Café especial com 40% mais antioxidantes que os outros? Existe sim! O café especial v e r s a é a edição especial limitada da coffee&joy. Um café que foi potencializado durante o seu processo para trazer ainda mais benefícios para a saúde. Continue lendo ou assista o vídeo para conhecer o v e r s a.
O v e r s a é um café especial, 100% arábica, assim como todos os outros cafés da assinatura coffee&joy. O que o torna diferente, é que depois de todos os cuidados e processos de qualidade, ele foi objeto de um estudo muito inovador – e que deu resultados.
Este café passou pelo processo Versatians, desenvolvido pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) – que tem um centro voltado para o café. O processo Versatianspotencializa o café antes da maturação. Com isso, o grão verde do café apresenta ainda mais propriedades funcionais nutracêuticas que vem de natureza – que nada mais é do que componentes que fazem muito bem pra nossa saúde. Logo depois, ele foi executado pela Syngenta.
O Versatians é um processo de pós colheita feito no grão verde; onde o café é potencializado nesse estágio. Quando o café ainda está verde, ele tem uma maior concentração de ácidos clorogênicos – que é muito bom para a saúde, ajudando no controle da pressão arterial, na regulação da glicemia, no controle do colesterol e mais.
Além disso, o café v e r s a tem 40% mais antioxidantes. Na prática, os antioxidantes ajudam a neutralizar a ação dos radicais livres e prevenir o estresse oxidativo, além de ter efeitos anti-inflamatórios e contribuir para manter a saúde da pele e o rejuvenescimento das células. E, ainda, ajuda no emagrecimento!
De onde vem o v e r s a?
O café especial v e r s a vem de Santo Antônio do Amparo/MG, de uma micro-região cafeeira no Campo das Vertentes. É um bourbon amarelo e passou pelo processamento cereja descascado.
Na xícara
O v e r s a tem uma torra bem específica devido à todos os processos que ele passou. Possui uma doçura única e acidez elevada, com notas de melado, bala de leite, limão e laranja. Tem um corpo médio cremoso e finalização longa e refrescante. Na metodologia da SCA, o v e r s a atingiu 88 pontos.
Preparando o café
Após vários testes, encontramos uma proporção que equilibra bem o v e r s a: 8 gramas de café pra 100ml de água, ou seja, 80% de diluição. Utilizamos a Hario V60 pra ajudar a equilibrar as notas sensoriais e destacar, ainda mais, a acidez do v e r s a – que é bem presente.
Em qualquer método de preparo filtrado, é essencial escaldar o filtro antes de qualquer coisa. Isso serve para igualar a temperatura, preparando o filtro pra receber o café, e retirar todas as impurezas e resquícios de papel que podem estar presentes ali, para não influenciar no sabor final da bebida.
Depois, é só adicionar o café já moído e realizar a pré infusão de 30 segundos. É neste momento que o café libera a maior parte do seu potencial de sabor e aroma. A pré infusão serve exatamente para “acordar” o café.
Por fim, basta ir colocando o restante da água aos poucos, em movimentos circulares. Esse processo precisa durar, no máximo, três minutos. Passando desse tempo, você pode ter um café super-extraído. Abaixo de um minuto e meio, um café sub-extraído.
Dica: misturar o café ou até mesmo só balançar o recipiente é uma ótima ideia! Homogeniza a extração.
No sabor
Esse é um café com uma doçura muito acentuada e ao mesmo tempo, acidez elevada. Ele possui notas de melado, bala de leite, limão e laranja. Tem corpo médio cremoso e finalização longa e refrescante.
É um café com um sabor e sensorial incrível, doçura única e acidez elevada, riquíssimo em antioxidantes e bom pra saúde.
Extra
Escolhemos lançar o v e r s a em maio de 2023 pois neste mês, comemoramos o dia Nacional do Café, que simboliza o início da colheita do café no Brasil. Isso tudo é para lembrarmos do trabalho lindo e cuidadoso de tantas famílias e profissionais ao redor do Brasil pra fazer o nosso alimento de todo dia. O v e r s a é a perfeita harmonia entre ciência&natureza.
Tomar um capuccino numa cafeteria, num fim de tarde, tem seu valor. Mas por que não recriar essa receita no conforto de casa? A gente te mostra que é fácil. Continue lendo ou assista o vídeo para aprender o Capuccino com leite vaporizado de cafeteria em casa.
Geralmente, nas cafeterias, usa-se café espresso e leite vaporizado na máquina de espresso mesmo. Para essa receita, você só vai precisar de um utensílio: a Prensa Francesa (tanto para o café, quanto para o leite)! Vale lembrar que, independente de qual seja o método de preparo, é preciso escaldar o recipiente e o filtro antes. Isso garante que qualquer resquício seja eliminado.
O café espresso é conhecido por ser mais intenso, mais “forte”. Por isso, aqui vai uma dica: escolha um café que já tenha características intensas na sua propriedade, como o Pretérito ou o Oásis da assinatura coffee&joy.
Aqui vai outra dica: o café espresso é normalmente utilizado em drinks e receitas justamente por ser mais intenso, para que o sabor do café se ressalte. Para replicar essa intensidade em casa, basta adicionar mais pó de café e usar um café especial com perfil intenso.
A proporção padrão que indicamos é 10g pra 100ml de água (1 colher de sopa bem cheia para um copo americano), mas, para que o café fique mais intenso, utilizamos aproximadamente 15g de café para a mesma quantidade de água.
café intenso na Prensa Francesa
15g de café especial intenso na moagem grossa
100ml de água fervida
modo de preparo
Preparar café na Prensa Francesa é muito fácil. Basta depositar o café, adicionar toda a água, encaixar o êmbolo e esperar 4 minutos para descer. Mais uma dica: durante esse tempo, recomendamos mexer o café para garantir que a extração seja uniforme.
