O café é uma fruta e o que a gente consome é a semente dela torrada, moída e infusionada com água. Se essa fruta for bem plantada, colhida, tratada e preparada, o resultado é incrível. Disso eu e você já sabemos, né? Mas você sabe o que a borra do seu café diz sobre ele? E qual a importância da torra fresca do café? Continue lendo o post ou assista o vídeo para entender.
Você já deve ter ouvido falar que café de torra fresca e moído na hora é bem melhor. Mas você sabe por que isso é importante e como identificamos tudo isso?
Sabores e Aromas dos Cafés Especiais
A primeira coisa que é importante saber sobre os cafés especiais é sobre o processo que ele passa para chegar na nossa xícara.
Se todas as etapas de produção do café forem feitas de forma cuidadosa (da colheita ao pós colheita e da torra ao preparo), é possível ter um café muito mais gostoso.
Já falamos desse assunto em um outro post. Veja aqui.
Ao contrário de outras frutas que é só colher e comer, o grão de café fica pronto para consumir apenas depois de torrado, que é a etapa em que ele vai liberar todos os seus sabores e aromas. E, antes dele ser moído, este grão torrado funciona basicamente como uma cápsula que armazena os aromas e sabores do café. Assim que ele é moído e essa cápsula é rompida, ele já vai liberando tudo pro ar. Por isso que café moído na hora dá aquele cheirão no ambiente.
Esse é justamente um dos pontos que influenciam no sabor e é bem perceptível.
A Torra dos Cafés Especiais
Além do tratamento do café na lavoura, o perfil e data da torra diz muito sobre ele. Mesmo o café estando em grãos (antes de moer), logo após a torra o café já começa o seu processo de oxidação. Isso quer dizer que quanto mais tempo se passa da data que o café foi torrado, mais ele perde potencial de sabor e aroma.
Logo que o café é torrado, ele ainda possui um percentual de gás natural, que vem do próprio processo de torra e que é liberado lentamente com o tempo.
Este gás é perceptível na hora de preparar o café e a gente vê logo na borra: quando ela sobe e “incha” . Esse inchaço do café fresco ocorre por causa da liberação dos gases do café depois da torra e, quanto mais próximo do dia que ele foi torrado, mais gás ele libera.
Café especial C&J sendo resfriado logo após a torra
Para comparar como isso é perceptível, fizemos um experimento e colocamos lado a lado 2 cafés: um com 1 semana de torra e outro que foi comprado no supermercado com a data de fabricação de 4 meses atrás.
No primeiro, é possível ver já imediatamente que a bossa do café se expande e libera bolinhas, indicativa que o café ainda possui os gases da torra. No segundo, o café fica estático, não sobe de tamanho e até afunda levemente. Veja só na foto abaixo, o coador do lado esquerdo é com uma café de torra fresca, enquanto o segundo é de um café que tinha a informação de fabricação de 4 meses atrás:
Esse processo de expansão da borra é um indicador de que o café foi torrado recentemente e que é de qualidade. Mas porque isso é importante? Depois que o café especial é torrado, o indicado para ter um maior potencial de sabor da xícara, é consumi-lo de 7 dias a 3 meses. Até mesmo o café torrado no dia precisa ter um descansinho para ficar no melhor potencial dele.
Entretanto, isso não quer dizer que um café que tem uma data de torra mais antiga está estragado. Se estiver dentro da data de validade, está tudo bem consumi-lo. O ponto é que quanto maior o tempo da data de torra, menor o potencial de sabor e aroma.
Embalagem e Armazenamento do Café Especial
Café especial é tão incrível que a gente quer sentir tudo que ele tem de bom. É por isso que a gente torra café pelo menos duas vezes na semana por aqui na coffee&joy. Isso garante sempre grãos fresquinhos para os nossos assinantes em casa e com o melhor potencial do café.
Na parte de trás da embalagem dos cafés da nossa assinatura você encontra uma válvula. Ela serve exatamente para manter o gás dentro da embalagem e não explodi-la. Como os cafés por aqui são embalados muito próximo da data da torra, a válvula não deixa o ar de fora entrar e oxidar o café.
Por isso, o ideal é manter o café armazenado dentro da própria embalagem, bem fechado. Não coloque em pote transparente ou dentro da geladeira. Assim, você garante um café mais fresco, por mais tempo.
Chegou a hora de extrair do seu café o maior potencial dele. Se você ainda não conhece nossos cafés especiais, clique aqui para receber cafés fresquinhos em casa.
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Você já se perguntou o que são essas tais “notas sensoriais” que existem nos cafés especiais? Porque nestes tipos de café vem escrito por exemplo: sabor com notas de chocolate, frutas, etc.? Mais do que isso, como que estes sabores foram parar ali e como que faz para sentir essas notas sensoriais dos cafés especiais? Continue lendo ou assista ao vídeo que vamos responder todas essas dúvidas.
Que a gente ama café especial, não é segredo para ninguém. Mas conhecer e entender o que tem por trás deste grão tão pequenino, torna o momento do café mais especial ainda. E a gente vai te provar!
Aqui, queremos te mostrar que o café especial pode ser simples e descomplicado. Mas também que o seu café pode ficar ainda mais saboroso, se conseguir desvendar tudo de melhor que ele traz na xícara. E uma dessas coisas são as notas sensoriais que eles têm.
Como as notas sensoriais aparecem no café?
Para entender sobre as notas sensoriais, precisamos ter em mente que o café é uma bebida extraída de uma fruta, assim como o vinho – que também apresenta notas sensoriais e, consequentemente, possui características singulares que se alteram de acordo com a variedade da uva utilizada, o lugar em que ela foi cultivada, o processamento escolhido, entre outros.
foto: coffee&joy
Ao contrário do que muita gente acha, as notas sensoriais não são adicionadas ao café, elas já “nascem” ali. Ou seja, o café de especialidade apresenta essas características normalmente, mas elas mudam e se potencializam de acordo com a forma em que o grão é plantado, tratado na lavoura, colhido, processado, torrado e preparado em casa.
