O latte é uma bebida à base de espresso e leite vaporizado muito famosa em cafeterias de todo o mundo. Conta com versões geladas e com acréscimo de ingredientes como chocolate e caramelo ou ainda com substituições ao café espresso, como o matcha (chá verde em pó). Fizemos a nossa versão do latte caramel, que é o café com leite cremoso e caramelo. É fácil e muito gostoso.
Assista ao vídeo ou continue lendo o post:
A mistura de café e leite já é feita na Europa desde o século 17 e acredita-se que o termo “caffè latte” foi usado pela primeira vez pelo escritor William Dean Howell, em “Italian Journeys”, publicado em 1867. A ele é dado o crédito de criar ou pelo menos de trazer ao público o termo que hoje é comumente chamado simplesmente de latte.
Não é nenhum segredo que o latte é muito popular nos Estados Unidos e nas cafeterias de segunda onda, como a Starbucks. Normalmente é servido em copos ou xícaras finas e altas, de 200 a 300 ml.
Ele é composto por 1 parte de café espresso, 2 partes de leite vaporizado e 1 parte (ou menos) de espuma de leite. É o drink de cafeteria mais indicado para quem gosta de uma bebida mais leve, com sabor sutil do café e textura mais fina.
Para esta receita, incluímos uma deliciosa harmonização com café e leite: o caramelo. Tem como usar caldas de caramelo prontas, mas abaixo, ensinamos a fazer em casa de uma forma rápida e muito barata.
Por último, a qualidade do café usado no preparo é essencial para uma bebida saborosa. Utilizamos o café Eclipse da assinatura coffee&joy. Ele harmonizou perfeitamente com os demais ingredientes. O Eclipse possui notas de frutas secas e cítricas, nozes e chocolate ao leite. Preparamos o café na prensa francesa, mas fique a vontade para escolher outra forma de preparo. Lembre-se de fazer um café concentrado.
Quer descobrir como preparar o seu? Confira a lista de ingredientes abaixo e aproveite!
– 115 ml de creme de leite em temperatura ambiente
– 10 gramas de manteiga gelada
Modo de Preparo:
Em uma panela, adicione o açúcar, as gotas de limão e a água. Mexa para dissolver o açúcar e leve ao fogo em chama baixa/média até engrossar.
Dica importante: Não mexa com a colher, se precisar, balance sutilmente a panela para misturar. Passe um pincel molhado na lateral da panela para limpar o açúcar que fica grudado na parede da panela. Dessa forma, o caramelo não cristaliza.
Quando a mistura engrossar, desligue o fogo e coloque o creme de leite. Misture com uma colher de pau ou de silicone e volte ao fogo baixo. Reduza o caramelo por 5 minutos e retire do fogo. Acrescente a manteiga gelada, misture e reserve.
PS: O caramelo pode ser guardado na geladeira por até 1 semana e utilizado como calda de sorvete e bolos. Você pode substituir o caramelo caseiro por um industrializado já pronto.
Em uma taça, caneca ou copo alto, adicione 40 ml de caramelo.
Adicione o leite vaporizado/batido devagar em cima do caramelo.
Por fim, coloque a dose de café bem devagar sobre o leite. O objetivo é formar uma camada de café abaixo da espuma do leite, para dar o efeito de duas cores.
Se quiser, adicione mais caramelo por cima.
Dica: o Latte Caramel fica muito gostoso gelado, então, para uma versão ideal para o verão, adicione 1 copo de gelo ao drink.
Enjoy!
Ficou com vontade de provar o drink?
E que tal preparar um em casa e ainda ganhar cafeínas? É só tirar uma foto bem bonita e marcar a @coffee_and_joy nas redes sociais!
Conta aqui nos comentários se gostou da receita e qual a próxima que gostaria de ver aqui.
Para preparar um café gostoso em casa não precisamos de muito, apenas de um café de qualidade e uma boa água já são o bastante. Porém, a forma como o café é preparado pode mudar completamente o resultado da bebida na xícara. Fizemos o mesmo café de duas formas diferentes: na Aeropress e na Prensa Francesa para comparar e ver o resultado final em cada um deles.
Para conferir a diferença do café feito na Aeropress e na Prensa Francesa, assista ao vídeo ou continue lendo:
Sobre a Aeropress A Aeropress é uma forma prática de preparar café em qualquer lugar. Com um pouco de água quente e café já é possível fazer uma bebida maravilhosa. Unindo pressão e o filtro de papel, a Aeropress consegue extrair um café com a potência do espresso e a delicadeza de um café coado.