Para o leite vaporizado, é importante que o leite seja gorduroso para que ele fique bem cremoso. Mas, se você preferir, pode usar leite desnatado ou qualquer outro tipo.
O capuccino é um drink clássico pelas suas etapas. Em um copo, primeiro, adicione o café. Antes de adicionar o leite cremoso, misture-o para homogeneizar. Depois, adicione o leite cremoso. Enjoy!
O café especial tem notas sensoriais únicas e surpreendentes e disso a gente já sabe. Numa dessas andanças atrás dos cafés do nosso menu, encontramos em um café, notas de jasmim, macadâmia, mel e calda de pudim. Dá pra imaginar a doçura desse café? Continue lendo ou assista o vídeo para conhecê-lo e saber mais sobre um café doce naturalmente.
Ao contrário do que muita gente pensa, café especial é alimento, é uma fruta, e o que a gente consome é a semente, torrada e moída. Toda fruta tem sua doçura característica. Mas como reconhecer isso?
As notas sensoriais são naturais dos cafés de qualidade e é impossível ter o mesmo café duas vezes. Depois de colhida, a semente passa por diversos processos para ser desidratada, torrada e moída. Além disso, o clima, o local, o solo, por exemplo, são importantes influenciadores no sabor do café e nas suas notas sensoriais – ou seja, qualquer mudança em qualquer processo ao qual o café especial é submetido altera o sabor dele. É por este motivo que dizemos que cada café é único: é impossível replicar as características dos cafés especiais.
Os cafés precisam ser categorizados por causa de todos os processos de qualidade que eles passam na fazenda. Aqui, estamos falando da pirâmide do café. Existem os cafés tradicionais, superiores, gourmets e especiais:
As características sensoriais dos cafés especiais surgem de acordo com a maneira na qual ele é colhido e tratado na fazenda. Essas características são naturais, como leves nuances e querem dizer que o café lembra um pouco o sabor dos alimentos das notas sensoriais. No café Doce Aurora, por exemplo, temos notas sensoriais de jasmim, mel, macadâmia e calda de pudim.
O café Doce Aurora é plantado em um lugar que tem características – climáticas, de terroir, de altitude, etc – que são propícias para um café de qualidade. A Simone e o João, produtores do Doce Aurora, são de Araponga, em Minas Gerais, e vivem dentro da Serra do Brigadeiro.
No pós-colheita, a Simone e o João têm o costume de passar o café pelo processo Cereja Descascado – que nada mais é do que tirar a casca da fruta e deixar ela secando com a mucilagem. Existem vários tipos de processamento, mas este em específico tem uma tendência a aguçar a doçura do café.
Um exemplo disso é o irmão mais velho do Doce Aurora: o Doce Tango. Ele foi um café da safra de 2021-2022 da coffee&joy e foi cultivado na mesma fazenda em que o Doce Aurora é cultivado hoje, pelos mesmos produtores.
É importante lembrar que o doce do café não é igual ao doce do açúcar. O café é um alimento e, por isso, a sua doçura é característica da doçura das frutas. O morango, por exemplo, é uma fruta ácida, mas ainda assim é uma fruta doce.
Além de tudo isso, os métodos de preparo também são capazes de ressaltar ou apagar determinadas características dos cafés. Por exemplo, a Prensa Francesa, por ser um método onde o café fica infusionado por mais tempo na água, permite ressaltar a doçura e o corpo dos cafés. Já a Aeropress é um método por pressão, ou seja, a extração é mais rápida. Isso potencializa as notas ácidas do café. Um café ótimo para a Aeropress é o Tailândia, da assinatura coffee&joy.
fazendo o café
Utilizamos a proporção de 25g de café moído grosso para 250ml de água filtrada fervida.
Antes de começar, lavamos a prensa francesa com água quente. Isso faz com que nenhum resquício de sujeira possa interferir no sabor do café. E também deixa ela já em uma temperatura boa para receber o café.
Coloque o pó de café dentro da prensa francesa e em seguida, coloque a água fervendo de uma vez.
Aguarde 1 minuto e em seguida, misture a crosta de café que formará no topo da infusão.
Tampe com o êmbolo e aguarde mais 3 minutos.
Por fim, pressione o êmbolo até o fim para filtrar o café.
Com essa proporção, na prensa francesa, a gente consegue sentir ainda mais a doçura e o corpo do café Doce Aurora. Mas você pode ir alterando a receita em casa. O legal do café especial é que você pode brincar até descobrir qual te agrada mais – um café mais concentrado (mais pó para menos água) ou um café mais suave (menos pó para mais água).
O Doce Aurora é um café confortável, ideal para aqueles dias mais tranquilos, pós almoço com a família, quando o sono bate no sofá. Ele te abraça, assim como a Simone e o João, quando você chega lá na fazenda.
Com tantas notas sensoriais por aí, o café acaba intimamente ligado ao gosto individual de cada um. Mas, por quê não sair da zona de conforto e mergulhar na experiência sensorial que o café pode proporcionar? O café Tailândia tem notas de jaca e doce de manga, é um fermentado exótico e faz sucesso demais no menu da coffee&joy! Mas o que quer dizer um café ser fermentado ou exótico e o que isso tem a ver com o sabor dele?