Quando todos esses processos do café são feitos com excelência, o resultado não tem como ser diferente. Por isso, se os passos do café forem cuidadosos, a soma disso tudo será o melhor potencial do fruto, com um sabor e aroma de extrema qualidade na xícara.
Para entender melhor esses passos que o café passa na fazenda até chegar na xícara, veja esse post aqui.
Qual o primeiro passo para identificar as notas sensoriais do café especial?
As notas sensoriais são extremamente sutis e delicadas e elas aparecem no café naturalmente na hora que ele é torrado. Antes disso, o café não tem o sabor e aroma que conhecemos.
O ponto primordial e inicial para entendermos melhor sobre a identificação dessas notas está na nossa própria memória gustativa – ou seja, as lembranças que se evocam quando sentimos cheiros e gostos de comidas e bebidas específicas.
É como se fosse uma biblioteca gustativa. Se você nunca comeu uma fruta vermelha, por exemplo, vai ser mais difícil identificar essa nota sensorial e sentir o cheiro e o sabor dela num café que tem notas de frutas vermelhas, como é o caso do Rubi Silvestre da assinatura coffee&joy. Por isso, é essencial conseguir memorizar o aroma e sabor dos alimentos.
Uma dica para exercitar a nossa memória gustativa é procurar sentir o cheiro das coisas no nosso dia a dia, por mais que a rotina seja corrida. Antes de comer algo, procure cheirar o alimento para sentir de verdade e perceber o que aquele cheiro te remete. Isso pode ser feito não só quando o assunto é a alimentação; você pode parar e sentir o cheiro de uma flor, de um perfume ou qualquer coisa que te chame a atenção.
Quando começamos a prestar atenção nos gostos e sabores que temos contato ao longo do tempo, o cérebro armazena essas informações e isso influencia e facilita muito a experiência com as notas sensoriais. O importante é trabalhar a memória, o olfato e, quando possível, o paladar.
Nos cursos técnicos de degustadores e provadores de café, por exemplo, um dos exercícios mais comuns são os testes cegos de alimentos. Onde a pessoa tem que descobrir o alimento apenas sentindo a fragrância, com os olhos fechados..
Um breve exercício para ver como funciona a percepção de sabor
A percepção do sabor diminui muito quando o olfato não está cem por cento. Você já percebeu que quando estamos gripados é mais difícil perceber o sabor das coisas? É exatamente por isso. O olfato influencia – e muito – no paladar.
Para trabalhar o olfato, você pode fazer o seguinte exercício: quando for comer qualquer alimento ou beber algo, tampe o seu nariz, coloque o alimento ou a bebida na boca durante alguns segundos e antes de engolir, tire a mão do nariz. O sabor do alimento aparece imediatamente e a sua absorção será muito maior. Se quiser aprimorar o exercício, experimente fazê-lo às cegas e tentar identificar o que é. Gostamos de fazer com mel e frutas secas. É incrível conhecer o poder do nosso paladar.
E como começar a sentir as notas sensoriais do café na xícara?
Agora é colocar o nariz e a boca para trabalhar. Com a memória gustativa bem completa, basta se esforçar para, toda vez que for tomar o café especial, sentir com calma o que aquele café te remete, começando no pó antes de hidratar, depois ele hidratado e, por fim, no café já pronto.
Uma dica para aplicar isso na hora de tomar o café especial é fazer um comparativo do alimento em si com o café. Tente comer um chocolate antes de tomar um café que tem notas achocolatadas, como o Espresso Sul da assinatura coffee&joy, por exemplo, ou saborear uma fruta que esteja presente nas notas sensoriais do café. Depois, é só tentar identificar aquele chocolate ou aquela fruta que você acabou de comer no seu café especial.
O paladar não consegue sentir o gosto dos alimentos se eles estiverem em uma temperatura muito alta. Por isso, outra dica importante é aproveitar que o café especial fica ótimo quando em temperaturas mais baixas e esperar ele esfriar um pouquinho antes de ingerir. Quando em temperatura ambiente ou até mesmo levemente gelado, fica mais fácil ainda perceber as notas sensoriais do café.
As notas sensoriais podem nos remeter um momento, uma lembrança ou até mesmo uma categoria de alimentos. Não é necessário relacionar as notas sensoriais do café diretamente a uma fruta específica, por exemplo, no caso dos cafés frutados. Conseguir categorizar essa relação já é um grande passo. É mais importante no começo identificar o perfil ou categoria do café do que relacioná-lo à origem da nota sensorial em si.
Para te auxiliar neste caminho da percepção das notas sensoriais, criamos um kit exclusivo de degustação! Cada café do kit possui um perfil sensorial diferente – do mais intenso ao mais exótico, servindo como guia para uma viagem sensorial incrível e esclarecedora. Acesse aqui.
Como é feita a classificação técnica das notas sensoriais dos cafés?
A SCA (Specialty Coffee Association, em português: Associação de Cafés Especiais) é a responsável por criar um protocolo técnico de avaliação sensorial de cafés, que é usado para guiar a classificação dos cafés especiais. Além do protocolo, ela possui uma roda de sabores para guiar a classificação das notas de sabor e facilitar a categorização do café – a Roda de Sabores do Provador de Café.
Vale lembrar que a Roda de Sabores não possui todos os sabores que são possíveis de serem identificados. Existem diversas frutas, flores e outros alimentos, por exemplo, que são possíveis de serem encontrados nos cafés e que não são contemplados pela roda, principalmente aqueles regionais, como a carambola, fruta do conde, etc.