Ela foi desenvolvida por Alan Adler em 2004. Alder começou seus estudos pelos processos de preparo de café já existentes. Seu objetivo era criar uma forma inovadora e que pudesse unir praticidade e qualidade na hora de extrair café. A aeropress foi apresentada ao mundo em 2005 em uma feira da indústria de café.
Composta por três partes principais: corpo, êmbolo e a tampa. Além de porta filtros, colher dosadora, mexedor e funil. Ela é bem parecida com uma seringa e pode até ser confundida com um brinquedo. É feita com material bastante resistente e como não tem peças delicadas ou de vidro, é bastante duradoura.
A Aeropress é uma das formas de fazer café mais práticas e versáteis já inventadas. Mudanças de moagem e temperatura são bem vindas durante o preparo. Por conta disso, acabou se transformando em um brinquedo na mão de quem gosta de fazer experiências com café.
Uma das suas versatilidades está na forma de preparar, que pode ser padrão e invertida. Na primeira, o café fica próximo a um café preparado no filtro de papel, já que segue o mesmo processo de gravidade, com a adição de pressão da seringa no final.
Já no preparo dela na posição invertida, o café pode ficar mais encorpado, similar a uma prensa francesa, já que ele fica em infusão antes de passar pelo filtro.
A Prensa Francesa é uma das formas mais clássicas de preparar café. Sua primeira versão foi patenteada na França, em 1852. No entanto, o modelo que é mais conhecido hoje foi desenvolvido em 1929 pelos italianos Attilio Calimano e Guilio Moneta. A Prensa Francesa pode ser preparada com muita praticidade e elegância. Além de deixar o ato de fazer café ainda mais charmoso. Existem prensas de diversos tamanhos e materiais, o que possibilita escolher a que melhor atende seu estilo de vida. Basicamente, a Prensa Francesa prepara o café por meio da infusão. O café é moído grosseiramente e fica em contato com a água quente por até 4 minutos. Após esse tempo, utilizamos um êmbolo para separar a bebida do café moído.
A Batalha dos Métodos
Para comparar o café feito na Aeropress com a Prensa Francesa, escolhemos o café especial Pink Lemonade. Ele é um café que possui um sabor marcante com notas que lembram limonada, morango e maracujá. Tem uma delicada acidez málica e cítrica, corpo médio, com uma finalização média doce e um leve frutado.
O Pink Lemonade foi escolhido por possuir um perfil sensorial de fácil identificação, principalmente a percepção das notas de limão, o que vai ajudar bastante na hora de comparar o resultado das duas preparações. O corpo médio e a acidez foram detalhes que levamos em consideração no momento de escolha. Buscando destacar o corpo da bebida na prensa francesa e na aeropress.
Café não é tudo igual. Cafés especiais possuem um sabor e qualidade bem diferentes dos cafés tradicionais. Neles é possível encontrar notas sensoriais naturais diversas e sabores que agradam até os paladares mais exigentes. Se ainda não provou cafés especiais, que tal começar por aqui.
Para cada preparo utilizamos 20g de café. Para deixar mais interessante a comparação, escolhemos preparar a Aeropress no modo invertido, já que o café fica em infusão, em um processo parecido com o que acontece com a Prensa Francesa, onde a água tem um contato maior com o café.
Por isso, usamos a moagem grossa nos dois métodos. Se a moagem for muito fina,o resultado seria uma bebida super extraída, com a presença de um amargor desagrável na xícara, por causa do tempo de contato do pó com a água.
Se possível, realize a moagem do café minutos antes do preparo. Caso não tenha um moedor em casa, não se preocupe, peça um café fresco e moído antes de ser enviado para você, com a moagem certinha Acesse aqui e saiba como.
Para preparar o café, fervemos 30oml de água de boa qualidade para cada um dos métodos. Usamos cerca de 100ml em cada equipamento para escaldar, garantindo a retirada de impurezas e o sabor de papel do filtro da Aeropress e para deixar tudo na temperatura ideal para receber o café.
Descartamos a água do escalde, adicionamos o pó de café e 200 ml de água de uma vez em cada um e deixamos por 3:30 minutos. Usamos um mexedor para misturar tudo e garantir que está tudo hidratado. Passado o tempo, descemos primeiro o êmbolo da prensa francesa, para que o pózinho do café decantasse para garantir uma xícara mais limpa.
Invertemos a Aeropress em uma jarra e apertamos a seringa para extrair todo o café.