Continue lendo ou assista o vídeo para conhecer.
o café Tailândia
Ele é produzido no sul de Minas, na cidade de Três Corações pela família de produtores Orestina, Aldo, Lucas e Tatiana. Ele é da variedade Mundo Novo e passou pelo processamento natural fermentado.
Depois que o café é colhido, ele passa por processos no pós-colheita para virar o grão cru e seco que vai ficar pronto para ser torrado. Nessa etapa, o produtor precisa preparar o café para secá-lo e desidratá-lo, até chegar a um grau de umidade específico para, após, ser beneficiado e comercializado.
O preparo dos grãos depois da colheita e antes do beneficiamento para comercialização, realizado pelo produtor, é chamado de processamento.
Algumas das principais características do Tailândia surgem devido ao processo de fermentação. Mas afinal, o que é um café fermentado?
Resumidamente, a fermentação do café é um tipo de processamento que pode ser feito pelo produtor, que degrada o fruto e a mucilagem do fruto através de microorganismos, podendo ser induzida ou natural. A degradação concebe compostos que influenciam o sabor e aroma do café.
Por exemplo, se o café é exposto à chuva, durante o tempo em que está no terreiro, ele pode fermentar sem que essa seja a intenção do produtor. Essa seria a fermentação natural. Já a fermentação induzida acontece quando há a utilização de equipamentos específicos para isso, como as bombonas, ou quando há a adição de algum microorganismo – como leveduras.
Em ambos os casos, as reações químicas vão alterar o sabor e aroma do café. É por isso que a fermentação do café é extremamente importante e delicada, uma vez que o que acontece é a alteração da composição do fruto.
A fermentação, todavia, pode ter um resultado bom ou ruim. Se ela for bem feita, bem controlada, com medição de temperatura e pH e com profissionais adequados para o processo, ela pode ser maravilhosa.
Agora, se for realizada de forma descontrolada, além de deixar o café com notas sensoriais desagradáveis, pode até fazer mal para saúde.
Depois de todo processo na fazenda, do benefício e rebenefício do grão, o café verde está pronto para passar para a próxima etapa: classificação, testes de torra, degustação, identificação das notas sensoriais e avaliação da SCA. É literalmente a avaliação de tudo que o produtor fez lá na lavoura.
A primeira parte depois da classificação, é o teste de torra. O grão verde é submetido a diversos tipos de torra, com a intenção de descobrir em qual perfil de torra aquele café apresenta maior potencial de sabor (torra clara, média ou escura).
Simultaneamente ao teste de torra, entra em ação também a percepção das notas sensoriais. É nesse momento que elas são identificadas.
O café Tailândia possui 86 pontos pelo protocolo da SCA e apresentou notas de abacaxi, doce de manga, jaca e leve umami.
Para sermos o mais claros e didáticos possível, nós categorizamos nossos cafés de acordo com suas características: intensos, frutados, exóticos ou doces. Com essas características, ele entrou na nossa categoria de cafés exóticos.
nomeação do café
Pronto! O café chegou com a torra definida e apresentou notas completamente inusitadas. Com isso, a gente já sabia que era um café exótico. Mas havia um problema. Tínhamos um café bastante complexo, mas sem nome – aí entra a parte mais “viajada”.
Para nomear os cafés da coffee&joy, a gente leva em conta as suas notas sensoriais, a história da família, a região de onde ele vem e até alguma curiosidade. No caso do Tailândia, optamos por seguir as notas sensoriais, já que elas são o que mais chamam atenção nesse café.
A nota de umami, por exemplo, é uma característica muito exótica para um café, e se trata de um sabor básico muito presente na culinária oriental. Já tivemos cafés com esse sensorial nas safras anteriores: Samurai, Origami, Magia Oriental. Ou seja, sempre recorremos à cultura oriental.
Entretanto, contudo, todavia… ele também tinha muitas notas de frutas tropicais que a gente conhece muito – então, isso nos levou a um outro lugar: alguma praia do nosso imaginário – pesquisamos muito e as cores das notas sensoriais deram match com as praias paradisíacas da, adivinhem só: Tailândia.
Agora que você já sabe um pouquinho mais sobre o Tailândia, é hora de descobrir o que ele entrega na xícara. Como é fácil controlar as variáveis neste método e por se tratar de um café exótico, optamos por prepará-lo na Aeropress.
Utilizamos a proporção padrão: uma colher de sopa para um copo americano de água (8g para 100ml). E aqui vai mais uma dica: apesar de ser essa a proporção padrão, o legal do café especial é que você pode brincar até descobrir qual te agrada mais – um café mais concentrado (mais pó para menos água) ou um café mais suave (menos pó para mais água).
Também optamos por utilizar a Aeropress na posição invertida. Depois de posicioná-la, basta adicionar o pó de café e realizar a pré-infusão (aproximadamente 30 segundos). Após esse tempo, recomendamos mexer um pouquinho o café. Uma crosta pode se formar na borda e isso influencia a pré-infusão do café. Depois, é só aguardar cerca de 2 minutos e meio e pressionar a Aeropress até que o ar saia, exatamente como uma seringa.
resultado
O Tailândia é um café com doçura média, acidez málica, corpo cremoso e finalização doce. É uma experiência incrível, porque dá pra ver na xícara o tanto que um processo cuidadoso faz diferença na hora de extrair todo o potencial de sabor do café.
