e que possuem um resultado bom para ser usado para fazer leite cremoso.

Clique aqui e veja como fazer uma receita de leite vegetal cremoso, paçoca doce de leite e café. 

Assim como as bebidas vegetais, os leites desnatados também podem ser utilizados para fazer leite espumado e cremoso. Todavia, para estas duas opções, a consistência do leite será mais fina do que se usar leite integral, por exemplo. O sabor do café também ficará mais evidente, por conta do teor de gordura.

Leite Vegetal (esquerda) Leite Integral (direita)

O mais importante, no entanto, é que o sabor do leite tem que agradar quem vai tomar. Por isso, a escolha do melhor leite vai depender de quem está tomando em casa.

Por aqui, fazemos vários drinks com bebida vegetal e amamos! Mas também usamos leite integral ou desnatado para os mais fits. Veja aqui as nossas receitas exclusivas.

 

6 Formas de Fazer Leite Cremoso em Casa

Para fazer o leite ficar bem cremoso é importante usar o leite gelado, já que a proteína do leite se estende mais quando está gelado para frio. Ou seja, quanto mais gelado, mais ele cresce. Por isso, independente da forma que for espumar o leite, coloque o leite gelado direto para aquecer.

No fogão, adicione o leite em fogo baixo e fique observando e retire do fogo assim que ele começar a expandir e sair as primeiras bolhas. Para quem usa termômetro culinário, coloque na leiteira em fogo baixo e retire quando alcançar uma temperatura entre 65-68°C.

Se for aquecer no microondas, coloque aos poucos. Para uma dose única de 100 ml, por exemplo, normalmente 30 segundos na potência máxima, já é o suficiente para aquecer sem ferver.

  1. Espumador de Leite da Pressca

Despeje o leite quente até a primeira marca do copo. Se preferir, coloque o leite gelado no microondas por cerca de 30 segundos na potência máxima, até que fique na temperatura certa. Encaixe a tampa com o êmbolo e o movimente para cima e para baixo até dobrar de tamanho e ficar com uma textura cremosa.

 

  1. Prensa Francesa

Coloque o leite quente no copo da prensa francesa, não ultrapassando o limite da metade do copo de vidro dela, para não derramar. Movimente o êmbolo para cima e para baixo, fazendo movimentos rápidos para agitar o leite. Faça quantos movimentos forem necessários para o leite ficar bem cremoso e espumado.

 

  1. Mixer

Coloque o leite em um copo, não passando da metade, para não derramar. Ligue o mixer e bata até que o leite quase dobre de tamanho.

 

  1. Liquidificador

Coloque o leite quente e coloque para bater na opção mais rápida, até que ele dobre de tamanho.

 

  1. Pote ou garrafa com tampa

Coloque o leite quente e feche bem o pote ou garrafa. Chacoalhe muito, sacudindo o potinho rapidamente para cima e para baixo, batendo o leite, até que dobre de tamanho e fique com uma textura cremosa.

 

  1. Máquina de espresso

Claro que dá também para usar o vaporizador das máquinas de espresso. Aqui temos um vídeo completo  ensinando a vaporizar o leite e fazer o cappuccino em máquinas de espresso caseiro.

Depois de deixar o leite bem cremoso, agora é a hora de usar a criatividade. Adicione o leite direto na xícara com o café. Pode adicionar barras de chocolate ou calda de caramelo, por exemplo, e fazer o seu drink preferido.

Se quiser um drink gelado, é só adicionar bastante gelo depois de espumar o leite conforme as nossas orientações acima. 

No nosso blog tem várias receitas de café com leite cremoso para fazer em casa. Acesse este link e veja todas as possibilidades.

Receita de Vitamina de Banana com Café – para o Café da Manhã, Café da Tarde ou Pré Treino

Publicado em Tags , , , ,

O café pode ser uma refeição completa por si só. Tem combinações geladas, gostosas e fáceis. Uma delas, é a vitamina de banana com café. É uma receita simples que fica muito nutritiva e gostosa.

A vitamina de banana com café é tão completa que pode até substituir uma refeição, como o café da manhã ou da tarde. Também, por ter ingredientes proteicos e estimulantes, é uma ótima opção de refeição antes da atividade física.