AEROPRESS: Mesmo utilizando a infusão a bebida ficou mais ácida comparada a prensa francesa e menos turva. A xícara fica bastante limpa, por conta do filtro de papel que é utilizado. Além disso, o diferencial da aeropress é a adição da pressão no preparo do café, o que traz mais acidez e, consequentemente, mais complexidade ao café. O café ficou bem doce e com uma acidez agradável na boca, lembrando muito limão. Até parece que esprememos um pouquinho de limão no meio do café. Por este motivo, cafés especiais mais frutados são os mais indicados para fazer aqui, pois realça mais características como a acidez e doçura.
PRENSA FRANCESA: o que mais se destacou foi o corpo do café, ou seja, o peso da bebida na boca. O café ficou bem oleoso e suculento. Na xícara, o café ficou mais turvo e com uma textura diferenciada na boca por conta dos pozinhos do café que passam pelo filtro. Mas isso já era esperado, já que a Prensa Francesa usa um filtro de metal mais grosso que o de papel, o que permite a passagem dos óleos e de partículas mais finas de café. Em relação a acidez, se comparada a Aeropress ela não é evidenciada. Cafés com perfis sensoriais mais achocolatados e doces, que lembram caramelo, castanhas e especiarias são os mais indicados para o preparo da prensa francesa, já que o que mais se destaca aqui é o corpo.
Indo um pouco além, comparamos a diferença da Prensa Francesa e da Aeropress, levando em conta outros pontos, como limpeza, praticidade, dificuldade e versatilidade.
Pontuamos cada um deles numa escala de 1 a 5, veja só:
Depois de analisar cada um dos atributos da batalha dos métodos, a minha opinião pessoal é que a Aeropress é mais indicada para quem gosta de se aventurar no mundo do cafés e testar diferentes tipos, dos achocolatados e doces aos mais ácidos e exóticos. Ela é muito fácil de limpar e tem como alterar as receitas para ter resultados diferentes na xícara. E pode ser uma ótima companheira para pessoas que gostam de viajar e não abrem mão do cafezinho diário.
A Prensa Francesa é uma boa escolha para quem gosta de um café mais encorpado, por conta dos óleos. Seu preparo é bem prático e fácil, mas a limpeza requer mais atenção e precisa sempre de limpar na torneira. Como pode ser encontrada em vários tamanhos, é ideal tanto para quem faz muito café quanto para quem faz doses menores.
Gostamos de ambas! O que importa no final é o café ficar saboroso para quem vai tomar.
Teve alguma dúvida sobre as diferenças entre o café feito na Aeropress e na Prensa Francesa? Me chama no chat online.
Quem gosta de café provavelmente já viu por aí as expressões “Cafés Premiados”, “Cafés de Concurso”, “Café Campeão”. Mas já parou para pensar em como os melhores cafés são escolhidos? Mais do que isso, o que é que torna o café especial realmente especial? Neste post explicamos como os cafés especiais são classificados, o que são esses cafés ganhadores e, ainda, dar dicas de como preparar os melhores cafés do mundo em casa, de uma forma muito fácil. Preparamos um vídeo para esclarecer tudo isso. Assista ele aqui ou continue lendo o post. Vamos lá?
O que são cafés especiais?
Café não é tudo igual. O Brasil, por exemplo, é o maior produtor de cafés do mundo. Entretanto, apenas uma parte do café produzido em solo brasileiro pode ser considerado especial.
O café especial é a melhor qualidade de café que existe, está acima do café gourmet, do superior e do tradicional.
Para ter uma ideia, essa é a pirâmide de qualidade de café:
Para determinar a qualidade do café, é realizada uma avaliação profissional do café. Quem regula a classificação de cafés especiais é uma associação americana chamada SCA (Specialty Coffee Association), cuja representante no Brasil, é a BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais).
Quem realiza essa classificação de qualidade são apenas degustadores de cafés certificados pela SCA ou Q-Graders licenciados pela CQI (Coffee Quality Institute).
A SCA criou uma metodologia para avaliar cafés arábicas de todo o mundo. Padronizando quais notas sensoriais e atributos seriam avaliados. Isso significa que avaliadores de países diferentes podem classificar um mesmo café sem problemas, pois estarão seguindo normas que valem para todos.
Basicamente, os classificadores avaliam atributos físicos e os sensoriais dos cafés, que são os seguintes: fragrância e aroma, acidez, doçura, ausência de defeitos (também chamada de xícara limpa ou clean cup), uniformidade, resultado geral do café, defeitos (leves ou graves).
