Café Especial: Uma Visão de um Produtor em Piatã

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O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. O café é a segunda commodity mais negociada do mundo, perdendo apenas para o petróleo. Além disso, o café faz parte da história brasileira e tem grande importância para a nossa economia. Entretanto, a realidade de produção não são grandes fazendeiros com estruturas enormes e todas automatizadas, como a maioria das pessoas imaginam. A produção de cafés no Brasil, em sua grande maioria, é composta por pequenos produtores, que trabalham o ano todo, faça sol ou chuva. Ainda, o Brasil tem se destacado cada vez mais nos concursos de qualidade de café, mostrando que além de conseguir produzir em escala, também consegue produzir com qualidade. Entre os destaques da produção de qualidade, está a cidade de Piatã, localizada no estado da Bahia. Entrevistamos um de nossos produtores, para mostrar um pouco mais sobre a realidade de produção de cafés naquela região. 

Quer saber mais sobre os cafés fantásticos que são produzidos ali? Então é só apertar o play no vídeo que segue:

 

A Cidade de Piatã 

Piatã é uma pequena cidade, localizada no estado da Bahia e que se destaca na produção de cafés especiais. Localizada na região da Chapada Diamantina, possui uma altitude elevada com média de 1200m em relação ao nível do mar. Essa altitude proporciona um clima mais ameno durante o período da noite, o que auxilia na produção de cafés especiais, pois isso interfere diretamente na maturação dos frutos.

A região se destaca em qualidade quando o assunto é café e está sempre presente entre os ganhadores e finalistas de concursos renomados mundialmente, como o Cup of Excellence.

Mas o café não foi a primeira grande aposta da cidade. Inicialmente, a exploração de ouro foi o que chamou a atenção de muitos por lá. As montanhas existentes ali eram fontes de ouro para as mineradoras. Naquela época já era complicado os recursos disponíveis para a população. Piatã tinha no ouro a sua principal fonte de renda, o que trazia alguns conflitos também. 

Nos dias atuais, o café é o que chama atenção para a cidade. Diversos cafeicultores estão sendo reconhecidos nacionalmente e mundialmente pela qualidade do café que estão produzindo ali. Através de pequenas propriedades, os cafeicultores de Piatã, com muito trabalho duro e esforço na produção, estão conseguindo produzir verdadeira joias. Mas o cultivo não é fácil, falta estrutura e, muitas vezes, conhecimento. 

Com vontade de fazer diferente, os cafeicultores da cidade realizam um trabalho diferenciado na hora da colheita do fruto. Eles se esforçam muito para fazerem a etapa de pós-colheita da melhor maneira possível. Muitos cafeicultores da cidade dizem que a região é abençoada para a produção de cafés e que eles possuem o privilégio de retirar um fruto com excelente condições fisiológicas da planta, precisando tomar cuidado no pós-colheita para não estragar o que a natureza proporcionou para eles.

Realidade da Produção de Café Especial 

Pequenos proprietários se esforçam para se manterem na atividade de produção de cafés especiais. Por exemplo, na maioria da vezes a colheita é realizada de forma manual e seletiva. Isso traz um elevado custo para a produção, mas também traz uma diferenciação na qualidade da bebida. Para conseguir continuar realizando esse trabalho, é preciso encontrar formas de comercializar o café em um valor mais adequado a realidade de produção. 

O clima diferenciado, com noites mais frescas, fazem com que o fruto que cresce na região de Piatã tenha uma bebida diferenciada. Aliando isso, com a colheita realizada no tempo certo, faz com que os cafés produzidos ali sejam incríveis na xícara. Não é atoa que a região conquista prêmios de qualidade do café em grandes concursos da área. 

Mas toda essa qualidade, vem com um esforço muito grande por parte das pessoas que produzem café naquela região. Segundo Glayco, que é produtor e já tem café dele disponível no menu coffee&joy 2019/2020, é preciso investir e incentivar os colaboradores que auxiliam durante a colheita, só assim eles irão voltar no ano seguinte. Mais do que isso, Glayco faz questão de dividir parte do que lucra com a produção com os seus colaboradores. 

Geralmente, os concursos de qualidade tem trazido boa remuneração para os produtores da região. Mas, manter esses cafés no Brasil não é fácil. Segundo Glayco, o preço que eles conseguem exportando a saca de café é bem maior do que mercado interno consegue absorver. Ainda, levando a realidade da produção para os brasileiros verem e, mostrando na xícara a qualidade do café produzido, nós da coffee&joy, temos conseguido trazer verdadeira jóias para o mercado interno brasileiro.

O Suporte do Mercado

É importante que o brasileiro conheça a realidade de quem está buscando produzir cafés de excelente qualidade. O preço mais elevado, em comparação com os café tradicionais, são justificados devido aos diversos processos que são feitos para garantir um café excelente na mesa do consumidor. Por isso, fazemos questão de mostrar através de vídeos todos os produtores que estão por trás de cada café que oferecemos.

Segundo Glayco o turismo até as propriedades rurais ajudam a mostrar tudo que é feito para se produzir um café especial. A coffee&joy vem promovendo esse tipo de evento há mais de 3 anos, mostrando a realidade da produção de cafés para todos que participam do passeio. Veja como foi o de 2019 aqui. Fazemos questão de mostrar desde a etapa de plantio, passando pela colheita, pós-colheita, classificação, benefício e rebenefício e, por fim, a torra do café.

O Brasil tem produzido excelentes cafés, através de produtores que depositam muita ciência, energia, amor e empenho para garantir que o melhor seja feito. Muitas vezes, esse trabalho todo não é apreciado por nós, brasileiros. Entretanto, isso tem mudado e estamos cada vez mais conseguindo entregar cafés incríveis na casa de todos que desejam apreciar um café espetacular.

Café feito por pessoas de verdade, que passaram pelos processos certos e que nos possibilita esse sentimento de comunidade que tanto prezamos. Conhecendo os produtores e fazendo parte de todo o processo até o café chegar na sua casa.⁣

O café especial abre portas tanto para quem produz quanto para quem bebe. Produtores que escolhem cultivar café especial não só contribuem para a difundir o verdadeiro café, mas reconfiguram seus métodos de produção para relações mais humanas e sustentáveis.

E quem escolhe cafés assim para ter em casa, faz parte dessa cadeia de relações mais sinceras e transparentes, garantindo a confiança e comprometimento com origem e qualidade.