Além desta parte, a SCA também regula quem são os técnicos responsáveis por fazer a avaliação sensorial do café – os chamados Q-Graders. Eles possuem qualificação técnica e fazem calibragem periodicamente para poder avaliar o café, definir uma nota de acordo com o protocolo da associação e qualificar as notas sensoriais que o café tem.
foto: coffee&joy (Centro de provas de Cafés Especiais coffee&joy)
Tudo isso é importante para que, principalmente, não haja fraude ou invenção de notas sensoriais ou pontuação de café. Por isso, é sempre importante comprar cafés especiais de torrefações que levam tudo isso a sério.
E é claro que saber essas coisas não são obrigatórias para gostar e consumir cafés especiais, mas, se você quiser conhecer um pouco mais e se aprofundar nesse mundo cheio de possibilidades e experiências este é um ótimo ponto de partida, uma vez que isso vai mudar a forma como você vê não somente o café, mas outros alimentos também.
O coador de pano é um método um pouco esquecido no mundo dos cafés especiais, mas é uma forma de fazer café que praticamente todo brasileiro conhece. A memória afetiva que circula o coador de pano é inegável. Quem não se lembra da vovó passando um café de manhãzinha, utilizando ele? Mas a grande questão é: será que realmente fazer café especial no coador de pano fica ruim?
O principal motivo do esquecimento do filtro de pano nos cafés especiais se dá porque geralmente as pessoas têm a visão daquele coador velho, usado, de muito tempo e que pode alterar o sabor do café. E isso não é mentira! Mas com os cuidados certos, ele pode resultar num café bem encorpado e gostoso. Sem contar que ele é extremamente prático!
Para aproveitar esse método que carrega consigo a alma do Brasil e fazer um café delicioso, a gente precisa ficar atento a alguns detalhes. Continue lendo o post ou assista o vídeo para entender melhor do que a gente está falando:
Troca e vida útil do coador de pano
Um dos pontos mais importantes para fazer um bom café no coador de pano é a troca dele no tempo certo. Não é recomendado utilizá-lo por muitos meses, porque vai acontecer o que todo mundo tem medo: mudar o gosto do café.
Isso porque o pano do coador, com o tempo, acumula os óleos e as “sujeirinhas” do café e isso realmente influencia no sabor final da bebida. O coador com muito tempo de uso dá gosto de pano velho ao café.
Por este motivo o ideal é fazer a troca do coador de pano 1 vez ao mês para quem usa todos os dias e no máximo a cada 3 meses para quem usa só algumas vezes por semana.
Como Usar o Coador de Pano
O primeiro passo é lavar o coador com água quente antes de começar a preparar e descartar esta água.
Uma boa proporção para usar é 1 colher de sopa de café para cada 1 copo americano de água (10g de pó para 100 ml de água). Mas pode usar mais ou menos pó, se quiser mais intenso ou mais suave.
Adicione o pó de café no coador limpo. Dê preferência para usar café de qualidade, com torra fresca e, se for possível, compre cafés em grãos e moa na hora. O café fica mais gostoso assim.
Vá adicionando a água fervida devagarinho nele. Divida em 3 etapas: na primeira, coloque um pouco da água até cobrir todo o pó e aguarde uns 30 segundos. Na segunda, coloque mais um pouco da água e mexa com uma colher ou mexedor, para homogeneizar a extração. Por fim, jogue o restante da água bem devagar até acabar. Toda vez que colocar a água, certifique que está pegando todo o pó de café. Evite jogar água no filtro nessas etapas e mire sempre no pó de café, afinal, queremos extrair o café e não o pano.
Como o pano tem mais poros que o papel, é normal que venha mais óleos do café para a xícara, já que a retenção dele é menor que a do papel. Isso torna o café feito no coador de pano mais intenso, mais doce e menos ácido, comparado ao filtro de papel. O café fica mais viscoso, com mais corpo. Ele se assemelha muito ao café feito na prensa, justamente porque os óleos saem mais.
Por isso, o coador de pano é ideal para quem gosta de um café mais “forte”. Mas é importante seguir as indicações de preparo acima, pois se colocar a água muito rápido, por exemplo, o café pode ficar mal extraído.
Para armazenar o coador de pano, é preciso limpá-lo bem. Primeiro, lave-o na torneira com sabonete ou detergente neutro, enxague bem e guarde-o em um potinho com água limpa dentro da geladeira, para impedir a proliferação de bactérias. É importante que a água cubra o coador, para que não dê limo no pano.
E aí, você usa direitinho o seu coador de pano em casa? Ou não usa e vai começar a usar? Teste o método de preparo com essas dicas e compartilhe com a gente nas redes sociais, para acumular cafeínas!
Criamos um chup chup (ou sacolé, o que você preferir) para os coffee lovers! Essa receita lembra muito a infância. Lá na casa da Débora mesmo, por exemplo, era quase rotina para ela, os irmãos e primos: a Marlene sempre fazia chup chup para a criançada, de diversos sabores. Era prático, todo mundo se divertia e saía satisfeito. É a partir daí que veio a inspiração… o café especial é muito versátil e fácil de harmonizá-lo nas receitas, então por quê não um chup chup de café especial?
O diferencial é que ele é simples, fácil de fazer, ótimo para dias quentes, barato e o melhor: muito gostoso. Como a gente ama café e o café especial combina com praticamente todas as receitas, criamos o nosso! Continue lendo ou assista o vídeo para aprender a prepará-lo.
Rendimento: 6 porções
Tempo de preparo: 5 minutos
Ingredientes:
– 200ml de leite condensado
– 200ml de creme de leite
– 100ml (1 xícara) de café (usar café especial de qualidade é fundamental – essa receita vai muito bem com o Doce Tango da assinatura coffee&joy)
– 6 colheres de creme de avelã ou chocolate derretido para decorar
Como preparar:
Em um recipiente, coloque o leite condensado e o creme de leite e misture até ficar bem homogêneo.