Após pontuar cada atributo, é necessário calcular o Resultado Final. A soma de todos os atributos é feita, com exceção ao “Defeitos”. Por fim, é subtraído do Resultado Final os valores dos Defeitos, obtendo-se a nota final de 0 a 100.
Este é o formulário utilizado para anotar as percepções e notas dos cafés:
Com base na nota final, o café é classificado da seguinte forma:
– Menor que 80 pontos: abaixo da qualidade de especial, que pode ser gourmet, superior, tradicional (extra-forte).
Como funcionam os campeonatos de qualidade de café?
Todos os anos, são realizados inúmeros concursos de qualidade de café por todo mundo e no Brasil.Um dos principais propósitos da maioria dos concursos é trazer maior integridade e transparência na indústria do café. Isso porque, os cafés que são submetidos a concurso, passam por uma análise criteriosa de qualidade, para, ao final, ganharem reconhecimento e recompensa financeira pelo trabalho árduo do produtor.
Um dos eventos de qualidade de café mais aguardados durante o ano é o Cup of Excellence (COE), que possui campeonatos no Brasil e em vários outros 11 países produtores como Bolívia, Burundi, Colômbia, Costa Rica, Etiópia, México, Perú, etc.
Também temos no Brasil o Coffee of The Year (COY), que tem como objetivo reunir os melhores cafés do Brasil e eleger os grandes destaques do ano, incentivando assim o desenvolvimento e aprimoramento da produção nacional e a divulgação de novas origens do café.
O Coffee of the Year de 2020 premiou 4 categorias diferentes, quais sejam:
ARÁBICA (via seca ou via úmida: natural, cereja descascado ou lavado)
CANÉFORA (via seca ou via úmida: natural, cereja descascado ou lavado)
FERMENTAÇÃO INDUZIDA ARÁBICA (fermentações igual ou superiores a 10 horas contínuas ou intermitentes – aeróbicas ou anaeróbicas – com ou sem adição de componentes exógenos)
FERMENTAÇÃO INDUZIDA CANÉFORA (fermentações igual ou superiores a 10 horas contínuas ou intermitentes – aeróbicas ou anaeróbicas – com ou sem adição de componentes exógenos)
Resumidamente, no COY, os produtores fazem a inscrição e enviam amostras dos cafés para serem torradas e avaliadas por especialistas. A prova dos cafés é feita por Q-graders renomados e os vencedores são apresentados durante a Semana Internacional do Café (SIC), que é uma feira que acontece todo ano.
Além dos concursos nacionais, existem concursos regionais de qualidade, como da Emater, de cooperativas e até de empresas da indústria do café.
Os concursos de qualidade são uma forma de reconhecimento do trabalho árduo dos produtores de cafés, suas famílias e colaboradores. Além da valorização do café nacional pelo mundo.
Matas Altas – O Segundo Melhor Café do Brasil pelo COY na Categoria Fermentação Induzida Arábica em 2020 Depois de ver o que são cafés especiais e o que são os concursos de café, chegamos na parte específica do café. Mas o que é um café especial que ganhou concurso?
Um excelente exemplo, é o café Matas Altas é um microlote super especial, produzido com muito carinho e dedicação pelas mãos do Saul Coelho e Pierre Mattos (os mesmos produtores do nosso café Bossa Nova). Ele vem da região cafeeira das Matas de Minas. Mais precisamente da Fazenda Alto Siritinga, localizada na cidade de Santa Margarida – MG
Os grãos da variedade catucaí vermelho apresentam características tão diferenciadas que o resultado foi o segundo lugar do melhor café do Brasil na categoria fermentação arábica do Coffee of the Year em 2020.
O café Matas Altas é um cereja descascado que passou por um processo de fermentação e, na xícara, apresenta fragrância e aroma intensos, com notas de morango, maracujá e um toque cítrico intenso de limão siciliano.
Com uma acidez alta málica e cítrica e corpo denso viscoso, o café tem um sabor refrescante com toques de limão siciliano, maçã, pêra, morango, melado de cana e uma finalização longa e complexa.
Nossa edição limitada do Matas Altas é fruto de uma longa relação de respeito e carinho com os produtores Saul e Pierre. Para homenagear a vitória e todo o trabalho por traz do café, fizemos uma edição limitada do café Matas Altas, preparando eles em latas únicas e preparadas de forma cuidadosa. Por ser um lote exclusivo, numeramos cada uma (de 1 a 330). E para completar, a lata pode ser reutilizada em casa. Veja aqui como ficou.