Veja o vídeo completo aqui ou continue lendo o post.

 

O bom dessa receita é que para ficar bem refrescante e prática, usamos cubos de gelo de café. Sabe aquele café que às vezes sobra na garrafa? É só despejar ele direto na forminha de gelo e levar ao congelador por 3 horas ou até ele ficar consistente. Veja aqui outra receita simples com gelo de café.

O mais importante é usar um café de qualidade. O café especial é o mais indicado para essa receita, já que tem sabores e aromas mais adocicados e é bem diferente dos cafés tradicionais. Apesar de muita gente chamar esse tipo de café de “chafé”, a verdade é que a qualidade e o sabor do café especial são muito melhores do que os dos cafés extra-fortes. Para saber mais sobre a diferença entre café forte e “chafé”, tem um post aqui.

Além do café, essa receita leva banana e o leite, que pode ser leite integral, desnatado ou vegetal de sua preferência. Para deixar a vitamina mais interessante ainda, não tenha medo de adicionar ingredientes para compor o sabor e a qualidade nutritiva dela. Ela vai bem com aveia, mel, melado, leite de coco e até pedaços de chocolate e chocolate em pó.

Agora, vamos à receita?

Ingredientes

– 1 xícara (100 ml) de café especial coffee&joy já pronto

– 2 xícaras (200ml) de leite (pode ser integral, desnatado ou vegetal)

– 1 banana 

– opcionais: adicione a gosto aveia, mel, melado, chocolate em pó, nibs de cacau, chocolate em barra

Como preparar

Faça o seu café especial, como de costume. Aqui tem várias dicas de como preparar café em casa e lembre-se de usar café de qualidade. (se preferir, pode usar o café que sobrou na garrafa). Coloque o café pronto em forminhas de gelo e leve ao congelador por 3 horas ou até que fique bem consistente.

Em um liquidificador, coloque o gelo de café e os demais ingredientes e bata por 30 segundos ou até que a vitamina fique homogênea.

Sirva no seu copo preferido. *Para dar um charme a mais, use um canudo sustentável e coloque um pouco de cacau em pó por cima!

Enjoy!

3 Dicas para Deixar o Café em Casa Mais Gostoso – Entenda Sobre a Água, o Café e o Armazenamento Correto

Publicado em Tags , , , , , ,

Não é nenhum segredo que o café inspira as mentes criativas. Dominar a arte de fazer um bom café vai aumentar aquele prazer do dia, deixar o momento ainda mais especial. O café é um verdadeiro combustível e milhões de pessoas tomam pelo menos uma vez ao dia. 

Por isso, o objetivo deste post é dar dicas pontuais sobre alguns cuidados básicos e fáceis que podem ser feitos em casa, para que o café do dia a dia fique melhor ainda, independente de como você prepara (se é no filtro de papel, de pano, na prensa francesa ou qualquer outro método).

Lembre-se: fazer café em casa não precisa ser difícil. O importante é que o resultado final seja bom para quem vai degustar, agrade o paladar e conforte a alma. Leia o post ou assista ao vídeo completo aqui:

 

1. A Água do Café – Ferver ou Não Ferver?

Os ingredientes para preparar um bom café são: água e café! Óbvio!

No entanto, tal simplicidade não significa menos cuidado. Para ter um café excelente na xícara, é necessário ter cuidado na hora de escolher o tipo de café e, também, observar a qualidade da água.

A água é um ingrediente fundamental no preparo do café, já que cerca de 90% do café é composto por água. 

Portanto, o ideal é utilizar sempre água filtrada ou mineral, que não tenha um gosto excessivo de cloro. Evite usar água direto da torneira, já que, em alguns lugares, esta água tem muitos minerais com sabores fortes, inclusive o cloro.

Todo sabor da água será refletido no café e estes sabores fortes do cloro, por exemplo, irão impactar de forma negativa no resultado final na xícara.

Escolhida uma água de qualidade, vamos falar sobre a temperatura dela. Nas formas de preparo em que tem que esquentar a água manualmente, como o filtro de papel, pode ou não pode ferver a água?