Adicione o café especial já pronto e misture. É importante e indicado que o café especial seja feito de forma mais concentrada, independente do método de preparo, para ressaltar o sabor da bebida. Confira aqui nossas dicas para preparar um café intenso em casa.
Vale lembrar que é fundamental a utilização de um café de qualidade, já que ele influencia bastante no resultado do chup chup. Se usar um café de baixa qualidade, como os cafés tradicionais extra fortes, o amargor do café vai inibir todo o doce da receita, resultando num chup chup sem qualidade. Nós utilizamos o café Doce Tango, da assinatura coffee&joy, feito no filtro de papel. Ele tem notas de cocada queimada e morango e é bem docinho – por isso mesmo ele harmonizou perfeitamente com o creme de leite e o leite condensado.
Pegue o saquinho de chup chup, vire metade dele pelo avesso e adicione uma colher de qualquer doce pastoso da sua preferência. Nós utilizamos o brigadeiro de colher da @abellaandrade. Você pode utilizar creme de avelã, brigadeiro, nutella, ganache de chocolate, chocolate derretido ou qualquer outro doce! Aperte para “sujar” o saquinho por dentro, para que ele fique como uma cobertura para o chup chup.
Depois, é só colocar a mistura nos saquinhos de chup chup, amarrar bem firme e colocar para congelar.
Enjoy!
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A WAALS é uma marca relativamente nova no mercado dos cafés e já está dando o que falar! Isso porque eles produzem coadores semelhantes aos famosos coadores utilizados pelos baristas: o Hario V-60. Mas será que o coador Waals vale a pena? E como usar este novo coador?
Assista ao vídeo completo ou continue lendo.
O coador da WAALS tem um formato cônico e possui um filtro específico para ele, de fabricação própria, assim como o Hario V-60 – é exatamente por isso que permite que o filtro do Hario seja utilizado nele e vice-versa.
O que difere mais é a base do suporte, a alça, e claro, o preço! O coador da WAALS está numa faixa de preço de R$40,00 a R$50,00 – por ser um produto fabricado no Brasil -, enquanto o Hario V-60 (versão acrílica) está na faixa de R$70,00 a R$80,00.
O coador WAALS, assim como o Hario V-60, tem um formato cônico, com uma angulação de 60 graus, ranhuras dentro do filtro e um buraco de saída de água maior que os coadores convencionais. Isso adiciona mais profundidade ao café moído e a água flui com mais facilidade em direção ao centro e, ainda, faz com que o fluxo de saída de água seja maior.
Essas características tendem a influenciar a extração de forma a deixar o café com uma característica sensorial de acidez mais acentuada e uma doçura mais equilibrada, um resultado diferente do coador Melitta, por exemplo. Se você quer saber mais das diferenças dos formatos de coadores, nós já fizemos essa comparação aqui.
Apesar disso, o coador não faz mágica não! Se não usar um café de qualidade, não adianta. Para sentir todas essas notas mais complexas e atributos da bebida e aproveitar o melhor do coador WAALS, é necessário usar um café de qualidade.
Nós utilizamos o café especial Fondue da assinatura coffee&joy, pois é um café frutado, com notas de chocolate, frutas tropicais, maçã, pera e amora. A intenção é exatamente descobrir se o coador realmente ressalta as características que promete.
Uma proporção boa para começar é 1 colher de sopa de café para cada 1 copo americano de água (13g de pó para 130 ml de água). Mas pode usar mais ou menos pó, se quiser mais intenso ou mais suave.
Na hora de colocar a água fervida, divida em 3 etapas: na primeira, coloque um pouco da água até cobrir todo o pó e aguarde uns 30 segundos. Na segunda, coloque mais um pouco da água e mexa com uma colher ou mexedor, para homogeneizar a extração. Por fim, jogue o restante da água bem devagar até acabar.
Toda vez que colocar a água, certifique que está pegando todo o pó de café. Evite jogar água no filtro nessas etapas e mire sempre no pó de café, afinal, queremos extrair o café e não o papel.
Uma dica importante na utilização desses coadores é não ultrapassar o tempo de 3 minutos de extração do café. Isso porque depois desse tempo a bebida começa a extrair mais notas de chocolate e notas caramelizadas, podendo afetar o resultado final do café e deixando-o até com leve amargor. Por isso, recomendamos interromper a extração assim que concluir o tempo e a quantidade de água.
Outra dica é na hora de descartar o filtro. A costura lateral do filtro WAALS é um pouco mais fraca que a do Hario V-60, e, por isso, retirá-lo do coador para descartá-lo não é o ideal. Ele pode se abrir e fazer uma grande bagunça com a borra do café! Opte por descartá-lo inteiro, segurando o coador.
Conclusão: O resultado na xícara é um café com uma acidez bem gostosa e doçura super equilibrada, idêntico ao japonês Hario V-60. O coador foi mais que aprovado, pois tem um bom custo benefício e resulta num café muito bom! Sobre a durabilidade: temos o coador a pouco tempo, daqui uns meses atualizo o post para contar como está o nosso coador.
E aí, você vai testar? O que é importante na hora de fazer o seu café? Compartilhe a sua hora do café com a gente nas redes sociais! @coffee_and_joy
Esse ano o Carnaval não vai rolar da maneira que estamos acostumados, mas isso não é motivo para você deixar de comemorar. Dessa vez, trouxemos um drink inusitado mas delicioso para você experimentar e aproveitar o calor desse feriadão: um café gelado com rum e água de coco!
O rum é uma bebida alcoólica de origem caribenha, feito com o caldo cozido da cana – o melaço – um subproduto do processo de produção do açúcar. Ao cozinhar esse caldo, as substâncias presentes no produto – como os ésteres, aldeídos, álcool – são alterados, o que modifica o sabor final da bebida. E uma curiosidade: de acordo com a nossa legislação a graduação alcoólica do rum pode ser maior do que a da cachaça, um produto originalmente brasileiro. Enquanto o teor alcoólico do rum varia de 35% a 54%, a cachaça, por lei, pode atingir no máximo 48% e no mínimo 38%.