Café Especial: Uma Visão Completa sobre o Produtor, Provador, Consumidor e o Mercado

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Os brasileiros são apaixonados por café. Isso é tão verdadeiro que somos o segundo maior consumidor da bebida no mundo. Entretanto, nem sempre prestamos atenção nos diversos tipos de café que estão disponíveis para consumo. Na maioria das vezes consumimos aquele café tradicional ou extra-forte. Se você está preocupado com o que consome e busca alimentos de alta qualidade, já deve ter percebido que existe também o café especial. Esse tipo de café possui um cuidado totalmente diferente do café tradicional. Esses cuidados iniciam desde o plantio e estão presentes até na etapa de torra do grão. É um universo novo de sabores e possibilidades para os consumidores e um desafio e tanto para os produtores.

Por isso, esse artigo aborda um pouco mais sobre essa categoria do café especial. Trazendo um pouco da visão do produtor e do provador. Dessa maneira, é possível você saber um pouco mais sobre os desafios que cada um enfrenta para entregar um café de excelente qualidade na sua mesa. É só assistir ao vídeo a seguir: 

 

O Mercado

Os brasileiros estão acostumados a tomar café tradicional, que são encontrados nas prateleiras de mercado. Entretanto, existe um universo muito diferente na categoria dos cafés especiais. Esse tipo de café é mais caro e ainda não acessível para todos. Mas, muitos não sabem o porquê do seu valor ser mais elevado. A produção na lavoura, a colheita, o pós-colheita, a etapa de benefício e rebenefício e a torra, são diferentes. São exigidos uma série de cuidados para garantir que um café de excelente qualidade chegue até a mesa do consumidor final. 

A tendência é que esse tipo de café conquiste cada vez mais espaço na casa dos brasileiros. Ao experimentar esse tipo de café e perceber a diferença de sabor existente entre o café tradicional, o consumidor fica encantado e não quer mais consumir outro tipo. Mas para isso acontecer, é preciso incentivar o consumo e expor os detalhes da produção aos consumidores. Nas próximas seções, serão abordados os cuidados tomados do lado do produtor, passando pelo provador e finalizando com o consumidor final.

O Produtor 

Os cuidados na produção de café especial são muitos. O produtor precisa ter elevado conhecimento de técnicas de nutrição da planta, colheita e pós-colheita para garantir a produção de um café de excelente qualidade. Por exemplo, é preciso um acompanhamento minucioso com a análise dos nutrientes do solo, pois isso influencia diretamente na saúde da planta. Consequentemente, uma planta saudável, tende a produzir frutos de excelente qualidade. Ainda, é preciso ficar atento ao desenvolvimento do fruto do café em todos estágios de maturação. Nessa etapa, o produtor precisa acompanhar de perto para saber qual a melhor hora de realizar a colheita do café. A colheita desempenha um papel fundamental para garantir um café especial no final de todo processo, pois se os frutos forem colhidos na hora errada a qualidade da bebida será prejudicada. Em seguida, depois de colhido, o produtor passa para etapa de pós-colheita. O objetivo dessa etapa é fazer com que o café atinja entre 11 e 12% de umidade. Mais uma vez, se essa etapa não for bem feita o café pode sofrer fermentações indesejadas que irão prejudicar a bebida final. 

Em todas as etapas, o cuidado desempenhado e o conhecimento aplicado pelo produtor é o que irá gerar cafés especiais ou não. Tudo isso gera custos adicionais, é preciso capacitar a equipe da fazenda, algumas vezes é necessário mudar como a nutrição é feita, é preciso investir em infra-estrutura para realizar um pós-colheita bem feito, entre outros processos. Ou seja, não basta colher os frutos e fazer o processo de qualquer jeito. Para garantir um café especial, todos os processos precisam ser feitos de maneira especial.

O Provador

O trabalho desempenhado pelo produtor na lavoura terá um resultado na bebida do café. O provador exerce o papel de aferir a qualidade da bebida. Esse profissional possui treinamento para dizer se o café possui defeitos ou não. Mais do que isso, quando falamos de cafés especiais, são analisados 11 atributos diferentes no café. Por exemplo, avalia-se a acidez, o corpo, a doçura, o equilíbrio, a finalização, entre outros. Para cada atributo, o provador atribui uma nota. No final soma-se a nota de todos os atributos para obter a nota final do café, que pode chegar até 100 pontos. Para ser considerado um café especial é preciso atingir uma nota mínima de 80 pontos. 

Através da análise feita pelo provador é possível identificar possíveis problemas que aconteceram durante a produção do café. Por exemplo, se o pós-colheita tiver gerado fermentações indesejadas isso será refletido na bebida e o provador conseguirá identificar esse tipo de problema e orientar o produtor. 

Mais do que isso, o provador é o profissional que irá buscar no café características distintas que podem agradar ao consumidor. Por isso, em época de colheita, são provados diversos lotes para analisar o resultado do trabalho executado. Por exemplo, na coffee&joy,  disponibilizamos cafés de 5 estados diferentes do Brasil e mais de 13 cafés diferentes. Para chegar nesses produtores e nesses cafés, é feito um trabalho muito grande de seleção e análise de qualidade. Só depois de passar por todas as etapas de análise é que o café será escolhido para ser disponibilizado no nosso menu.

A Integração 

Para garantir uma melhora contínua na produção do café, existe uma troca de informações entre o provador e o produtor. O provador, após realizar o laudo de qualidade, retorna para o produtor com dicas para que o café fique ainda melhor.

Depois de todo o trabalho executado para garantir um café especial, chega a hora do consumidor provar o resultado final.

O Consumidor

Café é um alimento que os brasileiros consomem diariamente. Ainda, o brasileiro acostumou a tomar café de qualidade inferior e extremamente torrado. Ou seja, acostumou com aquele café extremamente preto e amargo, quase impossível de ser consumido sem diversas colheres de açúcar ou adoçante. Esse é o sabor que o brasileiro carrega no paladar quando falamos de café, uma bebida forte, amarga e que está disponível para ser consumida.

Contudo, os cafés especiais estão conquistando cada vez mais o paladar do brasileiro. O consumidor que está procurando qualidade e sabor no que consome, encontra no café especial um alimento de alta qualidade com um sabor diferenciado. Ou seja, após consumir um produto realmente especial, o consumidor não quer voltar para o tradicional. 

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O Trabalho de Quem Dedica a Vida no Campo – Veja a Entrevista Com os Produtores do Café Dama da Noite

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O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Entretanto, os desafios que os produtores enfrentam na produção de café são enormes. Muitas vezes, o valor de mercado do café commodity não cobre os custos envolvidos na produção. Por isso, o produtor precisa diversificar a produção e tentar agregar um valor maior ao produto que produz. Uma forma de fazer isso, é produzindo cafés que apresentam uma bebida de excelente qualidade. Ainda, o trabalho para atingir uma qualidade elevada demanda atenção e bastante cuidado com todos processos que o café passa.

Por isso, nós aqui do Coffee & Joy gravamos esse vídeo para mostrar um pouco mais sobre a realidade do produtor no campo.