Sim, pode ferver a água do café! Mas assim que ela ferver, já pode retirar do fogo. Se a água ficar fervendo por muito tempo, ela vai evaporando e os sais minerais existentes ali ficarão mais concentrados. Mesmo que seja uma água com pouco gosto, à medida que ela evapora, os sais minerais ficam mais concentrados e eles irão prejudicar o sabor final do café.

Logo que a água ferver, use uma parte dessa água imediatamente para escaldar os equipamentos. Isso vai ajudar a limpar, tirar resquícios de papel ou pano, se estiver usando filtro. Também vai deixar todos os utensílios em uma temperatura boa para receber o café depois de pronto. Vale até escaldar as xícaras que vai usar para servir. 

Lembre de descartar em seguida a água que usou para escaldar.

Fazendo este processo bem rápido e não ultrapassando 1 minuto, o tempo entre a fervura da água e a limpeza dos equipamentos será suficiente para que o restante da água da chaleira fique em uma boa temperatura para usar no café. 

A água ferve a 100° C em locais no nível do mar. Dependendo da pressão atmosférica, esta temperatura pode diminuir. Aqui em Belo Horizonte, o mais comum é a água ferver entre 97 e 96° C. Como ela perde calor muito rápido, em um minuto, ela já estará com cerca de 94° C – que é uma temperatura excelente para extrair o café. 

Se a água esfriar muito, não terá temperatura suficiente para extrair todos os sólidos solúveis do café, ou seja, o café não será aproveitado no seu maior potencial.

Por isso, use sempre água de qualidade, não tenha medo de ferver ela e não demore para passar o café depois que ferveu. Dessa forma, o seu café ficará ainda melhor.

 

2. Como Escolher o Café e qual a Proporção Correta

O café é um alimento, como qualquer outro. Mais especificamente, ele é a semente do fruto, que foi tratada, torrada e moída. Por isso, priorizar sempre comprar cafés de empresas que valorizam o produtor e identificam a origem do grão é ter garantia da procedência. Um café de qualidade demanda um árduo trabalho no campo, saber a origem e o produtor responsável faz toda a diferença.

Dessa maneira, é possível ter a garantia de estar consumindo algo de qualidade e também beneficiando o trabalho dedicado que foi realizado pelo produtor, o principal responsável pelo café.

Optar por uma torra fresca e bem feita garante que as características aromáticas e de sabor de um grão estão acentuadas. Isso não significa que o café torrado há muito tempo fique impróprio para consumo, ele apenas vai perdendo suas características aromáticas.

Neste link tem cafés de origem e procedência, com torra fresca e que são entregues em todo Brasil.

Com um café de qualidade em mãos, outra dica importante é moer o café na hora. O café contém cerca de mil substâncias aromáticas e várias delas podem ser detectadas na memória gustativa. Por isso, para garantir essas características fantásticas de um grão de qualidade, o ideal é que seja consumido logo após ser moído.

Mas isso não é regra. Para manter a praticidade, adquira os cafés moídos e mantenha-os em uma embalagem bem fechada. Claro que não será como moer ele na hora, mas opte por locais em que faça a moagem na hora do envio para a sua casa.

 

Observe as proporções. O equilíbrio é o segredo para ter um café saboroso. Nem muito concentrado e nem muito ralo. Por isso, é importante acertar as medidas na hora de preparar o café. Uma balança de alta precisão pode ajudar quem procura por excelência. Mas é possível utilizar outras medidas que já possui na cozinha.

Para não errar mais, uma colher de sopa muito cheia possui cerca de 13-15 gramas de café. Um copo americano cheio, até a marca da linha antes do topo, possui 130ml de água. 

Para cafés especiais, um bom ponto de partida é usar 10g de café para cada 100ml. Mas é só uma recomendação, o importante é ir experimentando e achar a medida ideal para o gosto pessoal de quem vai tomar o café.

Aqui tem um vídeo de como acertar as medidas na hora de fazer café. 