Voltando à receita, esse é um drink refrescante e diferente para quem gosta de água de coco, perfeito para impressionar a galera. Imagina chegar nos amigos e falar de uma bebida de café com rum e água de coco? Usando um café de qualidade e os ingredientes certos, todo mundo – até você! – vai ficar impressionado! Ah, e caso você não seja muito fã do rum, aqui tem diversas outras opções alcoólicas – com gin, cachaça, vodka, etc – para você aproveitar nesse Carnaval!
É muito importante lembrar que para este drink é essencial a utilização de um café especial, pois um café com uma torra mais escura vai trazer amargor para a bebida. Por esse motivo, o café tradicional extra forte não é indicado para ela. Para um resultado mais delicado, saboroso e que se adeque ao paladar, escolha cafés especiais. Eles possuem sabores únicos e diferentes e são torrados com excelência e com muito cuidado, para ressaltar as características únicas de cada grão. Caso tenha alguma dúvida sobre cafés especiais e tradicionais, basta acessar este link
Para aprender a preparar a receita do Malibu Coffee continue lendo o post ou assista o vídeo abaixo.
O primeiro passo deste drink é preparar o cold brew (já ensinamos como fazer aqui no blog!). É uma bebida infusionada a frio e para esta receita fizemos um cold brew com o café Malibu. Caso você não queira ou não tenha tempo para preparar o cold brew, pode também fazer o café um pouco mais intenso e adicionar alguns cubos de gelo depois de pronto.
Em uma taça ou copo grande, adicione alguns cubos de gelo e gire a taça por alguns segundos, só para que ela fique na temperatura ideal para receber a bebida.
Adicione a água de coco, a dose de rum – ambos da sua preferência; nós utilizamos a água de coco Tial e o rum Malibu, da Bacardi
Finalize com a fatia de limão e o cold brew.
Agora, é só misturar tudo! E não esqueça de compartilhar conosco nas redes sociais para ganhar cafeínas! @coffee_and_joy
Para adoçar os dias, trouxemos 3 receitas fáceis de café com leite condensado para fazer em casa. Quem nunca se pegou abrindo o leite condensado para quebrar o tédio do dia ou matar a vontade de comer doce? Juntar ele com o café do dia a dia é mais fácil do que você imagina. E o legal é que dá para fazer versões dele cremoso, refrescante gelado ou quente.
Com poucos ingredientes e algumas dicas infalíveis, já é possível transformar o seu café. Veja essas três opções de café com leite condensado que vão dar um toque de doçura no seu café. Se preferir, veja o vídeo completo ao final:
Café Gelado Cremoso Com Leite Condensado
Rendimento: 1 porção
Tempo: 3 minutos
Ingredientes:
– 100 ml (1 xícara) de café (usar café especial de qualidade é fundamental – essa receita vai muito bem com o Alfajor da assinatura coffee&joy)
Esquente o leite no microondas ou na panela, para que ele fique morno (não deixe ferver) – esquentar o leite antes deixa ele ainda mais cremoso. Bata ele com um mixer, no liquidificador, no espumador ou prensa francesa até que fique bem cremoso e quase dobre de tamanho.
Em um copo, adicione o leite condensado, o leite e o café por último bem devagar, para dar um lindo efeito de duas cores.
Misture tudo antes de tomar.
Enjoy!
Café Refrescante Com Limão e Leite Condensado
Rendimento: 1 porção
Tempo: 5 minutos
Ingredientes
– 100 ml (1 xícara) de café especial congelado (tem que ser café de qualidade para ficar bom, com o Malibu da assinatura coffee&joy fica perfeito)
– 1 limão tahiti
– 100 ml (1 xícara) de água
– 40 ml (2 colheres de sopa) de leite condensado
– Gelo a gosto
Como preparar:
Congele o café já pronto, colocando ele em um pote ou forminhas de gelo direto no congelador. Congelar o café é uma ótima dica para reaproveitar o café que sobrou na garrafa.
Corte as duas pontas do limão, parta ele em 4 pedaços e retire toda a parte do miolo branco e as pelinhas que ficam presas no gomo. Isso é importante para não azedar o drink.
Em um liquidificador, adicione o limão e a água e bata até triturar todo limão. Coe a mistura e limpe o copo do liquidificador.
Adicione a mistura coada junto com os demais ingredientes de volta ao liquidificador e bata até homogeneizar.
Sirva em um copo.
Enjoy!
dica: essa receita é ótima para fazer para compartilhar, basta duplicar os ingredientes para fazer para a família toda.
– 50 ml (2 1/2 colheres de sopa e meia) de leite condensado
Como preparar:
Em um copo ou xícara, adicione o leite condensado.
O café vietnamita originalmente é feito com um filtro específico metálico, que o café fica mais tempo em infusão com a água. Mas para replicar em casa sem o filtro vietnamita, pode usar o coador com filtro de papel ou até o filtro de pano.
Ferva a água. No coador ou filtro vietnamita, adicione 2 colheres de sopa de pó de café. Adicione um pouco da água fervida até cobrir todo o pó e aguarde 30 segundos para hidratar o pó de café e começar a liberar sabores. Adicione o restante da água. Se fizer no filtro de pano ou papel, adicione a água bem devagar, aos poucos, para fazer uma extração lenta.
Misture tudo antes de beber. Sirva quente ou adicione gelo.
Enjoy!
Agora, veja o vídeo completo das receitas para fazer em casa:
O café é a segunda bebida mais consumida do planeta, só perde para a água. E o trabalho para chegar na xícara perfeita é árduo, complexo e gigante. O café passa por 10 processos diferentes entre a fazenda até chegar na xícara. E cada um destes processos influencia na qualidade e no sabor.