Quer saber como aproveitar o Matas Altas (ou outro café de concurso) da melhor forma possível? Continue lendo o texto para descobrir.
Qual a Melhor Forma de Preparar um Café Ganhador de Concurso em Casa?
No dia a dia podemos escolher as mais diversas formas para preparar um café saboroso. Desde as mais simples e que fazem parte de nossa memória afetiva, como o coador de pano. Até as mais elaboradas e que exigem um pouquinho de estudo para sua utilização, como Syphon ou Globinho, como é conhecida em alguns lugares do Brasil.
Já podemos adiantar que não existe jeito certo de fazer café e o melhor é aquele que se adapta a sua rotina e gostos pessoais.
Mas para aproveitar esse café no seu maior potencial, a gente tem uma dica. O coador V60 é uma das formas de preparo de café mais conhecidas no mundo dos baristas e muito utilizada nos campeonatos de barismo no Brasil e no mundo. Foi desenvolvida pela empresa japonesa Hario, especializada em equipamentos para preparar café, tais como: jarras, chaleiras, filtros e suportes. Já o nome V60 é devido ao formato cônico e a angulação de 60°.
O V60 possui espirais internas que ajudam na aderência do filtro de papel e passagem de ar. E uma abertura inferior com um diâmetro maior, o que proporciona controle no fluxo da água. Esses detalhes são o grande diferencial da V60.
A V60 pode ser encontrada com facilidade em lojas especializadas, e é possível de ser encontrada nos seguintes materiais: cerâmica, plástico, metal e vidro.
Escolhemos a V60 para o preparo do café Matas Altas, por conta do realce que o método dá para acidez e doçura dos cafés. Além de proporcionar uma bebida saborosa, equilibrada e sem a presença de resíduos na xícara. Ou seja, traz muitos atributos sensoriais do café para a xícara.
A V60 pode ser usada diariamente no preparo de diversos tipos de cafés. Dos mais doces aos com acidez elevada. Cafés com notas de frutas, especiarias, nozes, chocolate e caramelo ficam muito saborosos.
Proporção: Quantidade de pó de café e água Nessa parte, o equilíbrio é a palavra-chave. A quantidade de café moído em relação a quantidade de água pode definir se a bebida será mais intensa ou suave.
A SCA (Speciality Coffee Association) recomenda para o preparo de 2 xícaras de café (400ml) os seguintes parâmetros:
– 22 gramas de café na moagem média fina – 400ml de água mineral ou filtrada
– Água em torno dos 93°C – Tempo de preparo entre 2:30 e 3 minutos.
A proporção, nesse caso, é de 5,5%. Bebidas preparadas com nesses termos tendem a ficarem mais suaves e equilibradas. Entretanto, pode não agradar o paladar que está acostumado com cafés mais intensos.
Já em cafeterias, geralmente a proporção de 8% (8 gramas de café para 100ml de água) é a mais utilizada. Nesse caso, a bebida continuará equilibrada e agradará muitos paladares. A proporção de 10% (10 gramas de café para 100ml de água) é a indicada para quem gosta de bebidas mais intensas.
Escolhemos a proporção de 8% para preparar o Matas Altas de uma forma mais suave. Mas fique a vontade para aumentar a quantidade de café por xícara. Por exemplo, 20 gramas (2-3 colheres de sopa) para uma bebida intensa.
Moer na hora ou não moer na hora?
Nada como tomar um cafezinho feito na hora, né. Se for preparado com grãos de qualidade e moído na hora então? Aí, só melhora!
Realizar a moagem do café minutos antes do preparo é um cuidado que faz toda a diferença na nossa xícara. Isso permite tirar o que tem de melhor no café, deixando tudo ainda mais saboroso.
Se possível, realize a moagem do café minutos antes do preparo. Mas se não tiver um moedor em casa, não se preocupe. Enviamos o café com a torra fresquinha e com a moagem certa para o seu método de preparo favorito. Confira nossa assinatura!
Ah, e atenção na hora de escolher uma moagem. Moagens finas são recomendadas para o uso em máquinas de espresso. Já moagens médias, são mais utilizadas em filtros de papel e coadores de pano. Para prensa francesa, por exemplo, opte por uma moagem grossa.
Pode ou não pode ferver a água? Pode ficar com a consciência tranquila, viu. Ferver a água não vai queimar o café. Inclusive, recomendamos que ferva a água, isso ajudará a manter a temperatura por mais tempo. Além de garantir que todos os sabores do café serão extraídos durante o preparo.