 

Os Produtores Márcia e Dinho

Márcia e Dinho produzem café na região Sul de Minas há bastante tempo. O café é o sustento da família. Com a vontade de sempre colher um produto melhor, a Márcia começou a buscar formas de melhorar a produção do café. Foi essa vontade dela que fez Dinho também abraçar o projeto de produzir cafés melhores. 

A família abriu as porteiras do sítio que está localizado na cidade de Ilicínea para dividir um pouco do sonho de trabalhar com café de qualidade. Eles moram e trabalham no sítio que fica estrategicamente em uma região montanhosa, boa para o café e para os olhos, que conta com uma paisagem natural de tirar o fôlego, com chapadas, cachoeiras, montanhas e vales.

Há mais de 2 anos a família toda está focando na melhora dos processos realizados dentro do Sítio São Judas Tadeu. O primeiro passo foi mudar a forma como a colheita era realizada. Agora, eles verificam o grau de maturação dos frutos para iniciarem a colheita. Dessa maneira, eles buscam colher somente os grãos que estão no ponto ideal de maturação. Dinho também mudou a forma como o pós-colheita do café é realizado. 

Dinho passou a lavar o café para remover os frutos mais problemáticos, que podem gerar sabores desagradáveis na bebida. Ou seja, realizando a lavagem do café ele consegue remover os frutos que passaram do grau ideal de maturação e também alguns frutos que podem ter sido prejudicados por pragas que podem estar presente no cafeeiro.

Juju, filha do Dinho e da Márcia, fazendo a secagem dos cafés em terreiro suspenso

Durante o processo de pós-colheita os cafés são secados de forma natural, com toda a casca. Ainda, Dinho também passou a utilizar o terreiro suspenso para produzir alguns lotes. Todos os lotes são vigiados de maneira mais atenciosa quando estão no processo de secagem.

Ah, e o detalhe que deixa o café do Sítio São Judas Tadeu ainda mais diferenciado é que tudo lá é feito pelo próprio Dinho e pela Márcia também. Colocam a mão na massa e cuidam para obter uma diferenciação da qualidade dos grãos

Todas as mudanças que foram adotas pelo Dinho e pela Márcia buscam melhorar o café que eles produzem. Todo o esforço vem gerando bons resultados. O café Dama da Noite é a prova disso! Um café que apresenta notas florais no sabor e, ainda, notas de lima amêndoas e caramelo.

Café que vem carregado de sabor, de história e de muito carinho e amor, produzido pelas mãos do Dinho e da Márcia.

Márcia e Dinho na Lavoura nas Montanhas de Ilicínea.

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Café Especial do Cerrado Mineiro: Catavento 

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A região do Cerrado Mineiro possui o selo de Denominação de Origem. Ou seja, é uma região reconhecida por produzir cafés que são fantásticos! É provável que você já deve ter ouvido excelentes indicações de cafés que vem dessa região. O Sr. Inácio está produzindo cafés ali há mais de 30 anos. Sempre buscando produzir o melhor alimento possível. Não é atoa que a fazenda Rio Brilhante vem conquistando diversos prêmios através dos concursos que participa. É uma verdadeira viagem para seu paladar provar os cafés produzidos ali. 

No menu Coffee & Joy, o café do Sr. Inácio que vem do Cerrado Mineiro, recebeu o nome de Catavento. E nós gravamos um vídeo contando um pouco mais sobre esse café fantástico:

 

O Café 

A região do Cerrado Mineiro é conhecida por produzir excelentes cafés. Ainda, é uma região que tem o selo de Denominação de Origem, que garante que a região do cerrado mineiro é um território demarcado por produzir um produto que possui características únicas e que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar.

É dessa região diferenciada e cheia de personalidade que vem o café Catavento. É um grão da variedade Mundo Novo, que teve o pós-colheita realizado através da via seca. Em outras palavras, é um café que foi secado com toda a casca. Isso traz bastante personalidade e sabor para o para o café.

Mais do que isso, durante todo o processo de pós-colheita o Q-Grader da Fazenda Rio Brilhante acompanhou as etapas para garantir a maior qualidade possível. Felipe, que é o responsável por essa área na fazenda, faz questão de sempre se atualizar com o que há de mais novo em métodos de processamento de pós colheita. Dessa maneira, o café preparados pela fazenda Rio Brilhante são sempre um show a parte.

Todo esse cuidado traz reconhecimento e prêmios para a fazenda. A fazenda Rio Brilhante já foi finalista em concursos como Coffee Of The Year, ganhadora de concursos de qualidade da região do Cerrado Mineiro e sempre está presente em ótimas colocações no concurso Cup Of Excellence. 

É como todo esse conhecimento e vontade de produzir o melhor que o café Catavento foi feito. Um café produzido há mais de 1100 metros de altitude e preparado de maneira natural e que traz todas as características fantástica de um café que vem da região do Cerrado Mineiro!

Equipe Coffee & Joy na Fazenda Rio Brilhante

O Produtor

O Sr. Inácio saiu de sua cidade, na região sul do país, e se mudou para a região do cerrado mineiro com o sonho de alimentar o mundo. Foi através desse sonho que ele ingressou na agricultura. Junto com a vontade de alimentar o mundo, veio a vontade de produzir excelentes cafés.

Quando chegou na região do Cerrado Mineiro, em terras que inicialmente eram consideradas inférteis, seu Inácio batalhou muito para fazer o seu sonho acontecer. Na cidade de Coromandel, está localizada a Fazenda Rio Brilhante. Hoje a fazenda conta com tecnologia avançada para manter a produção em níveis excepcionais de qualidade.

Por exemplo, senhor Inácio buscou certificar sua fazenda para garantir que certos processos fossem seguidos regularmente. Hoje a fazenda conta com as seguintes certificações: UTZ, BSCA, Rainforest Alliance e 4C. Além do credenciamento à Região do Cerrado Mineiro, que lhe dá a garantia de denominação de origem.

A busca pela qualidade é incansável, todo ano o Sr. Inácio busca ser melhor do que foi no ano anterior. Por isso, a equipe que trabalha na fazenda Rio Brilhante está sempre se atualizando para trazer o que há de mais novo em tecnologia para a produção dos cafés. O resultado de tudo isso é uma constância na produção de cafés de qualidade, característica muito difícil de se ver nos cafés especiais que depende de vários fatores, entre eles os climáticos, para se ter uniformidade de produção ano após ano.

Seleção automática de grãos na Fazenda Rio Brilhante

Características do Café 

O café especial Catavento foi produzido na Região do Cerrado Mineiro, é da variedade Mundo Novo e foi colhido de uma lavoura plantada a mais de 1100 metros de altitude. Teve sua colheita realizada no momento certo de maturação dos frutos. Passou por um lavador para separar os cafés com um nível de maturação diferente dos cafés maduros. 