Conhecer os processos pelo qual a nossa bebida favorita passa até chegar na mesa, ajuda a gente saber identificar e reconhecer um bom café. Assim, é possível, além de ter mais conhecimento para achar cafés que agradam mais o nosso paladar, ter mais informação ajuda também a reconhecer e valorizar o trabalho de quem dá duro para manter a cadeia do café ativa e forte.
E, para isso, é necessário a dedicação de muitas pessoas em todas as etapas. Continue lendo o post e veja como acontece cada processo e quem está envolvido para levar um café incrível até você. Se preferir, veja o vídeo completo:
1 – Plantar as Mudas de Café
Existem muitas espécies de café pelo mundo. No Brasil, as mais comuns são arábica e a robusta (ou conilon). Cada uma delas apresenta resistência climática diferente e são cultivadas em regiões diferentes, de norte a sul do país.
A variedade arábica possui um diferencial de sabor e qualidade. Geralmente os cafés da espécie arábica são considerados de especialidade (ou café especial), que é a maior classificação de qualidade de café que existe.
Dentro da espécie arábica ainda existem diversas variedades. Algumas delas são: Catuaí, Bourbon Amarelo, Acaiá, Mundo Novo, Icatu, e etc. A diferença entre uma variedade e outra está relacionada, dentre outras, ao seu vigor, resistência a pragas, produtividade e adequação ao terroir.
Assim que a variedade é escolhida, é necessário semear para fazer mudas de café (ou já adquirir prontas de um viveiro) e realizar o plantio em uma área adequada para o crescimento das plantas.
2 – Cuidado com a Planta e Desenvolvimento dos Frutos
O pé de café recém plantado leva cerca de 18 meses para dar a primeira florada. Depois disso, anualmente haverá novas floradas 1 até 3 vezes no ano.
Logo após a florada, as flores do café dão origem ao chamado chumbinho, que é o primeiro estágio de desenvolvimento do fruto do café. Em seguida, acontece a granação do fruto e os estágios de maturação do café, onde ocorre mudança nas cores dos frutos – o café que era verde por fora, se torna amarelo ou vermelho, dependendo da variedade.
Após o desenvolvimento completo, o café chega ao estado que se chama de cereja, onde ele fica apto para ser colhido.
Caso a colheita não seja feita neste momento, o café passará do ponto “ideal” e posteriormente entrará no estágio de passa. Nessa etapa o fruto fica com uma aparência levemente murcha, e pode vir a secar no pé. A consequência desse atraso na colheita é a perda de qualidade do café.
Sabia que o café é uma planta não climatérica? Isso significa que após ser colhido os grãos param de amadurecer, logo, se o café foi colhido antes do tempo, os grãos continuam verdes.
Passos que o fruto do café leva para se desenvolver
3 – Colheita do Café
A forma como o café é colhido impacta na sua qualidade final e é uma das partes mais importantes do processo. O ideal é realizar a colheita do café assim que os frutos estiverem no estágio cereja, de maturação ideal.
A grande dificuldade é que um mesmo pé de café possui frutos em diversos estágios de maturação e não é simples fazer a separação dos grãos.
A colheita do café pode ser feita de diferentes formas: mecânica ou manual.
Na mecânica, se utiliza uma colheitadeira própria que possui varetas vibratórias que despregam o grão da planta.
Colheita feita através de maquinas
Já a colheita manual pode ser feita das seguintes formas: Derriça no chão, onde todos os frutos são retirados dos galhos, maduros ou não, e caem no chão. A derriça no pano funciona de forma parecida, no entanto o café cai no pano ao invés de cair no chão. E existe também a colheita seletiva, onde os grãos são colhidos de um em um, selecionando apenas aqueles frutos maduros.
Colheita feita de forma manual
4 – Pós-colheita do café e Tipos de Processamentos
Após ser colhido, o café precisa ser preparado para secar e desidratar, até chegar a um determinado grau de umidade para, apenas depois, ser beneficiado.
Nesta fase, o produtor inicia o processo de preparo dos grãos, que é chamado de processamento. Aqui, resumidamente, ele vai estabelecer a forma de seca: se haverá separação dos grãos de café com diferentes formas de maturação, se já realizará uma separação de folhas e galhos que vem junto da planta, se vai ser seco com a casca, se será removida a casca, etc.
Existem diferentes formas de se fazer o processamento e cada forma vai gerar uma característica diferente no sabor e qualidade do café. Alguns processamentos comuns nos cafés especiais são o natural, cereja descascado, fermentado, honey, despolpado, etc.
Após o preparo, realiza-se a secagem, que pode ser natural (no terreiro ou em estufas) ou artificial (usando secadores mecânicos). O tempo de secagem do café varia de acordo com o método e clima, mas pode ser de dias e até semanas.
5 – Limpeza e Beneficiamento do café
Logo após a etapa de pós-colheita e secagem, o café está pronto para ser limpo e beneficiado.
A limpeza é a etapa onde impurezas como galhos, pedras e folhas grandes e pequenas são retiradas. Já o beneficiamento é onde o café é descascado de forma mecânica. E já existem máquinas que vão além e separam o café pela densidade e tamanhos dos grãos.
6 – Re-Beneficiamento do Café Especial
Só a etapa de beneficiamento não é suficiente para separar 100% os grãos de cafés perfeitos dos imperfeitos e de todas as impurezas. Por isso, o café especial passa por uma outra etapa de beneficiamento para garantir a qualidade. Aqui é possível usar maquinários específicos mais sofisticados, que usam tecnologia de separação de grãos por cor, peso ou volume.
O re-beneficiamento também pode ser feito à mão, onde uma pessoa analisa grão por grão e separa os defeitos dos grãos perfeitos.