Você já ouviu falar do Cone Coffee? É um método de preparar café que fez sucesso em 2019. O Cone Coffee é inovador e prático, bem parecido com o antigo – e afetuoso – coador de pano. Continue lendo ou assista o vídeo para conhecer um pouco mais sobre ele e descobrir se o Cone Coffee vale a pena ou não!
sobre o Cone Coffee
O Cone Coffee é um método brasileiro de preparar café, que teve seu auge em meados de 2019. A ideia do Cone Coffee é fazer um café somente com um filtro de papel, sem nenhuma outra intervenção. Ele é muito parecido com o clássico coador de pano, a estrutura é idêntica e não é somente uma coincidência.
material
O Cone Coffee é composto pelo aro e pela estrutura onde o filtro e o aro se encaixam – que é onde ele se assemelha ao coador de pano. O aro é feito de alumínio e o corpo do Cone Coffee é feito de aço, com uma pintura eletrostática – o que dificulta que a tintura descasque com o tempo.
utilização
A utilização é bem fácil. Basta retirar o aro, inserir o filtro de papel e encaixar o aro novamente. Como o filtro fica solto, sem suporte e sem encostar em nada, a ideia é que a água consiga correr melhor entre o pó de café, oferecendo um maior controle da extração.
fazendo café
Antes de qualquer coisa, sempre indicamos escaldar o filtro e os equipamentos com água quente – independente do método de preparo. Esse procedimento é quase uma lei e serve, basicamente, para tirar as impurezas do papel e evitar que haja influência de outros fatores no resultado final da bebida.
Opte por moer o café na hora de prepará-lo, se for possível. Caso não seja, escolha cafés de qualidade e com origem especificada. Na coffee&joy, o café é moído no momento do embalo.
Vale ressaltar que, como a extração do Cone Coffee é mais rápida, a acidez será acentuada – que é exatamente a proposta do Cone Coffee. Por isso, é importante se atentar ao tempo total de extração: no mínimo 2 minutos e 30 segundos e no máximo 3 minutos e 3o segundos.
pré-infusão
Os primeiros 30 segundos devem ser destinados à pré-infusão. Ela serve para “acordar o café” e garantir que ele ofereça todo o seu potencial de aroma e sabor. Basta adicionar água até cobrir o café e aguardar 30 segundos. Depois, é só ir adicionando a água – aos poucos e em movimentos circulares, sem ultrapassar o tempo máximo (3min e 30s). Isso é importante porque, se o tempo for menor que o necessário, o café fica sub extraído. Se o tempo for maior que o necessário, pode extrair demais e trazer amargor à bebida.
Nós utilizamos o café Mel Brasil, da assinatura coffee&joy. É um café exótico e bem frutado, com notas de maçã, melão, morango, mel e manga. A proporção que utilizamos foi 16g (uma colher de sopa e meia de café) para 200ml de água.
O Cone Coffee é interessante por ser extremamente prático – não faz bagunça nenhuma durante o preparo do café, basta apenas descartar o filtro – e rápido. A proposta dele é realmente fazer pouco café, uma ou duas xícaras no máximo. O resultado é um café com corpo e doçura claros, como em todos os métodos de preparo filtrados, mas com um toque a mais de acidez.
Você sabia que o café é uma fruta? O que a gente consome é a semente torrada e moída. Mas antes, ela passa por processos que geram diferentes tipos de café. E entre eles, existe o café especial: o tipo de caf´é de maior qualidade. Continue lendo ou assista o vídeo para saber mais sobre ele.
Já sabemos que o café é uma fruta – e bem docinha. O que a gente consome é a semente torrada e moída. Por isso, é correto dizer que a gente bebe “chá” ou “suco” de café!
Sobre os tipos de café, existe uma pirâmide que nos ajuda a entender melhor: na base dela, temos os cafés tradicionais – extra-forte, normalmente encontrados em supermercados. Acima deles, temos os cafés superiores. Em seguida, os cafés gourmet e, no topo da pirâmide, encontramos os cafés especiais.
Para um café ser considerado especial, ele precisa passar por uma extensa análise, com profissionais certificados da Associação Internacional de Cafés Especiais e, claro, receber uma pontuação acima de 80 pontos na metodologia de avaliação da SCA.
na prática, o que de fato é café especial?
O café especial passa por processos super cuidadosos até chegar na xícara. Ele é plantado em um terroir apropriado e é submetido a testes de torra para realçar toda doçura e sabor que ele apresenta naturalmente – afinal, ele é uma fruta. Todos esses processos garantem um café rico em aroma, sabor, doçura e outras características que vem do pé.
Muita gente tem o costume de chamar o café especial de “chafé”, mas isso não está relacionado ao fato dele ser uma fruta. Acontece que os cafés tradicionais, por não passarem pelos mesmos processos de qualidade que o café especial, apresentam defeitos e impurezas na matéria-prima como galhos, pedras, gravetos, etc.
Para disfarçar essas impurezas, eles são torrados excessivamente, até carbonizados. A torra excessiva do café afeta o sabor final da bebida, deixando-o amargo e quase impossível de consumir sem que seja adoçado. Além disso, a torra carbonizada também é responsável pela tintura preta na xícara. Ou seja, a cor não é sinônimo de intensidade, mas sim de coisas impuras.
Os cafés especiais já são tratados com maior cuidado e ciência. Tudo isso para garantir que o sabor natural seja realçado e não seja “queimado”. Normalmente os cafés de maior qualidade têm uma torra média; o que nos dá uma maior clareza de todo o sabor e doçura e notas sensoriais que essa fruta tem.
o que são as notas sensoriais dos cafés especiais?
As notas que vão no rótulo do café especial são percepções sutis que lembram outros alimentos, cheiros e gostos. Depois que o café especial é torrado, o profissional credenciado faz a prova e anota quais aromas, sabores e alimentos que aquele café lembra – naturalmente. É como se fosse as notas dos vinhos; não é nada artificial e cada café possui suas características próprias e naturais.