A temperatura ideal para o preparo de um café saboroso é por volta de 92°-96°C. Lembre-se de utilizar água mineral ou filtrada no preparo. Veja como a qualidade da água pode transformar o café.
Confira abaixo, a receita que preparamos com o café Matas Altas na V60:
O que é necessário?
– Suporte de filtro V60
– Filtro de papel para V60
– Para preparar 200ml de café (1 xícara): 16 gramas (2 colheres de sopa cheia) do café coffee&joy Matas Altas na moagem média
– 200ml de água mineral ou filtrada Como preparar?
Aqueça 400ml de água filtrada ou mineral até levantar fervura (reserve cerca de 200ml para escaldar o filtro de papel e a xícara).
Dobre o filtro de papel na costura lateral e encaixe no suporte.
Escalde o filtro com parte da água quente. Isso ajuda a limpar o filtro, evita gosto de papel e já deixa tudo quentinho para preparar o café.
Coloque o café moído no filtro.
Derrame cerca de 50ml de água quente em cima do pó e aguarde 30 segundos, esse momento se chama pré-infusão e é quando os sabores e aromas do café são liberados.
Em seguida, adicione o restante da água em três partes (mais ou menos 50ml em cada adição ), fazendo movimentos circulares e constantes. No meio do preparo, mexa com uma colher ou mexedor para garantir que todo o pó de café está sendo hidratado.
7° Espere até que o líquido comece a gotejar e retire a V60 do decanter. O tempo total do preparo deve ser entre 2:15 e 2:30 min.
8° Mexa para homogeneizar o café e sirva em seguida.
9° Enjoy!
Nossas percepções do café
Na xícara o Matas Altas apresentou uma doçura incrível, lembrando a doçura de fruta madura e melado. Com uma acidez alta, um corpo denso e viscoso. A finalização foi uma surpresa, longa e bastante complexa. Um café muito aromático, refrescante e saboroso. Equilíbrio perfeito entre a acidez alta e doçura. “E uma das formas mais legais de apreciar o Matas Altas foi junto com os amigos. Nada como compartilhar um café incrível com quem amamos, né. “ Essa foi a sugestão de preparo do assinante que levou o Matas Altas 1/330 para casa.
Ficou curioso para provar o Matas Altas e testar outras receitas em casa? Acesse a loja da coffee&joy e aproveite enquanto ele ainda está no estoque. Ah e não esqueça de tirar uma foto ou gravar um vídeo preparando seu café, marque a @coffee_and_joy e fature muitas cafeínas!
A cafeteira italiana é uma das formas mais clássicas para preparar café em casa. Sem muito mistério, ela serve uma bebida quentinha e saborosa a qualquer momento, deixando a cozinha e o cantinho do café ainda mais charmoso. A Moka, como também é chamada, é tão popular que existem vários modelos e preços no mercado. Essa variedade pode nos deixar confusos na hora de entender qual a diferença entre uma cafeteira italiana mais barata de R$30 e uma mais cara de R$300.
Fizemos um vídeo para esclarecer essa dúvida. Assista ele completo aqui ou continue lendo o post.
Origem da Cafeteira Italiana
Antes de tudo, um pouco de história sobre a cafeteira italiana. O nome já dá uma dica do local de criação dela, né? A cafeteira italiana, moka ou mokinha para os mais chegados, foi patenteada por Alfonso Bialetti em 1933 na Itália. Ela logo tornou-se um fenômeno de vendas por lá e não demorou muito para alcançar o resto do mundo. Antes da cafeteira italiana se popularizar, era muito comum tomar café do tipo espresso em ambientes coletivos, como as cafeterias. O café era consumido de forma rápida para que os trabalhadores pudessem voltar ao trabalho energizados e prontos para um novo round, o que ainda é comum. A cafeteria italiana proporcionou, portanto, o preparo de uma bebida similar ao espresso, mas que poderia ser feita de forma fácil no conforto de casa.
Ficou apaixonado pela cafeteira italiana, né? Se ficou com dúvida em qual tipo de cafeteira italiana escolher para você dentre as diversas opções que existem por aí, não se preocupe, iremos te ajudar nesta missão! Antes de tudo, é importante entender como ocorre o funcionamento da cafeteira italiana e tirar algumas dúvidas de como utilizar de forma segura e prática. Vamos lá?
Como a cafeteira italiana funciona? Inicialmente, a moka foi projetada para ser usada no fogão. Entretanto, já é possível encontrar no mercado modelos elétricos ou que são apropriados para cooktops com indução de calor.