7 – Classificação, Prova, Análise da Qualidade do Café e Comercialização
Após o beneficiamento, o café passa pela classificação física e sensorial. Esta etapa é realizada por profissionais qualificados e tem como objetivo avaliar efetivamente qual é a qualidade de um determinado lote de café.
A prova é realizada fazendo análise do visual do café e também da avaliação sensorial (quanto à bebida). É só aqui que vamos saber se o café realmente pode ser classificado como especial ou não.
A partir do laudo de classificação, o café poderá ser comercializado para exportadoras, torrefações, etc.
8 – Definição do Perfil de Torração do Grão
Quando se fala de cafés especiais, o estudo e desenvolvimento do perfil de torra é muito importante para garantir que todos os processos que foram realizados até agora sejam refletidos na xícara.
Por isso, normalmente, os profissionais sérios do café especial fazem testes com vários perfis de graus de torra em um mesmo café, para escolher um entre eles que mais destaca as características naturais do café e levar o que ele tem de melhor para a xícara.
9 – Torra do Café para Comercialização Com o perfil de torra definido, agora é a hora de replicar o perfil em maior quantidade para comercializar.
A torra dos cafés que estão na assinatura coffee&joy, por exemplo, é realizada semanalmente. Isso garante a qualidade e frescor do café que chega até a xícara dos assinantes. Ela é feita respeitando todos os parâmetros do perfil de torra próprio do café, isso significa que o café terá os mesmos sabores mesmo sendo torrado em dias diferentes.
10 – Embalagem, Acondicionamento e Transporte
O café depois de torrado sofre o processo de oxidação mais rápido. O recomendado é que o café seja consumido entre 7 e 90 dias da data de torra. Só assim, vai ser possível sentir o melhor potencial de todos os sabores e gostos de um café especial.
Por isso, a forma de embalar e transportar o café até a casa do consumidor é de fundamental importância, Se o café fica muito tempo torrado, ele vai oxidando e perdendo potencial de sabor.
11 – BÔNUS: Preparo
Agora é a hora de aproveitar. Para o café chegar na mesa do consumidor teve o envolvimento de muita gente e muito trabalho por trás.
E o mais importante é que quem vai consumir este alimento, fique feliz com o resultado final. Para isso, existem diversas formas de preparar um bom café em casa, e também várias possibilidades de misturas e harmonizações.
Principalmente quando o café é bom, ele vai bem quente, gelado, puro ou misturado.
Aqui vão alguns links importantes para quem quer melhorar o café em casa:
O verão está no pico e para aproveitar essa tão querida época do ano, trouxemos diversas receitas harmonizando o nosso queridinho café especial com um ingrediente que é a cara do verão: a água de coco! O drink da vez é uma versão do clássico Shakerato, que ganhou a refrescância da água de coco.
Assista o vídeo ou continue lendo para ver a receita completa do Shakerato de água de coco.
O shakerato é uma bebida cremosa bem comum na Itália, principalmente no verão. É uma combinação de café espresso, açúcar e gelo, onde originalmente a cremosidade se dá pela agitação vigorosa durante um pequeno período de tempo. Entretanto, nessa receita nós vamos contar com uma participação especial: o liquidificador! Veja aqui a versão original do Shakerato para fazer em casa.
Para fazer o Shakerato com água de coco é importante escolher ingredientes de qualidade, mas principalmente em relação ao café, já que ele vai ser o maior influenciador do sabor do drink. Se usar um café de baixa qualidade neste drink gelado, como os tradicionais extraforte, o sabor amargo deste tipo de café vai quebrar toda a harmonização com a água de coco e o drink não fica bom, já que todas as características ruins deste café ficarão em evidência.
Isso porque a percepção humana do gosto dos alimentos diminui quando eles estão em temperaturas relativamente altas e na medida que esfria conseguimos sentir com mais intensidade os sabores. Portanto, quando se trata de café gelado, o sabor do café é muito ressaltado no paladar.
Para essa receita o ideal é que seja utilizado um café especial (ou também conhecido como de especialidade), preferencialmente com torra média, que possua um perfil frutado e que seja feito de forma mais intensa. Os Shakeratos de cafeteria são feitos normalmente em máquina de espresso, mas se você não tem uma em casa, não se preocupe! Aqui tem dicas para preparar seu café de forma intensa em casa.
Nós escolhemos o café Rubi Silvestre, da assinatura coffee&joy, um café que possui notas naturais de chocolate meio amargo, frutas vermelhas cristalizadas e leve floral e que harmoniza muito bem com a água de coco.
Com os ingredientes certos à mão, vamos fazer a receita?
Receita de Shakerato de Água de Coco
Ingredientes:
– 60ml de café coffee&joy intenso
– 200ml de água de coco Tial
– suco de meio limão
– 1 colher de sopa de açúcar
Como preparar:
O primeiro passo é congelar a água de coco Tial. Você pode fazer isso de duas formas: colocando a caixinha pequena da água de coco Tial direto no congelador ou distribuindo o conteúdo dela em uma fôrma de gelo. Caso opte pelo primeiro método, é só utilizar uma faca para cortar a caixinha quando ela estiver congelada e retirar o gelo.
Depois é só preparar o café. Nós preparamos o café Rubi Silvestre da assinatura coffee&joy na prensa francesa, utilizando 2 colheres de sopa de pó de café para 1 copo americano de água, proporção comum que sempre usamos nessas receitas que pedem um café mais intenso; mas você pode fazer da forma que achar melhor e utilizando o método de preparo que preferir! O importante é se adequar ao seu gosto. Aprenda aqui um pouco mais sobre os diversos métodos de preparo do café.
O terceiro passo é o mais simples de todos: adicionar tudo isso no liquidificador, junto com o açúcar e o suco de meio limão e bater por alguns segundos. O calor do café já começa a derreter o gelo de água de coco e a agitação dos ingredientes vai fazer a mistura ficar mais cremosa.