Essas notas surgem a partir de como aquele café foi tratado, quais foram os processos usados, o tipo de torra, a região, o clima e vários outros fatores. Tudo isso vai influenciar no sabor que a gente sente na xícara.
O café é composto basicamente por 10% de pó de café e 90% de água. Se tratando de um café de alta qualidade, com doçura natural e notas sensoriais, precisamos ficar atentos ao tipo de água que usamos.
Nós indicamos usar uma água mineral ou filtrada; pode ser do filtro de barro mesmo. A ideia é não usar uma água com impurezas ou com gosto de cloro.
qual a medida para fazer café especial?
Como o café especial geralmente tem uma torra mais clara e normalmente não “pinta” a xícara, muita gente chama de “chafé”. Vamos deixar claro: cor não é sinônimo de sabor. A proporção que recomendamos é de uma colher de sopa de café para 1 copo lagoinha de água – 10g para 100ml.
Para os métodos filtrados – coador de pano, coador de papel, cafeteira elétrica, entre outros – escolha uma moagem média. A moagem grossa é indicada para a Prensa Francesa e a moagem fina é perfeita para as máquinas de espresso. Se quiser fazer uma comparação, na moagem média o café precisa ficar do tamanho de um grão de açúcar cristal.
por que é melhor moer o o café na hora?
Moer café na hora é outra história. Faz toda a diferença! Isso porque o grão do café funciona como uma cápsula: assim que ela é rompida, os aromas começam a se dissiparem. Se não tá no café, tá no ambiente!
Moendo o café na hora você tem uma bebida mais rica em sabor. Com esse frescor, você consegue sentir com mais clareza a doçura e as notas sensoriais que o seu café tem.
Para quem está começando, indicamos um moedor manual que deixa a moagem mais uniforme.
Já deu pra perceber que o café pode ser muito mais do que aquele que estamos acostumados no dia a dia. O café especial é um alimento rico em sabor e uma bebida muito versátil. Ele combina com frutas, comidas, doces e várias outras coias. O café especial aceita tudo.
Acompanhe o nosso canal do youtube e descubra curiosades, dicas e combinações inusitadas com café.
Se tiver alguma dúvida, manda pra gente no instagram: @coffee_and_joy .
Café gelado é super comum em outros lugares do mundo. O Brasil é o maior produtor de café do mundo e ele faz parte do DNA nacional. Então porque a gente só tem o costume de tomar café quente? Continue lendo ou assista o vídeo para descobrir.
A gente vê em filmes e séries estrangeiras muita gente tomando café gelado. E por outro lado, aqui isso não é tão comum. Isso tem relação direta ao tipo de café que é usado.
Qualidade do café
Existem vários tipos de café. Se pensarmos em uma pirâmide, o café especial estaria no topo e logo abaixo, encontramos o café gourmet, o superior e na base da pirâmide está o café tradicional ou extra-forte. Este é o tipo de café mais consumido no Brasil.
Esse café que encontramos em qualquer supermercado é feito de uma matéria prima de menor qualidade e pode ter defeitos: às vezes má formação no próprio grão, gravetos, pedras, paus, etc. Para disfarçar tudo isso, ele é torrado ao extremo, carbonizado, e se torna o extra-forte que conhecemos. O resultado é um café amargo e com a necessidade de colocar açúcar.
Quando esse café esfria, ele fica ainda mais amargo. Por isso que quase ninguém toma café frio.
É mais difícil para o nosso paladar reconhecer o sabor dos alimentos e bebidas quando eles estão em alta temperatura.
Por exemplo: quando vamos experimentar uma comida direto da panela, precisamos assoprar para sentir o sabor.
Por ser amargo de natureza, o café tradicional é consumido extremamente quente. Quando frio ou até mesmo em temperatura ambiente, não conseguimos beber e logo taxamos café gelado ou frio como “ruim”.
Café gelado tem que ser de qualidade
A gente sente ainda mais o sabor, doçura e notas sensoriais quando o café está mais frio. Por isso que café gelado é muito comum em cafeterias – lugar onde se trabalha com um café de maior qualidade.
O café especial é o tipo de café mais exportado lá pra fora. Por isso que é muito comum ver em séries estrangeiras o consumo de café gelado.
Mas cada vez mais pessoas estão descobrindo que o café pode ser ainda melhor. Ele é um alimento rico em sabores e muito versátil. E na coffee&joy, buscamos levar essas cafés de qualidade para as casas de várias pessoas ao redor do Brasil. Conectando produtores amantes da arte do café com você.
O café é uma bebida faz parte do cotidiano de quase todo brasileiro. As chaleiras são utensílios importantes na hora de preparar o café, mas afinal, qual a diferença entre as chaleiras normais e as chaleiras de bico fino? Existem vários tipos de chaleiras no mercado e a pergunta é: será se elas interferem no sabor do café? Continue lendo ou assista o vídeo para descobrir.
Antes de tudo, precisamos entender melhor a relação da água com o café. Por que utilizamos água quente para prepará-lo? Acontece que o café é uma fruta formada por vários compostos aromáticos e sólidos solúveis – que são responsáveis pelas características do café, tais como a acidez, sabor, entre outras.
Para dissolver esses compostos, é preciso de duas variáveis: tempo e temperatura. E é por isso que utilizamos água quente para preparar o café, uma vez que a água fria ou em temperatura ambiente não é capaz de dissolver as moléculas do café rapidamente e, consequentemente, não extrai todo o sabor que a fruta pode oferecer.