Basicamente, a cafeteira italiana funciona como uma mini máquina de espresso caseira. Utilizando um sistema de pressão para preparar uma bebida encorpada e saborosa, muito similar ao espresso.
Sua estrutura é composta por três partes principais:
Reservatório inferior: local onde coloca a água e a pressão necessária para o preparo do café é criada. Funil: onde coloca-se o café moído. Reservatório superior/recolhedor: onde a bebida vai sair depois de pronta. Outros componentes da cafeteira italiana são: válvula de segurança, anel de vedação, filtro, coluna (por onde o café jorra), alça, tampa e puxador da tampa.
Quando se adiciona a água e o pó de café nos respectivos compartimentos e leva a cafeteira italiana para o fogo, o calor faz com que a água aumente de temperatura e comece a evaporar com a consequente criação de vapor quente.
Este vapor aumenta a pressão dentro da cafeteira, empurrando a água do compartimento, forçando ela a sair para um ambiente com menor pressão. Portanto, a água que está sendo empurrada pela pressão, sobe pelo funil e passa pelo pó de café.
A água quente mais a pressão causada na sua saída, extrai os sólidos solúveis do pó de café e continua seu caminho passando pelo filtro metálico da cafeteira, saindo no compartimento de cima da cafeteira com o café já pronto.
Veja neste vídeo o funcionamento da cafeteira italiana:
Todo esse processo e principalmente por causa da pressão, o resultado é um café bem intenso e cheio de sabor e aromas. Por isso, a cafeteira italiana é uma ótima aliada para quem é fã de bebidas de cafeteria com leite, como o cappuccino e a mocha. Veja como preparar em casa 4 receitas deliciosas usando a cafeteira italiana
O que é importante saber na hora de escolher uma cafeteira italiana de qualidade A cafeteira italiana pode ser encontrada com facilidade em lojas e na internet. Com uma grande diversidade de valores, tamanhos e marcas. Mas afinal, como escolher uma que atenda a sua rotina?
A marca mais conhecida e renomada de cafeteiras italianas é a Bialetti. A empresa que leva o nome do seu fundador, é conhecida mundialmente pela qualidade de seus equipamentos para o preparo de café. E atua no mercado há mais de 100 anos.
O design tradicional da cafeteira italiana com oito lados, foi lançado em 1933 e até hoje é usado como base para outras empresas que vendem cafeteiras italianas. O formato octogonal, permite uma melhor distribuição de calor pela cafeteira durante o preparo do café. Inclusive, o modelo está exposto no MoMA (The Museum of Modern Art) em Nova York no departamento de Arquitetura e Design.
Abaixo, listamos alguns detalhes que fazem diferença na hora de adquirir uma moka:
1- Material Algo que deve ser levado em consideração durante a escolha é a qualidade do material em que a cafeteira foi fabricada. Pois, um material de baixa qualidade pode provocar inúmeros sufocos no dia a dia.
Cafeteiras de alumínio podem ir diretamente ao fogo. Inclusive, são uma boa alternativa para quem gosta de acampar, por exemplo. Já que um fogareiro portátil seria o suficiente para preparar café em qualquer lugar.
Já o aço inox tem uma durabilidade maior, além de pode ser usado em fogões de indução (se for usar em fogão de indução, sempre bom confirmar com o fabricante antes de comprar).
De toda forma, se for um material de qualidade, a cafeteira não amassa e pode durar por muitos anos. Aqui na coffee&joy temos uma cafeteira italiana que é muito usada a mais de 5 anos e continua perfeita.
Além disso, é importante que a alça seja de qualidade e esteja bem conectada no corpo. A Moka fica pesada quando se adiciona água e café e pode acabar causando acidente se a conexão não estiver boa. Ainda, se o material da alça não for bom, pode derreter ou deformar, já que ela fica bem perto do foto.
Palavra-chave: durabilidade
2- Tamanho A cafeteira italiana pode ser encontrada em diversos tamanhos. E é medida pela quantidade de xícaras que cada uma pode preparar. Normalmente, cada xícara é medida de acordo com padrão italiano de 50ml, ou seja: uma cafeteira de 6 xícaras faz 300ml de café.
Para o funcionamento correto da cafeteira é importante respeitar a capacidade de cada modelo.
Escolha aquela que melhor atender o consumo diário de café. Por exemplo, para quem toma apenas uma xícara (200ml) de café por vez, o modelo de 4 xícaras é o mais indicado. Já para quem toma muito café ou faz café para mais pessoas, os modelos de 9 a 18 xícaras são os mais apropriados.