Depois de passar pelo lavador o café foi secado com toda a sua casca. Ou seja, foi preparado de maneira natural. Juntando todo esse cuidado de pós-colheita com o terroir da região do Cerrado Mineiro, o resultado foi um café fantástico. Com características únicas e que tendem a agradar a maioria dos paladares.

Mais especificamente, apresenta fragrância e aroma intenso com notas de chocolate ao leite, avelã e ameixa seca. Já no sabor, apresenta notas de chocolate ao leite, amêndoas e frutas secas. Ainda, possui acidez média cítrica, com corpo denso e viscoso. A finalização é longa e agradável, sustentada por notas de chocolate ao leite.

Em outras palavras, cada gole é uma aventura e tanto, e também é um prazer poder apreciar todo o trabalho realizado pela equipe da Fazenda Rio Brilhante. Não deixe de experimentar, você irá se surpreender!

Cupping realizado na Fazenda Rio Brilhante para a seleção do café especial Catavento

Um novo Equipamento da Bialetti: o Pour Over que faz Café Coado com Característica de Prensa Francesa

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Você gosta de um café coado mas não abre mão do sabor espetacular da prensa francesa? Fica chateado quando seu filtro de papel acaba e você não tem como preparar o seu café? Então esse novo método vai te surpreender. Fácil de preparar, fácil de limpar, prático de carregar e guardar. Não usa filtro, bom para o meio ambiente e para seu bolso. Ainda, produz um café coado com característica de prensa francesa. Em outras palavras, um café extremamente limpo e com corpo e doçura bem característico do preparo feito com a prensa francesa. Ficou curioso? É só seguir adiante com a leitura que você vai descobrir um novo método de preparar café: o Pour Over da Bialetti.

Para facilitar ainda mais todo o entendimento, resolvemos gravar um vídeo explicando as características e como usar o novo Pour Over Bialetti.

 

Sobre o Pour Over

A marca Bialetti, conhecida mundialmente pela fabricação de métodos de preparo de café, desenvolveu um equipamento que é bastante prático para preparar um café coado. Mais do que isso, a marca conseguiu produzir um equipamento que prepara um café cheio de personalidade. Por não ser necessário a utilização de filtro de papel durante o preparo, os óleos do café ficam presentes na bebida. O que resulta em um café com um corpo e doçura bastante parecidos com o resultado da prensa francesa.

Sobre suas características técnicas, o equipamento é feito de inox 18/10. A malha fina que compõe o coador é adequada para utilizar a moagem média, que é a mesma para os filtros de papel normais. Por ser bastante fina, o café não fica com nenhum resquício de pó na bebida. Ainda, por ser constituído com um inox de alta qualidade, é bastante resistente e o equipamento não corre o risco de enferrujar. É fácil de higienizar, basta passar água corrente.

Além disso, por não utilizar filtros de papel é um excelente método para quem se preocupa com a sustentabilidade e o futuro do planeta. No Coffee & Joy, o Pour Over da Bialetti já faz parte do dia a dia, pelas suas inúmeras vantagens: tanto as sensoriais do resultado da bebida e principalmente para a preservação do meio ambiente. A produção excessiva de lixo já é problema no mundo todo e esta alternativa é excelente para quem ama café coado. Nem precisa falar da economia financeira, por dispensar qualquer acessório extra e os filtros.

Em relação ao preparo, mais especificamente sobre o controle de saída de água,  é importante ressaltar que o fluxo é consistente e possível de ser controlado. Os furos existentes na malha de inox permitem controlar o fluxo de água, ou seja, é possível executar diferentes receitas nesse coador, apenas controlando o fluxo de água durante o preparo do café (colocar a água lentamente em movimentos circulares e constantes, resultará numa maior extração e vice versa).

A bebida final será encorpada e com uma doçura bastante interessante. Por não utilizar um filtro de papel durante o preparo, os óleos do café ficam presentes na xícara, já que o filtro de papel impede a passagem da maioria deles, dando ainda mais personalidade para a bebida preparada no Pour Over da Bialetti. Ainda, por utilizar uma malha bastante fina de inox, o café resultante será bastante limpo e sem resquício de pó de café.

Ou seja, será o resultado final será um café filtrado com características de um café feito na Prensa Francesa, com doçura, corpo e muita personalidade.

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Pour Over Bialetti e Jarra de Vidro Exclusiva Coffee & Joy

Preparando o Café

Durante o preparo do seu café, prefira utilizar água filtrada ou mineral. A qualidade da água é muito importante, pois mais de 90% do preparo é composto pela água. Evite utilizar água com gosto excessivo de cloro, isso irá impactar de forma negativa na sua bebida.

Após escolher uma água de qualidade é necessário fervê-la. Quando a água atingir o ponto de ebulição e começar a borbulhar, você pode retirá-la do fogo. Não deixe ela fervendo por muito tempo, pois os sais minerais existentes na água ficarão mais concentrados. Esses sais mineiras concentrado, irão impactar de forma negativa a sua bebida. Em outras palavras, assim que ferver você retira do fogo.

Em relação ao café, utilize uma moagem média. Para quem mói o café na hora, é só utilizar o açúcar cristal como referência da granulometria da moagem. Utilize a proporção de 10 gramas de café (1 colher de sopa bem cheia) para cada 100ml de água que for utilizar. Ou seja, se você deseja preparar 400ml de café, utilize 40 gramas de pó de café.

Dica: no Pour Over da Bialetti, por ter um controle bom do fluxo da água, também vale ir testando as suas próprias receitas e mudar as proporções e replicar aquela que mais lhe agrada. O importante é que o resultado final agrade o paladar de quem for tomar! 

Depois de acertar a proporção que deseja preparar, é só colocar o pó moído dentro do coador.

Utilize a água fervida para fazer uma pré-infusão. Basta molhar todo o pó de café e aguardar 30 segundos. Esse passo é importante, pois durante a pré-infusão o café libera todo o seu sabor e aroma. Ainda, esse passo faz com que as partículas de café moído sejam hidratadas por igual, já que cada uma terá um tempo de absorção diferente, dependendo da uniformidade da moagem.

Depois de executar a pré-infusão, basta completar com o restante de água. Despeje a água em movimentos circulares e constantes. Isso auxiliará no seu fluxo de água durante o preparo do seu café. O seu preparo deve durar entre três a quatro minutos.

Por fim, é só degustar o seu café. Se o café utilizado for de excelente qualidade você terá uma bebida fantástica para degustar. O Pour Over desenvolvido pela Bialetti irá gerar um café com características de corpo e doçura muito interessante. Por não possuir um filtro de papel, os óleos do café ficam presente de forma intensa na bebida. Ainda, devido à malha fina do inox, a bebida gerada será extremamente limpa e sem resquício de pó de café. É uma explosão de sabores. Enjoy!