Um exemplo claro disso é o cold brew. Ele é feito com a água em temperatura ambiente e, para que o sabor do café seja extraído, ele precisa ficar cerca de 12h em infusão, na geladeira.
Se tratando dos métodos coados, a grande diferença das chaleiras é o bico fino: ele oferece maior controle do fluxo da água.
Mas porque isso é tão importante? Uma vez que o tempo é uma variável relevante no preparo do café, a chaleira de bico fino é muito bem-vinda. Isso porque controlando a quantidade de água utilizada, conseguimos extrair melhor o sabor do café. Conheça as nossas chaleiras disponíveis no site.
Veja só: na Prensa Francesa, recomenda-se a infusão do café durante 4 minutos. Já no espresso, a água passa rapidamente pelo café – cerca de 30 segundos. Nos métodos coados, recomenda-se que a infusão seja feita em 30 segundos e a extração do café, em 3 minutos.
O controle da água na pré-infusão é muito importante porque é como se estivéssemos “acordando” o café. É nesse momento que começamos a hidratar o pó de café e onde o aroma e sabor são liberados. Depois disso é que a extração da fruta se inicia.
na prática
As chaleiras normais depositam a água muito rapidamente e em grande quantidade no café. Como não temos controle sobre isso, não existe separação das etapas (pré-infusão, infusão e extração). Assim que depositamos a água no pó de café, a extração começa. Isso faz com que percamos a complexidade do café.
Apesar disso, não significa que o café feito com as chaleiras de bico grosso ou com as leiteiras, por exemplo, seja ruim. Ele só vai ser menos complexo que um café preparado com as chaleiras de bico fino, ou seja, a percepção das notas sensoriais vai ser um pouco mais difícil.
Todavia, não adianta esperar um bom resultado sem utilizar um café de qualidade. Os cafés tradicionais geralmente possuem uma torra excessiva, até carbonizada – por isso a cor mais escura -, para disfarçar as imperfeições dos grãos utilizados e as impurezas que o acompanham.
Vale lembrar que o café aceita tudo! Para quem gosta de sentir todas as notas do café, sua complexidade, as nuances e brincar com os métodos de preparo, as chaleiras de bico fino são de grande importância. Mas elas não são primordiais: dá sim para fazer um café excelente sem a utilização das mesmas. No fim, o que importa é que o café seja bom pra quem está experimentando ele.
O café é muito mais que “só” a cafeína. “O café é rico em antioxidantes, minerais, vitaminas e flavonoides, mesma substância encontrada no vinho”, afirma Cercato, endocrinologista do HC da USP. A gente já sabe que a bebida estimula a concentração, a disposição, a atenção, dá bem estar, bom humor, fomenta a criatividade e afasta o sono… mas e os benefícios da cafeína para a saúde física e psicológica, você já sabe quais são?
1. café é aliado no tratamento de TDAH
Uma publicação feita recentemente pelo jornal O Globo, sobre uma pesquisa realizada pela revista científica Nutrients, afirma que a cafeína pode ser uma aliada no tratamento de sintomas do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). “[…] a pesquisa, conduzida por pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas da Catalunha (UOC), concluiu que um consumo da substância indicado por especialistas pode aumentar a capacidade de atenção e retenção de informações em adolescentes e adultos que sofrem do distúrbio psiquiátrico.”
2. café alivia o estresse
Através de um estudo publicado pela PNAS (publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos), realizado por estudantes brasileiros e americanos, pôde-se concluir que a cafeína alivia o estresse. O teste, realizado em ratos, foi constituído em submeter os animais a atividades estressantes e dividi-los em dois grupos ao longo de 3 semanas: os que bebiam água normal e os que bebiam água com cafeína. Após o período de teste, os grupos foram avaliados e o primeiro grupo apresentou níveis consideráveis de estresse que eram perceptíveis no cérebro.
3. café diminui a chance de desenvolver depressão
Um outro estudo, realizado por pesquisadores da Harvard School of Public Health (Escola de Saúde Pública de Harvard), mostrou que as mulheres que bebem quatro ou mais xícaras de café ao longo do dia possuem 20% a menos de chances de desenvolver depressão. Os pesquisadores estudaram 50.739 mulheres que participaram do Nurses’ Health Study. As mulheres, cuja idade média era de 63 anos, estavam livres de depressão quando o estudo começou em 1996. Os cientistas acompanharam prospectivamente o uso de bebidas cafeinadas e não cafeinadas e chocolate (que contém pequenas quantidades de cafeína) pelas mulheres no ano anterior até junho de 2006.
Nesta publicação, também da Harvard School of Public Health, foi descoberto que o café pode reduzir o risco de suicídio em adultos em 50%. Isso porque o café estimula o sistema nervoso central e atua como antidepressivo, o que aumenta a produção de hormônios como serotonina, dopamina e norepinefrina, levando a uma maior sensação de bem-estar. É importante ressaltar, porém, que adultos que já estão em fase de depressão não devem abusar do café para “curar” a doença: só um psiquiatra pode fornecer o melhor tratamento possível.
4. café te deixa mais inteligente
A cafeína também estimula as habilidades de pensamento e memória, bem como o estado de alerta. Isso ocorre porque suas substâncias estimulam o sistema nervoso central. É uma boa dica para quem precisa pegar a estrada ao amanhecer, por exemplo. E, de acordo com um estudo da British Medical Journal, esse fato foi comprovado numericamente. Motoristas que bebem café são 63% menos propensos a se envolver em um acidente.