 

3. Como Guardar o Café

O café especial exige muito cuidado desde o seu desenvolvimento lá na lavoura até no momento de prepará-lo. E a forma de guardar ele depois de torrado influencia muito no sabor final da bebida.⁣

Para deixar o café bem armazenado, tanto os cafés em grãos como os moídos, devem ser guardados em uma embalagem bem fechada, ao abrigo da luz e de calor, para que se conserve por mais tempo.⁣

 

Se a embalagem original não for adequada ou se preferir colocar em outro utensílio, não coloque em potes transparentes. Prefira os vidros marrons e potes escuros. Também, certifique que o pote está bem tampado, para não entrar ar e sofrer o processo de oxidação.

Não guarde o café na geladeira. A mudança de temperatura e o aroma de outros alimentos que ficam na geladeira, afetam o sabor do café. 

Congelar o café, só se for a última opção. Café é alimento, quanto mais fresco, melhor. Por isso, prefira sempre comprar o seu café de acordo com a demanda do seu consumo.

Aqui tem uma assinatura de cafés que você escolhe qual a frequência que quer receber, para nunca faltar café em casa. Veja as opções de desconto progressivo no frete.

A umidade da geladeira e do congelador também afetam as características do café e prejudicam o seu sabor natural.

Siga essas dicas de como escolher e guardar o seu café de forma correta para uma maior duração das qualidades sensoriais dele e, consequentemente, uma experiência muito gostosa na xícara.

Todos esses cuidados simples vão melhorar o seu café em casa.

Ficou com alguma dúvida? Chama a gente no chat do site.

Café Forte ou Café Fraco? O Que São os “Chafés” e o Que Realmente está por Trás dos Cafés Fortes

Publicado em Tags , , , ,

É muito comum para quem gosta de um café mais intenso e está acostumado com os comuns – que são aqueles cafés que se encontram nas gôndolas dos supermercados -, relacionar a coloração escura da bebida com a intensidade. Além disso, comparar o café especial mais claro com chá ou “chafé” pelo mesmo motivo. Mas sabia que a cor do café tem mais a ver com a qualidade da matéria prima utilizada e o grau de torra do grão? 

O “café forte” é uma classificação que as pessoas dão a um café que, normalmente,  foi extremamente torrado para disfarçar defeitos e, por isso, só traz amargor e gosto de queimado.

Quer saber como isso ocorre e descobrir o porquê do café especial gerar uma bebida com tonalidade mais clara na xícara? Assista ao vídeo ou continue lendo o post.

 

O Processo do Café e os Tratos Antes da Torra

O café tradicional extra-forte é um tipo de café que se encontra facilmente nos supermercados e que está presente em muitas casas brasileiras. Por isso, ele é um café produzido em massa para atender essa grande demanda.

Já o café especial, é produzido em menor escala e se encontra mais facilmente em lojas específicas, assinaturas e e-commerce especializados. Na maioria das vezes, vem com identificação de origem, torra fresca e em embalagem que preserva suas qualidades por mais tempo.

Mas, antes de tudo, para entender porque existe café forte e café fraco e qual a diferença de café especial e café comum, é necessário voltar para conhecer um pouco como é o processo do café como um todo. Em outras palavras, é importante entender alguns caminhos que o café percorre desde a fazenda até chegar na xícara.

É importante lembrar que o café é um fruto. Ele é uma cultura perene que se colhe uma vez ao ano. Isso quer dizer que a planta deve ser cuidada durante o ano todo para ter frutos de qualidade.

Depois que o café é colhido, ele passa por processos de secagem em terreiros ou maquinário próprio, até chegar em uma determinada umidade. Este processo pode demorar vários dias para concluir ainda na fazenda. Só depois de secar é que o café ficará na umidade ideal para ser beneficiado até que, por fim, ele será vendido e negociado cru. 

Se quiser ver mais detalhes sobre estes processos na fazenda e do preparo do café para comercialização, tem um post completo aqui que mostra com detalhes a longa jornada do café da lavoura até a xícara.

Esta daqui é uma amostra real de um café que é comumente chamado pelos corretores de cafés de “escolha” e que é vendido para ser torrado. Esse café tem vários defeitos e impurezas, como grãos ardidos, verdes mal granados, gravetos, pedras, cascas, etc.

Isso acontece porque o café é uma fruta. Ela pode apodrecer, sofrer fermentação indesejável com ação de fungos e bactérias, que formam grãos pretos e ardidos, por exemplo. 