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Dica de limpeza: não utilize detergentes, produtos de limpeza, esponjas ou buchas abrasivos. Após usar o seu Pour Over, use água corrente para limpar a borra e água fervente para retirar resquíscios dos óleos do café. Uma vez por mês, deixe de molho em uma vasilha com uma colher de bicarbonado e água fervente durante 30 minutos e enxágue em seguida. Isso vai garantir que o Pour Over dure bastante tempo em perfeitas condições 🙂

Café Especial do Sul de Minas: Aurora Boreal

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O estado de Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil. A região do Sul de Minas, sempre foi conhecida por sua alta produtividade e nem tanto por qualidade. Entretanto, cada vez mais cafeicultores vem investindo em cafés de alta qualidade nesta região. Ucha, produtora da região, é uma das pioneiras do café especial e vem trabalhando para elevar a qualidade do que produz. Ela exporta café para diferentes países da Europa e da Ásia, são compradores que voltam todos os anos para comprarem o café novamente. Ou seja, ela tem consistência e bastante qualidade. Todo esforço na produção, resultou no café Aurora Boreal, um café natural e muito frutado! É cheio de personalidade e sabor. Um café imperdível.

Por isso, nós aqui do Coffee & Joy, resolvemos gravar um vídeo mostrando o resultado de todo o trabalho realizado pelo pessoal da Fazenda Caxambu.

 

O Café

O Café Especial Aurora Boreal é da variedade Mundo Novo, colhido no ponto certo de maturação e preparado no pós colheita de maneira natural. Em outras palavras, o café foi seco com toda a sua casca. Ainda, a lavoura que deu origem a este lote de café está localizada a mais de 1100 metros de altitude. A altitude elevada auxilia na maturação dos frutos do café.

A região produtora do Sul de Minas geralmente é conhecida pela sua alta produtividade. Entretanto, os cafeicultores da região vem cada vez mais investindo em qualidade. Esses investimentos em qualidade é o que fez a fazenda Caxambu mudar todo o seu sistema de produção. Foram feitos diversos investimos para troca de todo o maquinário e também de capacitação do pessoal que trabalha ali.

Toda essa ideia de focar em qualidade veio junto com a Ucha, que assumiu a administração da fazenda, junto com os irmãos, há 10 anos. Desde então, ela faz questão de produzir cafés com foco na qualidade. Por isso, a fazenda Caxambu sempre está próxima de universidades e centros de pesquisa buscando o que há de mais novo na tecnologia.

Essa aproximação com universidades gera estudos dentro da fazenda sobre novas formas de preparar o café, sobre como novas variedades se comportam em campo aberto, etc. Mais do que isso, todos os experimentos feitos dentro da fazenda são provados lá mesmo. Assim, o pessoal consegue entender o resultado do experimento feito na bebida final.

Todo o conhecimento adquirido é aplicado na lavoura e em todas as etapas de produção. Esse lote, em específico, utilizou a via seca como método de preparo no pós-colheita. Ou seja, o café foi seco com toda a sua casca. Após atingir a umidade de desejada, o café foi levado para descansar em tulhas durante um certo período. Logo em seguida, o lote foi beneficiado e separado em peneira 16 e acima.

Produtora Ucha na mesa de provas de cafés da Fazenda Caxambu

A Produtora

Ucha assumiu a gestão da Fazenda Caxambu há 10 anos. Quando resolveu administrar a fazenda, junto com os irmãos, ela propôs que eles investissem em qualidade. Só assim seria possível criar um negócio sustentável e que encantasse as gerações seguintes.

Dessa maneira, todos os maquinários da fazenda foram trocados. Investiram em equipamentos novos, para conseguirem atingir o objetivo de produzir tudo da melhor maneira possível. Os descascadores de café foram trocados, novos secadores foram instalados e novos terreiros suspensos foram construídos. Tudo para focar no projeto de qualidade proposto por Ucha.

Ucha, é uma produtora que sempre fala: “Tudo que é produzido de maneira especial desde o início, tende a gerar um produto especial no final”. É com essa filosofia que ela está sempre investindo em treinamento para todos os colaboradores da fazenda. Por exemplo, a Fazenda possui um laboratório de prova, para garantir a análise da qualidade de todos os lotes que estão sendo produzidos ali.

Atualmente, além de cuidar da gestão da fazenda ela também é presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). A frente da Associação desde o início de 2018, ela vem fazendo um trabalho de levar os cafés especiais do Brasil para todo o mundo. Está sempre recebendo pessoas do mundo todo para conhecerem o que a fazenda Caxambu tem de melhor!

Débora e Sérgio na visita à Fazenda Caxambu

Características do Café

O café especial Aurora Boreal, que é da variedade Mundo Novo, foi preparado através da via seca. Ou seja, foi secado com toda a sua casca. A lavoura que deu origem a este lote está localizada há mais de 1100 metros de altitude. Isso auxilia a maturação do fruto do café. Para garantir toda a qualidade exigida no pós colheita, existem diversos funcionários que ficam focados em tomar conta somente dessa parte da produção.

O resultado não poderia ser diferente, um café extremamente equilibrado e cheio de personalidade. Apresenta fragrância e aroma intenso com notas florais, de chocolate, amêndoas e um toque cítrico. Já no sabor, apresenta notas de tutti frutti, framboesa, morango, lima e chocolate. Possui acidez cítrica e málica, com corpo denso e viscoso. A finalização é longa, doce e refrescante.

É um café que possui uma torra média clara e que tem surpreendido o paladar de quem prova. O aroma exalado durante o preparo tem encantando os admiradores de um bom café. Isso tudo é o resultado de um trabalho cuidadoso que foi executado pela Ucha e toda a sua equipe durante toda a etapa de produção desse lote de café. Mais do que isso, todo o cuidado durante a torra também faz toda a diferença na sua xícara! Prove e comprove 🙂

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Diferença do Café Preparado na V60, Chemex, Prensa Francesa, Cafeteira Italiana

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É possível gerar resultados diferentes na bebida final para um mesmo café utilizando diferentes métodos de preparo. Ou seja, com um mesmo grão você consegue proporcionar experiências diferentes para o seu paladar. Isso é incrível, pois utilizando um determinado método você pode tomar o café com a característica de corpo mais evidente. Ou então, se você trocar o método você pode preparar um café que apresentará a característica de acidez mais pronunciada. Quer descobrir como dar mais vida a característica que você mais aprecia no café?

Por esse motivo, para descobrir o que mais se destaca em cada método, nós aqui do Coffee & Joy, resolvemos gravar um vídeo explicando sobre as diferenças que o mesmo café terá quando preparado em diferentes métodos.