5. café melhora o desempenho físico
Segundo uma publicação feita pela Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, o café melhora a performance física. “A cafeína traz benefícios ao organismo, diminui a sensação de sonolência e fadiga, aumenta o processamento mental, contribui para a irrigação coronária, melhora a concentração e memória, otimiza o tempo de reação e exerce a função de vasoconstrição da parte vascular cerebral.
Como se não bastasse, a cafeína tem propriedades analgésicas e diminui os efeitos da dor”, completa a nutricionista Bianca Sermarini. Para quem pratica atividades físicas, o café diminui as dores musculares, aumenta a disposição, estimula a concentração, funciona como suplemento muscular e proporciona o emagrecimento saudável.
6. café reduz a chance de desenvolver diversas doenças
Um estudo publicado pelo jornal O Globo afirma que “[…] o consumo [do café] agora é associado a um risco reduzido de vários tipos de doenças, incluindo Parkinson, doenças cardíacas, diabetes tipo 2, cálculos biliares, depressão, […] cirrose, câncer de fígado, melanoma e câncer de próstata.”
7. café alivia os sintomas do Mal de Parkinson
Um outro grupo de pesquisadores, estes da Universidade de McGill, no Canadá, fez uma grande descoberta através de um estudo com um grupo de 61 pessoas com Parkinson: a cafeína ajuda a aliviar os tremores e a recuperar os movimentos de pacientes que possuem a doença. Enquanto o um grupo recebeu uma pílula placebo, o outro grupo recebeu uma dose de 100 mg de cafeína duas vezes ao dia por três semanas e depois 200 mg duas vezes ao dia por mais três semanas, o que equivalia a entre duas e quatro xícaras de café por dia.
“As pessoas que receberam suplementos de cafeína experimentaram uma melhora em seus sintomas motores (uma melhora de cinco pontos na Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson, uma escala de avaliação usada para medir a gravidade da doença) sobre aqueles que receberam o placebo”, disse o Dr. Postuma. “Isto foi devido à melhoria na velocidade de movimento e uma redução na rigidez.”
8. café tem oxidantes e ajuda a retardar o envelhecimento
Também não é segredo que o café é utilizado pela indústria cosmética. Componentes químicos presentes no café, como antioxidantes (responsáveis por retardar o processo de envelhecimento), são amplamente explorados pela indústria cosmética. Isso sem falar nas inúmeras receitas de esfoliantes caseiros que usam café moído nos ingredientes.
9. café ajuda na digestão
Os benefícios não param por aí: poucas pessoas sabem que o café também ajuda na digestão. Ele estimula a função dos intestinos e do estômago e promove a mobilidade gastrointestinal; o café puro sem adição de açúcar ou leite também ajuda o metabolismo, o que consequentemente ajuda a perder peso.
10. o café reduz o risco de desenvolvimento da diabetes
Outro estudo da Harvard School of Public Health indica que o café pode reduzir diretamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Descobriu-se que as pessoas que aumentaram a ingestão de café tiveram um risco 11% menor de desenvolver a doença. Isso porque a bebida ajuda a reduzir a glicose e a insulina.
11. café reduz o risco de desenvolvimento do câncer de fígado
Além disso, pesquisadores da Queen’s University Belfast, do Reino Unido, depois de um longo período de pesquisa – mais ou menos 7 anos e meio -, e da análise de meio milhão de pessoas, afirmam que quem bebe café tem 50% menos chances de desenvolver câncer de fígado.
12. café reduz inflamações
Por fim, um estudo da Stanford University School of Medicine, conta que o café também contribui para o controle do sistema inflamatório, reduzindo inflamações.
muito além da cafeína…
Durante muito tempo, o café foi visto com maus olhos. Ao longo dos anos, o café foi considerado causa de uma série de doenças. Mas, beber café com moderação pode ser parte de um estilo de vida muito saudável.
É claro que o sabor, o aroma e a quantidade de cafeína do café variam de acordo com o tempo de torrefação, o tipo de moagem e a forma de preparo dos grãos, seja o expresso ou solúvel, o coado ou o descafeinado. Praticamente livre de contraindicações quando consumido puro e dentro do que os médicos chamam de “quantidade segura”, o café vai muito além da cafeína.
É válido ressaltar que, no geral, não estamos falando dos cafés tradicionais, extra-fortes, normalmente encontrados em supermercados, que tem a torra muito intensa e que pode ter até misturas.
Esses benefícios que falamos no post, estão diretamente relacionados ao café especial, que passa por todo um processo minucioso até chegar na xícara, para garantir a qualidade e trazer bem-estar à saúde. Se você ainda não conhece os cafés especiais, este link pode te ajudar.
Café especial torrado (esquerda) e café comum torrado (direita)
REFERÊNCIAS
CRITICAL REVIEWS IN FOOD SCIENCE AND NUTRITION . Coffee consumption and disease correlations. 2017. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/319389097_Coffee_Consumption_and_Disease_Correlations>. Acesso em 18 de abril de 2022.
EXAMINE.COM. Coffee. Disponível em: <https://examine.com/supplements/coffee/>. Acesso em 18 de abril de 2022.
EXAMINE.COM. What does caffeine do?. Disponível em: <https://examine.com/supplements/caffeine/>. Acesso em 18 de abril de 2022.
INSTITUT DE RECHERCHE POUR LE DÉVELOPPEMENT (IRD), FRANCE. Achieving sustainable cultivation of coffee: Breeding and quality traits. 2018. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/322275315_Nutritional_and_health_effects_of_coffee>. Acesso em 18 de abril de 2022.
LIPTON Richard et al. Caffeine in the management of patients with headache. J Headache Pain. 18. 1; 107, 2017. Acesso em 18 de abril de 2022.