Se for colhido no tempo errado, ainda haverá grãos verdes, oriundos da fruta que não madurou direito. Também, pode haver outros defeitos por conta de ataque de praga na planta, por exemplo. Isso acontece com o café, igual com qualquer outra fruta.

Além disso, depois que o café é beneficiado, ele pode ou não passar por uma fase chamada de re-beneficiamento. Nessa fase, separa-se grande parte dos grãos perfeitos das impurezas e dos grãos com os defeitos.

Isso é completamente normal no processo, já que o café é uma fruta e pode sofrer ações naturais ou externas que fazem com que perca qualidade.

Mas a diferença do café para as outras frutas é que, este tipo de café que tem defeitos e impurezas, será aproveitado pela indústria, torrado e vendido para consumo.

A Torra dos Cafés Fortes

O próximo passo do café depois dos processos acima é chamado de torra, que é a fase em que o café adquire cor e sabor. É aqui que entendemos o de onde vem a expressão “café forte”. Quando se compara uma amostra de café comum (foto: amostra da direita) torrada e moída com uma de café especial (foto: amostra na esquerda), é possível perceber a diferença de cores. Nos cafés comuns, a tonalidade é bem escura. Isso acontece porque nesses cafés, geralmente, é aplicada uma torra mais forte onde se “cozinha” o grão por mais tempo em temperaturas mais elevadas. Esta torra mais potente também é usada para disfarçar todas aquelas imperfeições presentes na matéria prima, já que uniformiza os grãos, deixando tudo na mesma coloração e, ainda, traz um amargor e a sensação de café “forte” na xícara.

Café especial torrado (esquerda) e café comum torrado (direita)

Este “café forte” é tradicionalmente consumido aqui no Brasil e as pessoas estão acostumadas a tomar café amargo e muito escuro. A reação de alguém quando toma um café especial pela primeira vez, que a coloração é mais clara, muitas vezes é algo parecido com “isso não é café, está muito aguado – é chafé” e que “café de verdade é café forte e amargo”.

Indo um passo além e refletindo sobre nossos gostos e tradições, a culinária brasileira é extremamente diversificada e balanceada. Consome-se muitos grãos como arroz e feijão, os mais diversos vegetais e tipos diferentes de carnes.

Essencialmente, se tempera a comida usando alimentos que são extremamente aromáticos e que não amargam a comida, muito pelo contrário, potencializa o seu sabor e harmoniza perfeitamente. Os temperos variam por região, mas se usa, por exemplo, sal, alho, coentro, azeite de dendê entre outros.

O interessante é que nenhum desses temperos amargam a comida. E por que o café – que é um alimento que é consumido diariamente e às vezes, várias xícaras por dia – tem que ser amargo? E por que a maioria esmagadora das pessoas falam que café tem que ser forte? Porque tem que tomar café muito quente e escaldante para ser suportável ou disfarçar com muitas e muitas colheres de açúcar para conseguir tomar?

Já que temos uma culinária baseada no sabor e na harmonia, porque quando o assunto é café, não se preocupa com sabor mas só com a potência de amargor que vem de um cozimento muito excessivo? 

foto: shutterstock

Na cozinha, quando algum alimento queima e passa do ponto, ele não é consumido. Quem já cozinhou muito o arroz a ponto de queimar, sabe qual a sensação de pescar grãos branquinhos na panela, mas que mesmo assim ficam com cheiro da fumaça amarga.

E por que as pessoas fazem isso com o café? Café é um alimento, uma fruta e, como qualquer outra, tem que ser tratado com muito cuidado. Mas muitas pessoas ainda consomem um café que foi extremamente torrado, a ponto de carbonizar e queimar, o que deixa ele muito mais amargo. Mais do que isso, ele tem que ser consumido quando muito quente ou com muitas colheres de açúcar, para disfarçar esse amargor.

Por que o “Chafé” é o Melhor Café?

Na hora de fazer o café, quando se fala de cafés comuns, além da torra muito escura, a moagem do pó ainda é extremamente fina. Isso faz com que se extraia muito os compostos que estão ali, já que a superfície de contato com a água quente é bem maior do que um café com uma moagem média, por exemplo. 