 

É importante mencionar que o grão utilizado interfere diretamente nas percepções que serão descritas. Nesse experimento foi utilizado um café da região do Alto Caparaó, que tem uma característica de acidez mais elevada (café Apollo Faraó, do menu 2018/2019 Coffee & Joy).

V60

O café filtrado no porta filtro V60 é muito limpo e delicado. A moagem adequada para esse método é uma moagem média. A proporção indicada para início de experimentação é de 10 gramas de café para cada 100 ml de água. É importante escaldar o filtro antes do preparo. Ainda, é importante também realizar a pré-infusão para garantir que o café sature e libere todo o seu potencial. Aqui nesse post explicamos com detalhes como fazer um café na V60.

O resultado é um café que possui um equilíbrio bastante interessante entre acidez e doçura. É perceptível a delicadeza da bebida que passou por um filtro de papel. Esse método é bem versátil na hora do preparo, pois é possível mudar o tempo de preparo e também a maneira como você joga a água. Essas variáveis também irão alterar o seu resultado final da sua bebida.

Entretanto, você perceberá que não importa o grão que você utilize, o resultado final sempre será um café bem limpo. A tendência desse método, com cafés que possuem um pouco de acidez, é destacar esse atributo em conjunto com a doçura.

Resultado: café com acidez destacada e equilibrada com a doçura.

Chemex

O café preparado utilizando a Chemex será extremamente delicado e também apresentará uma bebida sem resquício nenhum de pó de café. A moagem adequada para esse método é uma moagem média. Indicamos iniciar com a proporção de 10 gramas de café para cada 100 ml de água. É importante escaldar o filtro antes do preparo, isso também ajuda a aquecer o vidro do recipiente que receberá o café. Aqui nesse post explicamos com detalhes como preparar um café na Chemex.

O resultado final do café extraído será uma bebida extremamente limpa e delicada. É possível perceber isso pela coloração do café também. Outra característica que pode se destacar bastante, dependendo do grão utilizado, é a acidez. Ou seja, você terá um café com uma acidez mais evidente em relação aos outros atributos como o corpo, por exemplo.

Dessa maneira, você pode esperar sempre como resultado final um café bastante delicado e sem qualquer resquício de pó de café. Não será uma bebida extremamente encorpada, entretanto apresentará uma finalização agradável.

Resultado: café bastante delicado e com acidez destacada.

Prensa Francesa

A Prensa Francesa não utiliza filtro de papel no seu preparo. A moagem adequada para preparar o café nesse método é a grossa. Sugerimos iniciar com a proporção de 10 gramas de café para cada 100ml de água. É importante escaldar a Prensa antes de preparar. Assim, você garante que o recipiente esteja aquecido na hora de preparar o seu café. Ainda, recomendamos um tempo de infusão entre 3 a 4 minutos. Aqui nesse post explicamos com detalhes como preparar um café na Prensa Francesa.

O resultado do café será uma bebida encorpada e com bastante equilíbrio com os atributos de corpo, doçura e acidez. O café preparado com a Prensa Francesa fica em contato com a água durante um tempo, e utiliza-se um êmbolo para separar o pó de café. Por isso, a bebida resultante apresentará os óleos do café e consequentemente mais sabor na xícara.

Assim, você pode esperar um café que apresentará de maneira bastante evidente o seu corpo.

Resultado: café encorpado e equilibrado com os atributos de doçura e acidez.

Cafeteira Italiana

O café preparado utilizando a cafeteira italiana é cheio de personalidade. É importante tomar cuidado na hora de preparar o café para não queimar a bebida. Uma dica valiosa é colocar um pouco de água na superfície da cafeteira, assim o café não entrará em contato direto com a superfície metálica quente. A moagem adequada para esse método é a moagem média. Aqui nesse post explicamos com detalhes como preparar um café na cafeteira Italiana.

A cafeteira italiana é um método prático e rápido para preparar café. A bebida resultante é um café que apresentará bastante a característica de corpo. Ainda, é um café que terá uma finalização longa e prolongada no seu paladar.

Resultado: café encorpado e com uma finalização longa e persistente.
Cafeteira Italiana

Depois de entender um pouco mais sobre as diferenças do mesmo café em diferentes métodos de preparo é possível escolher com mais clareza qual método utilizar. O mais interessante é a versatilidade que o café possui, com um mesmo grão é possível obter bebidas totalmente diferentes. Assim fica fácil preparar um café que tende sempre a agradar o nosso paladar.

Apollo Faraó: O Café Especial do Alto Caparaó

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A região do Alto Caparaó, próximo ao Pico da Bandeira, tem se tornado bastante famosa na produção de cafés de excelente qualidade. Você já deve ter ouvido por aí, os diversos prêmios que os cafeicultores da região estão ganhando devido aos excelentes cafés produzidos. A família Lacerda, está nessa turma de produtores que estão produzindo cafés diferenciados. Plantado a mais de 1200 metros de altitude, da variedade Caparaó Amarelo, teve sua colheita feita de maneira seletiva, o café Apollo Faraó tem conquistado diversos corações e bocas. Um café cheio de personalidade e sabor. Quer entender mais sobre os motivos que tem feito diversas pessoas se apaixonarem por esse café?

Nós, aqui do Coffee & Joy, gravamos um vídeo expondo todas as características desse café fantástico.

 

O Café

Os cafés da região do Alto Caparaó são conhecidos pelos prêmios conquistados nos diversos concursos de qualidade de café. Ademir Lacerda, produtor responsável pelo café Apollo Faraó, vem de uma família que está acostumada com os pódios em concursos de qualidade.

Segundo Ademir, a história da região do Alto Caparaó começou a mudar quando o governo do estado disponibilizou um descascador de café para os cafeicultores. A partir desse momento, os cafeicultores começaram a investir no pós colheita com o objetivo de produzir excelentes cafés. Não foi diferente com a família Lacerda.

O patriarca da família Lacerda, senhor Onofre, sempre buscou excelência em tudo que produziu. Por exemplo, ele já chegou a ganhar prêmios por produzir cebolas perfeitas. Toda essa dedicação e cuidado com a produção, o senhor Onofre trouxe também para o café. Ele fez questão de passar isso para os filhos, que são cafeicultores nos dias atuais.

Com esse cuidado e vontade de produzir o melhor, fez com que o Ademir produzisse o café Apollo Faraó. Café que foi plantado em uma lavoura que está a mais de 1200 metros de altitude. Próxima ao Pico da Bandeira, na região do Alto Caparaó. Ademir fez questão de realizar a colheita seletiva, buscando retirar do pé de café somente os frutos no ponto ideal de maturação.