LUDWIG, I. A.; et al. Coffee: biochemistry and potential impact on health. Food Funct. 5. 8; 1695-717, 2014. Acesso em 18 de abril de 2022. MAHONEY Caroline, GILES Grace et al. Intake of caffeine from all sources and reasons for use by college students. Clinical Nutrition. 38. 2; 668–675, 2019. Acesso em 18 de abril de 2022. MAYO CLINIC. Does caffeine help with weight loss?. Disponível em: <https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/weight-loss/expert-answers/caffeine/faq-20058459>. Acesso em 18 de abril de 2022.
HARVARD SCHOOL OF PUBLIC HEALTH. In the news: Is coffee good or bad for your health?. Disponível em: <https://www.hsph.harvard.edu/news/hsph-in-the-news/is-coffee-good-or-bad-for-your-health/>. Acesso em 18 de abril de 2022.
HARVARD SCHOOL OF PUBLIC HEALTH. The nutrition source: caffeine. Disponível em: <https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/caffeine/>. Acesso em 18 de abril de 2022.
O café é uma fruta e o que a gente consome é a semente dela torrada, moída e infusionada com água. Se essa fruta for bem plantada, colhida, tratada e preparada, o resultado é incrível. Disso eu e você já sabemos, né? Mas você sabe o que a borra do seu café diz sobre ele? E qual a importância da torra fresca do café? Continue lendo o post ou assista o vídeo para entender.
Você já deve ter ouvido falar que café de torra fresca e moído na hora é bem melhor. Mas você sabe por que isso é importante e como identificamos tudo isso?
Sabores e Aromas dos Cafés Especiais
A primeira coisa que é importante saber sobre os cafés especiais é sobre o processo que ele passa para chegar na nossa xícara.
Se todas as etapas de produção do café forem feitas de forma cuidadosa (da colheita ao pós colheita e da torra ao preparo), é possível ter um café muito mais gostoso.
Já falamos desse assunto em um outro post. Veja aqui.
Ao contrário de outras frutas que é só colher e comer, o grão de café fica pronto para consumir apenas depois de torrado, que é a etapa em que ele vai liberar todos os seus sabores e aromas. E, antes dele ser moído, este grão torrado funciona basicamente como uma cápsula que armazena os aromas e sabores do café. Assim que ele é moído e essa cápsula é rompida, ele já vai liberando tudo pro ar. Por isso que café moído na hora dá aquele cheirão no ambiente.
Esse é justamente um dos pontos que influenciam no sabor e é bem perceptível.
A Torra dos Cafés Especiais
Além do tratamento do café na lavoura, o perfil e data da torra diz muito sobre ele. Mesmo o café estando em grãos (antes de moer), logo após a torra o café já começa o seu processo de oxidação. Isso quer dizer que quanto mais tempo se passa da data que o café foi torrado, mais ele perde potencial de sabor e aroma.
Logo que o café é torrado, ele ainda possui um percentual de gás natural, que vem do próprio processo de torra e que é liberado lentamente com o tempo.
Este gás é perceptível na hora de preparar o café e a gente vê logo na borra: quando ela sobe e “incha” . Esse inchaço do café fresco ocorre por causa da liberação dos gases do café depois da torra e, quanto mais próximo do dia que ele foi torrado, mais gás ele libera.
Café especial C&J sendo resfriado logo após a torra
Para comparar como isso é perceptível, fizemos um experimento e colocamos lado a lado 2 cafés: um com 1 semana de torra e outro que foi comprado no supermercado com a data de fabricação de 4 meses atrás.
No primeiro, é possível ver já imediatamente que a bossa do café se expande e libera bolinhas, indicativa que o café ainda possui os gases da torra. No segundo, o café fica estático, não sobe de tamanho e até afunda levemente. Veja só na foto abaixo, o coador do lado esquerdo é com uma café de torra fresca, enquanto o segundo é de um café que tinha a informação de fabricação de 4 meses atrás:
Esse processo de expansão da borra é um indicador de que o café foi torrado recentemente e que é de qualidade. Mas porque isso é importante? Depois que o café especial é torrado, o indicado para ter um maior potencial de sabor da xícara, é consumi-lo de 7 dias a 3 meses. Até mesmo o café torrado no dia precisa ter um descansinho para ficar no melhor potencial dele.
Entretanto, isso não quer dizer que um café que tem uma data de torra mais antiga está estragado. Se estiver dentro da data de validade, está tudo bem consumi-lo. O ponto é que quanto maior o tempo da data de torra, menor o potencial de sabor e aroma.
Embalagem e Armazenamento do Café Especial
Café especial é tão incrível que a gente quer sentir tudo que ele tem de bom. É por isso que a gente torra café pelo menos duas vezes na semana por aqui na coffee&joy. Isso garante sempre grãos fresquinhos para os nossos assinantes em casa e com o melhor potencial do café.
Na parte de trás da embalagem dos cafés da nossa assinatura você encontra uma válvula. Ela serve exatamente para manter o gás dentro da embalagem e não explodi-la. Como os cafés por aqui são embalados muito próximo da data da torra, a válvula não deixa o ar de fora entrar e oxidar o café.
Por isso, o ideal é manter o café armazenado dentro da própria embalagem, bem fechado. Não coloque em pote transparente ou dentro da geladeira. Assim, você garante um café mais fresco, por mais tempo.
Chegou a hora de extrair do seu café o maior potencial dele. Se você ainda não conhece nossos cafés especiais, clique aqui para receber cafés fresquinhos em casa.
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