Por outro lado, o café especial (ou “chafé” como é chamado muitas das vezes) não apresenta aquela cor escura do café “pretinho” comum. Mas essa cor clara não interfere na intensidade do sabor, pelo contrário, ela ressalta sabores e aromas que vem dos tratos culturais na lavoura combinados com a técnica de uma torra bem feita. Para aprofundar mais nas características sensoriais dos cafés, veja este outro post aqui.

O café especial, diferente do tradicional, é um café tratado com cuidados bem minuciosos. Todo o processo que ele passa é transparente e cauteloso. Por não ser um café de grande escala de produção, é possível conhecer a origem, as pessoas e tudo que está por trás dele. 

Esse tipo de café é cuidadosamente separado, cuidado e bem uniforme. Na etapa de re-beneficiamento do café, o especial é aquele que foi separado dos defeituosos. Quando se compara uma amostra real do café comum com o especial antes de torrar, a diferença é extremamente chocante.

Amostra de café comum cru (esquerda) e amostra de café especial cru (direita)

 

Torra do Café Especial

Já no processo de torra, quando se fala de café especial, ele é bem mais complexo que aquela única torra escura do café comum. Por ser um café puro e bem cuidado, cada lote tem as suas qualidades sensoriais naturais e é na torra que será possível destacá-las. 

Para conseguir evidenciar todo o potencial de cada grão, ele passa por uma série de testes de torra, em um processo técnico e cuidadoso, feito por profissionais qualificados. E, enfim, é aplicada aquele perfil de torra que mais destaca o potencial dele. Veja mais sobre o processo de torra dos cafés especiais neste link aqui.

E é por isso que, dentro deste universo de cafés especiais, é possível trabalhar com níveis de variação de torra, por exemplo clara, média e escura e que confere as seguintes características para a bebida: 

Tora clara: café com acidez alta, aroma sutil, com corpo e doçura moderados.

Torra média: café com acidez equilibrada, aroma acentuado, com corpo e doçura bem desenvolvidos.

Torra escura: café com acidez e corpo reduzidos, aroma acentuado, com notas de chocolate meio amargo (torra escura é diferente de torra carbonizada, que lembra borracha queimada e a doçura é substituída por um intenso amargor.

 

Mito do Café Forte X Café Fraco

Normalmente, as pessoas assimilam o café fraco com um café aguado ou feito com pouco pó. Mas se tratando de cafés especiais, o café de torra clara deixa a bebida com tons mais avermelhados devido a sua torra. O sabor, todavia, não vai ser aguado.

A verdade é que este tipo de torra, se bem feita, irá destacar a acidez e doçura natural do café e o resultado será uma bebida com sabor diferente, extremamente aromática, com presença e corpo.

Quando se prepara um café comum, com poucas colheres de sopa é possível fazer um litro de café, já que a única característica que se extrai da bebida é a cor (preta) e o amargor.

Já nos cafés especiais, um bom ponto de partida é usar 15g de pó de café (cerca de 1 colher de sopa bem cheia), para 150 ml de água. Uma diluição muito maior do que para os cafés comuns. Veja aqui como fazer café em casa como um barista.

Mas e Para Quem Gosta de Café Forte e Amargo?

Gostar de um café intenso não é motivo para tomar cafés ruins e que não tragam tudo o que o grão tem de melhor na xícara.

Para quem está começando ou quer experimentar os cafés especiais, é muito indicado começar por cafés de torra escura. Esse perfil de torra nos cafés especiais, irá ressaltar notas mais intensas e envolventes, com sabores que lembram chocolate amargo e castanhas – mas nunca aquele amargor excessivo do café comum.

Se quiser uma dica por onde começar, veja esse kit de degustação de cafés aqui ou então este outro kit de cafés intensos.

Outro ponto muito importante é a proporção que vai usar na hora de preparar. A intensidade também está muito ligada a isso, se o resultado que procura é um café mais intenso como sabor marcante – “o então café forte”, – use uma proporção mais concentrada 15g (uma colher de sopa bem cheia) para cada 150 ml de água. Nessa proporção é possível sentir toda a complexidade do café especial e ainda manter o café intenso.