Já no processo de pós colheita, Ademir utilizou a via úmida para remover a casca do café antes de colocar os grãos para secar. Mais do que isso, Ademir utilizou terreiro suspenso para secar os grãos de café. A família toda auxilia no processo de revirar os grãos de café para garantir uma seca bastante uniforme.

Ademir Lacerda, na sua lavoura localizada na Serra do Caparaó

Depois de seco, Ademir beneficiou os grãos de café para retirar o pergaminho. Depois de beneficiado o café passou por um processo de re-benefício para separar os grãos de acordo com a peneira 16 e acima.

O Produtor

Ademir vem de uma família que está acostumada a ganhar prêmios com os cafés que produzem. Mais do que isso, está acostumado a trabalhar com muita dedicação em todas as etapas de produção, para garantir um excelente café no final. Muito disso ele aprendeu com seu pai, um agricultor que sempre fez tudo com muito carinho.

Segundo Ademir, o papel dele na lavoura é garantir a qualidade que a planta já produz, já que a natureza se encarrega de produzir o melhor que ela pode. É papel dele, depois de colher o café, conseguir manter toda a qualidade que foi dada pela planta. Por isso, ele busca executar com o máximo de cuidado, seguindo as melhores prática, todo o processo de pós-colheita.

Na família Lacerda, todos são produtores de café. Segundo Ademir, isso é uma grande vantagem para eles, pois todos trocam conhecimento. O compartilhamento de informação é fundamental para a evolução da produção de cafés de excelente qualidade.

Tudo isso rende prêmios para a família. Em 2018 eles conquistaram novamente o prêmio de melhor café do ano (Coffee of the Year), em um concurso realizado na Semana Internacional do Café, que acontece em Belo Horizonte. Mais do que isso, a família Lacerda coleciona prêmios de diversos concursos de qualidade de café. Por exemplo, eles permaneceram no pódio do concurso regional de qualidade por seis anos consecutivos.

Três Gerações da Família Lacerda – Ademir Lacerda, Sérgio (C&J), Onofre Lacerda, Hebert Lacerda e Débora (C&J)

Características do Café

O café especial Apollo Faraó é da variedade Caparaó Amarelo, que foi colhido de maneira seletiva, ou seja, com os frutos no ponto ideal de maturação. Ainda, vem de uma lavoura que está plantada a mais de 1200 metros de altitude. No pós-colheita foi utilizada a via úmida, o que quer dizer que a casca do fruto do café foi removida antes de levar ao terreiro suspenso para secar.

Todos esses cuidados resultou em um café incrível na xícara. Possui fragrância e aroma doce e cítrico, com notas de amora e doce de leite. Já no sabor, apresenta notas de morango, amora e açúcar mascavo. Ainda, apresenta um corpo denso e viscoso, com uma acidez cítrica agradável. Sua finalização é longa e doce, com notas de açúcar mascavo.

É um café que agrada a maioria dos paladares. É uma explosão de sabores na boca. Se você está buscando um café para surpreender seu paladar, esse é um forte candidato. O trabalho executado na lavoura pelo Ademir e todo o cuidado com a torra, trazem uma bebida incrível para a sua xícara! Nesse link você encontra todas as informações do café Apollo Faraó.

Dicas Para Nunca Mais Errar o Tipo de Moagem do Seu Café

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O café quando moído na hora proporciona uma experiência incrível. Começa pelo aroma que será exalado pelo ambiente ao moer o café. Continua com o sabor diferenciado que será apresentado na xícara. Entretanto, é preciso entender qual moagem utilizar para o método escolhido para realizar o preparo do café. A granulometria da moagem é importantíssima para garantir que sua extração fique boa. Imagine o seguinte, você tem um café moído extremamente fino, igual a farinha de rosca, para ser preparado utilizando o filtro convencional de papel. Você já percebeu que a água demora para passar pelo café nesse caso? Será que isso irá influenciar no resultado final da sua bebida? Será que a granulometria da moagem está correta?

Por esse motivo, nós aqui do Coffee & Joy resolvemos gravar um vídeo explicando como você pode utilizar o que você já tem em casa como comparativo de granulometria de moagem para nunca mais errar.

 

Importância da Moagem

A moagem na granulometria adequada para o método de preparo utilizado para extrair o café, é de grande importância para uma boa extração. O tamanho do grão do café moído tem diferença para cada método de preparo que pode ser utilizado para realizar a extração da bebida.

Quanto mais fina a moagem, maior será o contato das partículas de café com a água, pois aumenta a superfície de contato dos grãos. Vamos usar como exemplo o café coado, no qual ficaria mais difícil a passagem da água pelo pó de café com moagem fina, já que encontrará mais barreiras para passar. Em consequência disso, a extração será maior devido ao tempo de contato da água com as partículas extremamente finas.

Continuando com o método coado como exemplo. Suponha que esteja utilizando uma moagem média para realizar a extração, a moagem média permitirá que a água passe com maior facilidade entre as partículas de café. A extração tende, portanto, a ser mais equilibrada.

Se mantermos o mesmo método coado como exemplo, porém mudarmos a moagem para uma moagem grossa, o café tende a ficar sub-extraído. Em outras palavras, as partículas grossas de café terão menos contato com a água, que fluirá com muita rapidez, o que ocasiona uma sub-extração do café. A tendência, nesse caso, é o café ficar ralo.

Por isso, a granulometria correta é extremamente importante para cada método de preparo. Em seguida, vamos exemplificar como você pode comparar granulometria de alimentos que você já conhece para encontrar o tipo de moagem perfeita para fazer o seu seu café em casa.

Moagem Fina

Utilize a farinha de rosca como comparativo para você entender a granulometria da moagem fina. Comece pegando a farinha de rosca com seus dedos e sentindo a granulometria. Esse exercício te ajudará a identificar a moagem fina no café posteriormente, além da própria comparação visual dos tamanhos.

Essa moagem fina é utilizada para preparar o café utilizando máquinas de espresso. Em máquinas profissionais, a pressão utilizada para passar a água pelo pó de café é alta. Ou seja, a água passará rapidamente pelo pó de café. Por isso, a moagem precisa ser fina para aumentar o contato das partículas de café com a água e acontecer uma extração boa do café.

Moagem Média

Utilize o açúcar cristal como referência para você entender a granulometria da moagem média. Aqui você também pode utilizar o tato para entender como é a granulometria da moagem média, além da comparação visual.

Geralmente, a moagem média é utilizada para preparar café utilizando métodos filtrados (coador de papel, pano, Chemex) e também na Cafeteira Italiana, Pressca e Aeropress.

Nos métodos filtrados, a água precisa passar em um fluxo constante para extrair o que o pó de café tem a oferecer. Se estiver muito fino, a água irá super-extrair o café e isso poderá ocasionar um amargor intenso indesejado na sua bebida.