Em seguida é só despejar a bebida em um copo e aproveitar.
Enjoy!
E aí, assinante coffee&joy, tá esperando o quê? Corre lá e coloca a água de coco que a gente te enviou na caixinha para congelar para preparar essa receita deliciosa! E não esquece de registrar e compartilhar nas redes sociais, marcando nosso instagram (@coffee_and_joy) para aumentar suas cafeínas!
O cold brew (ou café à frio) é mais uma forma de aproveitar o café no dia a dia. Além de ser prático e simples de preparar, o cold brew pode ser feito em grandes quantidades e ainda ser armazenado para mais tarde. Se feito com um café de qualidade, o cold brew fica muito saboroso puro e também pode ser usado na hora de preparar drinks combinado com ingredientes variados. A água de coco da Tial com cold brew é um exemplo de harmonização que traz muita refrescância e pode ser replicada com facilidade em casa. Para aprender a preparar a receita de cold brew com água de coco assista ao vídeo ou continue lendo o post.
O que é cold brew?
O cold brew é uma bebida extraída do café, preparada a partir de uma infusão à frio. Para preparar, é necessário deixar o pó de café em contato com a água (fria ou em temperatura ambiente de 25ºC) por cerca de 12 até 24 horas.
Todo esse tempo de infusão resulta em uma bebida refrescante com muito corpo, doçura elevada e uma acidez equilibrada. E o mais legal, é que é possível fazer o cold brew em casa, sem complicações e usando utensílios simples do dia a dia.
O concentrado de café é ideal para pessoas que têm uma rotina agitada e que precisam de uma fonte rápida de energia sempre à disposição. Por conta do longo período de contato entre o café moído e a água, se extrai mais cafeína do grão de café.
Não é atoa que o cold brew é muito popular em países como Estados Unidos e Japão. Logo, a sua praticidade e sabor, faz com que ele seja um grande aliado em momentos de estudos, trabalho e também em atividades físicas.
Mas não é qualquer café que fica bom. Continue lendo para ver a abaixo a dica de qual café usar para fazer o cold brew.
Qual a diferença entre cold brew e iced coffee?
Os cafés gelados ainda não são muito populares no Brasil e a maioria dos baristas e cafeterias ainda usam o nome em inglês para fazer menção a eles. Os nomes são bem intuitivos e dizem respeito especificamente à forma de preparo.
O cold brew na tradução literal significa preparado ou infusionado a frio. A expressão é usada não só no café, mas também no chá e até no preparo de cerveja. Quando se fala cold brew nada mais é do que uma extração de sabor de um alimento que é realizada a frio.
O café torrado precisa de alta temperatura ou de tempo de contato com água para que seja possível extrair as suas propriedades e sabor. Por isso, o cold brew do café é feito mediante a imersão do pó de café direto na água fria ou em temperatura ambiente, durante 12 a 24 horas. Após este tempo, o cold brew é coado para separar o pó do café do líquido e já pode ser servido. Ele dura até 7 dias na geladeira.
Já o iced coffee , como o próprio nome já diz, é o café gelado feito com gelo. Ou seja, prepara-se o café normalmente com água fervida e adiciona gelo logo em seguida para resfriar a bebida. Sensorialmente, o iced coffee mantém as características do café quente que tomamos no dia a dia.
Em ambas as opções é possível combinar ingredientes, como leite vegetal, limão, água tônica e água de coco para criar receitas deliciosas.
Como escolher um café para preparar o cold brew? O “pulo do gato” na hora de preparar o cold brew em casa é a escolha do café. Pois um café de baixa qualidade e que possua uma torra muito escura trará um amargor exacerbado à bebida. Logo, o café tradicional extra forte não é a melhor opção para preparar o cold brew. Para um resultado mais saboroso, opte pelos cafés especiais. Esse tipo de café possui sabores complexos e são torrados para valorizar cada atributo natural do grão, como por exemplo a doçura e a acidez.
Caso tenha dúvidas sobre qual café escolher, preparamos um post detalhado sobre as diferenças entre o café especial e o café tradicional Para a harmonização entre o cold brew e a água de coco da Tial, recomendamos a utilização de cafés especiais frutados ou ainda cafés exóticos. O café escolhido para fazer o cold brew foi o Fondue, que possui notas que remetem ao chocolate ao leite, frutas tropicais, maçã, pera, amora e uma acidez málica que compõe muito bem drinks gelados.
Além disso, a moagem do café é um detalhe que deve ser levado em conta na hora do preparo. Por conta do longo tempo em que o café é infusionado, a moagem grossa é a mais indicada para o cold brew, pois uma mais fina provocará uma super extração da bebida e trará sabores desagradáveis. Sobre a proporção para preparar o cold brew, indicamos de 10 a 20g de café especial na moagem grossa para cada 100ml de água (1: 10 ou 1: 5). Quanto maior a quantidade de pó, maior será a intensidade. Assim, se for tomar puro, adicione mais água, se for usar para preparar drinks e misturar com outros ingredientes, adicione mais café na hora de fazer o cold brew.
E para quem gosta de se aventurar, o cold brew mais intenso também pode ser usado para fazer uma espécie de “café solúvel caseiro”, bastando pegar a mistura concentrada e acrescentar água quente nela.
E vamos aos ingredientes e passo a passo do cold brew?
Ingredientes:
– 20g de café especial coffee&joy na moagem grossa
– 100ml de água mineral ou filtrada
– 100ml de água de coco Tial
– Gelo
– 2 fatias de limão Modo de preparo:
– Em um pote ou garrafa com tampa, adicione o café moído e a água filtrada. Tampe, misture bem e leve à geladeira por 16h.
– Após o tempo de infusão, filtre o cold brew com o auxílio de uma peneira bem fina ou então usando um coador de pano ou papel.
– Em um copo alto, adicione o gelo, as fatias de limão e a água de coco.