A forma com que prepara o café também influencia muito. Se gosta de café mais forte, porque não fazer um café na cafeteira italiana ou na máquina de espresso? São duas formas de fazer café que deixam a bebida bem mais intensa.

Se quiser aprofundar no assunto, aqui tem dicas de como fazer café em casa, de várias formas diferentes.

Porque, no final das contas, o que importa é que o café fique gostoso para quem vai tomar. E, mais do que isso, informação sobre processos é importante para que as pessoas entendam e consigam fazer escolhas conscientes na hora de escolher o café que vai tomar todo dia – e até várias vezes no mesmo dia.

Uma Reflexão

E agora, depois de ver todas essas diferenças, a conclusão que eu chego é que, na verdade, seria o café especial o verdadeiro café? O “Chafé” como é chamado o café de cor mais clara e avermelhada não seria, na verdade, o melhor potencial do café? O café comum não deveria então ser o café especial?

E digo mais, café especial mais clarinho é realmente sinônimo de café fraco ou aguado? Faz o teste aí, compare os dois e depois me conta aqui nos comentários.

Qual a Diferença do Café Feito no Coador com Filtro de Papel e no Coador com Filtro de Inox?

Publicado em Tags , , , , , ,

Existem centenas de formas de fazer café. Para cada utensílio de café, mesmo que se utilize o mesmo pó e a mesma quantidade, o resultado é diferente na xícara. O filtro de papel e o filtro de inox são muito parecidos no formato, mas utilizam filtro de materiais diferentes e tem diferença no café feito em cada um deles.

Para ver o resultado, fizemos o teste e comparamos um mesmo café feito no filtro de papel e no filtro de inox. Assista ao vídeo ou continue lendo para saber as nossas percepções das diferenças e conhecer as vantagens e desvantagens de cada um.

 

Sobre o Filtro de Papel – Hario V60

Para esse experimento, escolhemos utilizar o coador Hario V60 que tem um formato muito parecido com o coador de inox. O suporte V60 recebe esse nome por seu formato cônico ‘V’ e angulação de 60º e é fabricado por uma empresa japonesa especializada na produção de equipamentos para preparar café chamada Hario. O método é muito popular entre baristas e coffee lovers pelo mundo todo e sempre marca presença em campeonatos mundiais de preparação de café.

Ele possui espirais internas, que ajudam na expansão do pó de café. Também possui uma abertura com diâmetro maior no fundo, que proporciona um controle na velocidade do fluxo da água, esses dois detalhes são o diferencial desse método.  Além de poder ser encontrado em 4 materiais diferentes: acrílico, vidro, cerâmica e metal.

Os filtros de papel convencionais não se encaixam corretamente nesse suporte, por isso é necessário ou utilizar o filtro desenvolvido pela própria marca, que possui um formato cônico ou dobrar o filtro convencional da lateral da base até a abertura, de forma que se transforme em um filtro cônico.

O filtro de papel em forma de cone adiciona profundidade à camada de café, de modo que a água flui para o centro, estendendo a quantidade de tempo que está em contato com o café moído.

Para saber mais sobre o coador Hario V60, tem um post completo dele aqui neste link.

Filtro de Inox – Pour Over da Bialetti

A marca Bialetti, conhecida mundialmente pela fabricação de métodos de preparo de café, desenvolveu um equipamento para preparar um café coado que não precisa de filtro de papel: o pour over Bialetti.

O equipamento é feito de inox 18/10. A malha fina que compõe o coador é adequada para utilizar a moagem média, que é a mesma para os filtros de papel normais. Por ser constituído com um inox de alta qualidade, é bastante resistente e o equipamento não corre o risco de enferrujar. 

Como possui o formato cônico, ele possui o mesmo efeito do coador Hario V60, já que o formato de cone adiciona profundidade à camada de café, de modo que a água flui para o centro, estendendo a quantidade de tempo que fica em contato com o café moído.

Para saber tudo sobre o coador de inox, acesse este link.