Moagem Grossa

Utilize o trigo para quibe como referência para você entender a granulometria da moagem grossa. Ao pegar o trigo com a mão você perceberá o tamanho das partículas existentes em uma moagem grossa.

Geralmente, a moagem grossa é utilizada para métodos onde o café fica em contato com a água por mais tempo. Por exemplo, para preparar café na prensa francesa é utilizado a moagem grossa. Partículas maiores de café precisam de mais tempo de contato com a água para extrair o máximo que elas tem a oferecer.

Tipos de Moedores

Na maioria das vezes, os moedores que possuem um custo benefício bom são de lâminas. O controle da granulometria da moagem é feito pelo tempo que o café fica dentro do moedor. Por isso, é importante analisar o resultado final de acordo com as referências passadas. Pode acontecer do moedor finalizar a moagem, mas a granulometria ainda não ser a ideal.

Se preferir utilizar moedores de discos (como os manuais, por exemplo), a regulagem e cliques dos discos irá ditar o tamanho das moagens.

De qualquer maneira, a referência com alimentos que você já tem em casa te ajudará a identificar se você chegou no ponto certo da granulometria.

Depois de aprender como comparar corretamente a moagem do seu café com alimentos que você já tem casa, o seu preparo de café ficará muito melhor. Agora, você já sabe que deve utilizar uma moagem média para métodos coados e também o que é considerado uma moagem média. O mesmo acontece para a moagem fina e grossa. É só fazer o teste ai agora e comparar a diferença do resultado final da bebida. Você vai ver que a moagem faz muita diferença para o preparo do seu café!

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Café Especial Príncipe de Ouro: Notas de Calda de Abacaxi e Doce de Laranja

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Quando você dá uma pausa por um momento para fazer o seu café, seja durante o período da manhã ou depois do almoço, é fundamental que a bebida seja gostosa. Afinal, um café saboroso muda tudo. É exatamente isso que o Alessandro, produtor do nosso café Príncipe de Ouro buscou atingir! Um café gostoso e diferente de tudo que você já provou. Trabalhado com muita técnica para atingir um nível alto de complexidade na bebida final. É da variedade Bourbon Amarelo e vem de uma lavoura que está a mais de 1400 metros de altitude. Teve a colheita realizada de maneira seletiva e foi secado naturalmente em terreiro suspenso. É um café diferente e que precisa ser provado.

Por isso, nós aqui do Coffee & Joy gravamos um vídeo falando mais sobre o café Príncipe de Ouro.

 

O Café

Trabalhar com café especial demanda muito esforço. Por exigir muito cuidado e carinho durante a produção, é comum os produtores que trabalham com cafés especiais serem chamados de loucos. Foi exatamente isso o que aconteceu com o Alessandro, quando decidiu dedicar seu esforço para produzir cafés especiais.

Alessandro abraçou a ideia do pai de voltar para a zona rural. Então, em 1993 ele e a família, foram para o Sul de Minas. Ao se estabelecer na zona rural de São Gonçalo do Sapucaí, Alessandro começou ajudar o pai na produção de café. Alessandro aprendeu muito com todo o trabalho que precisava ser executado durante a produção do café commodity.

Alessandro queria melhorar, e por isso, buscou entender mais sobre os cafés especiais. Mudou todo o manejo que era feito, começou a realizar a colheita seletiva e utilizar processos mais rigorosos de pós-colheita. Dessa maneira, Alessandro começou a produzir cafés de altíssima qualidade.

O café Príncipe de Ouro é resultado de todos os anos de aperfeiçoamento do Alessandro na produção de cafés especiais. É um café da variedade Bourbon Amarelo, colhido de maneira seletiva, ou seja, somente os grão maduros foram retirados do pé. Mais do que isso, é um café que vem de uma lavoura que está plantada a mais de 1400 metros de altitude.

Alessandro escolheu o processo natural de pós colheita para esse lote. Ou seja, o café foi seco com toda a sua casca. É importante mencionar que foram utilizados terreiros suspensos para secar o café. Isso traz um maior benefício no resultado final do café.

Depois de atingir o umidade desejada, Alessandro beneficiou o café. Para garantir grãos uniformes, utilizou-se o processo de re-benefício para separar os grãos de acordo com a peneira 16 e acima.

O Produtor

Alessandro é um cara que busca desafios sempre. Gosta quando é chamado de louco por estar inovando ou buscando novas forma de produzir cafés excelentes. Ele é a terceira geração de produtores da família e pretende passar para os filhos o amor pelo café também.

Alessandro também é uma pessoa que gosta de auxiliar quem está próximo dele. Por esse motivo, ajudou a fundar a Associação dos Produtores do Alto da Serra (APAS). O principal objetivo da APAS é reunir os produtores da região para mostrar ao mundo a qualidade dos cafés que são produzidos ali. Ainda, a Associação também apoia os produtores que estão em busca de melhorar a qualidade dos cafés produzidos.

Um dos maiores motivadores para Alessandro é o reconhecimento pela produção de cafés especiais excelentes. Em 2018, ele foi coroado com o terceiro lugar no concurso Coffee Of The Year que acontece em Belo Horizonte e reúne produtores do Brasil inteiro. Mais do que isso, nesse mesmo ano, ele também ficou entre os 10 melhores cafés do Brasil no concurso Cup Of Excellence, um dos mais prestigiados no mundo todo.

Assim, Alessandro estará sempre buscando inovar e produzir cafés excelentes. Ainda, a vontade dele é que o brasileiro entenda que o café que está na xícara foi fruto de muito suor e dedicação. Em outras palavras, um excelente café não acontece por acaso.

Características do Café

O café especial Príncipe de Ouro é o resultado de um Bourbon Amarelo colhido de maneira seletiva, no ponto ideal de maturação. Ainda, é um café que foi plantado em mais de 1400 metros de altitude. Isso traz vantagens para a maturação do fruto do café. Foi secado de maneira natural, em terreiro suspenso.

Por todos esses motivos, é um café que apresenta fragrância e aromas doces, com notas cítricas e toque de cedro. O sabor é adocicado, com notas de calda de abacaxi e doce de laranja. Possui acidez cítrica e corpo cremoso. A finalização da bebida é longa, prazerosa, doce e refrescante.

É importante mencionar que nada foi adicionado de maneira artificial. Todas essas notas são apresentadas de maneira natural pelo café. É isso que acontece quando o café é extremamente bem cuidado, desde o plantio até chegar na xícara.

É um café muito complexo que exercita, e muito, o seu paladar. Diferente e provocante, você não consegue se satisfazer apenas com um gole. Comprove por você mesmo todo o trabalho que o Alessandro executou na fazenda. Você irá se surpreender e também incentivará o Alessandro a continuar produzindo verdadeiras joias! Nesse link você encontra todas as informações do café Príncipe de Ouro.