A Batalha dos Métodos

Para fazer uma comparação entre as diferenças do café feito no coador com filtro de papel e no coador com filtro de inox, usamos o mesmo café especial: o Flor Amélia. Ele é um café que possui notas de maçã, abacaxi madura e lima. A acidez é cítrica, possui um corpo cremoso e a finalização é longa e refrescante

Escolhemos este café, pois ele tem acidez equilibrada e notas bem fáceis de serem identificadas, e, por isso, será um excelente café para comparar nos dois métodos. Os cafés especiais tem melhor qualidade, notas sensoriais naturais e são bem mais agradáveis que os tradicionais. Por isso, para fazer este teste, faz muito mais sentido usar este tipo de café. Se você ainda não conhece cafés especiais, sugiro começar por aqui.

Usamos 15g de café para cada filtro utilizando a mesma moagem: média. Se a moagem for muito grossa, a água irá passar muito rápido sobre o café e teremos uma sub-extração e se a moagem for muito fina, o café teria uma super-extração, pois a superfície de contato das partículas do café moído fino são maiores.

>> Veja também 1a edição da Batalha do Métodos: a diferença do café feito na prensa francesa e no filtro de papel. <<

Fervemos 150ml de água para cada método. Mas antes, escaldamos os dois para tirar quaisquer resquícios de impurezas, tirar o gosto de papel do filtro e já deixar tudo na mesma temperatura.

Fizemos os cafés conforme as indicações de preparo e o tempo total de cada preparo foi de 3 minutos. Aqui tem os passo a passo completos de como fazer cafés nestes e em outros métodos.

O resultado final na xícara foi surpreendente!

Veja só o resultado:

FILTRO DE PAPEL HARIO V60 : o café ficou perceptivelmente mais limpo na xícara, sem nenhum resíduo de pó. A bebida teve um equilíbrio entre os sabores do café, a acidez ficou mais perceptível, comparado com o café no filtro de inox. O peso do café na boca (corpo), também fica mais sutil e mais leve. Senti a doçura do café facilmente. A minha conclusão é que para o filtro de papel, usar cafés mais frutados e com mais acidez, é melhor, já que são estes os atributos que mais são identificados neste método.

COADOR DE INOX BIALETTI : o que mais se destacou aqui foi o corpo, que é o peso do líquido percebido na boca. Ficou bem mais oleoso e suculento se comparado com o café do filtro de papel. Na xícara, o líquido fica um pouco mais turvo, alguns poucos pozinhos de café passam para a xícara e o café também fica com mais óleo. Isso era esperado, já que o filtro de inox é levemente mais grosso que o de papel, o que permite a passagem dos óleos e dos resíduos de pó de café. Com relação a acidez não fica tão evidente como o do filtro de papel e, por isso, ressalta mais a doçura natural do café. A temperatura dele também ficou menor que a do filtro de papel, por conta do material: o aço é um melhor condutor de calor. A minha conclusão é de utilizar aqui cafés com perfis sensoriais mais voltados para frutas maduras, chocolates, doces, caramelo, castanhas e especiarias, já que é a doçura e o corpo que mais vão realçar no filtro de inox. 

Para ficar mais fácil analisar esses atributos que falamos aqui, como acidez, corpo e sabor, tem um ebook aqui completo explicando o que é cada um deles. 

Indo um pouco mais adiante, comparamos a diferença do café feito no filtro de papel e feito no filtro de inox, considerando outros pontos, como limpeza, praticidade, dificuldade e versatilidade.

Pontuamos cada um deles numa escala de 1 a 5, veja só:

Conclusão

Depois de analisar cada um dos atributos da batalha dos métodos, a minha opinião pessoal é que o filtro de papel deve ser usado por quem gosta de cafés mais frutados com uma xícara mais limpa. Ele é muito fácil de limpar e tem como alterar as receitas para ter resultados diferentes na xícara.

O filtro de inox traz uma bebida com mais corpo e óleos, então para quem gosta de café mais intenso, é uma boa opção. Além disso, não utilizar filtros de papel é um excelente método para quem se preocupa com a sustentabilidade e o futuro do planeta. Nem precisa falar da economia financeira, por dispensar qualquer acessório extra.

E você, o que acha de cada um deles? Me conte nos comentários qual o seu preferido e se tem mais alguma dúvida sobre eles.

Aqui, o mais importante é o café ficar gostoso para quem vai tomar e escolher o tipo de café e a forma que vai preparar, é muito importante para chegar na fórmula do café ideal para a sua rotina.