Não é recomendado usar a cafeteira italiana na capacidade menor que a recomendada. Palavra-chave: consumo
Fonte: Google Imagens
3- Válvula de segurança
A cafeteira italiana possui uma válvula de segurança no reservatório de água. A válvula serve para controlar a pressão interna da cafeteira e evitar acidentes durante o uso. É bem parecida com a válvula de uma panela de pressão.
É importante que o modelo escolhido tenha a válvula e certificado de aprovação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
Palavra-chave: segurança
4-Preço
As cafeteiras italianas das marcas mais famosas custam por volta de R $260,oo (modelos menores) e podem chegar até R $500,00 em modelos com maior capacidade.
Já as marcas paralelas são facilmente encontradas por menos de R$ 100,oo em alguns sites de compras online. A escolha feita a partir do preço pode ser vantajosa para o bolso, mas no final pode acabar colocando sua segurança em risco. Cafeteiras italianas que possuem um material de baixa qualidade e certificações de segurança duvidosas estão mais propensas a acidentes domésticos no dia a dia. Um dos defeitos mais comuns em marcas paralelas é a pressão, tanto a excessiva como a falta dela.
Quando o equipamento não possui pressão o suficiente, seja pela vedação ou pelo mal funcionamento da válvula, a cafeteria não conseguirá extrair o café de forma eficiente. Como resultado, o café ficará “fraco” e em alguns casos a água não terá força para jorrar na parte de cima da cafeteira. Já quando a válvula não funciona, a pressão será excessiva e pode ocasionar acidentes no dia a dia, como o café jorrar com muita força e queimar quem está perto. Ou ainda, causar explosões.
Palavra-chave: qualidade
Confira abaixo um exemplo de quando a Moka não funciona corretamente. O vídeo foi enviado por um assinante da coffee&joy recentemente. Ele adquiriu um modelo paralelo e teve alguns problemas na hora de preparar o café.
Nesse caso, a cafeteria italiana teve dificuldade na hora que o café era jorrado na parte de cima e ficou respingando para todos os lados.
Depois de passar por todos os detalhes e especificações da cafeteira, veja a vantagem e desvantagem de cada um delas:
A segurança é uma dos detalhes que devem ser levados em conta na aquisição de uma cafeteria italiana. Por isso, escolha uma marca que possua certificações de qualidade e segurança. Sabemos que economizar em uma compra pode ser muito tentador e como não seria, né? Entretanto, essa economia pode não valer a pena no final. Tendo em vista, que equipamentos de baixo custo podem colocar nossa segurança em risco. Além de terem uma durabilidade reduzida e apresentarem defeitos com facilidade. Por isso, confira se a marca possui um selo de qualidade do INMETRO. E dê preferência para marcas já conhecidas no mercado, como é o caso da Bialetti. A empresa tornou-se referência quando o assunto é equipamentos para o preparo de café.
Ao contrário de outras formas de preparar café, como o coador, uma cafeteira italiana de qualidade é essencial. A nossa recomendação é usar uma boa cafeteira e respeitar os limites de capacidade e sempre usar conforme a orientação do fabricante.
Além disso, lembre-se de escolher um café e uma água de qualidade na hora do preparo. Mais de 90% do café é água. Uma água com sabor de cloro pode comprometer seu momento cafeinado. Acesse o post e entenda mais sobre a qualidade da água e sua importância na hora de preparar um café ainda mais saboroso.
E aqui vão algumas dicas para preparar café de forma segura, prática e saborosa na cafeteira italiana
1° É possível deixar o processo de extração do café ainda mais rápido. Basta colocar a água já aquecida no reservatório da cafeteira. 2° Para não deixar o café com um gosto metálico e evitar gosto de queimado, adicione um pouquinho de água na parte superior onde o café pronto será despejado. 3° Utilize a moagem média. Pois, uma moagem fina (indicada para máquinas de espresso) poderá entupir o filtro de metal e uma mais grossa (indicada para o uso na prensa francesa) deixará o café “ralo”. 4° Se possível, realize a moagem do café minutos antes do preparo. Ah, caso não tenha um moedor disponível, não se preocupe. Podemos enviar o café com a moagem certinha para a cafeteira italiana. Confira nossa assinatura!
5° Não é necessário compactar o café no funil. Isso pode atrapalhar o preparo do café. 6° Atenção na hora da montagem! Encaixe bem todas peças.
7° Deixe a tampa aberta durante o preparo. Assim que o café começar a jorrar, tampe a cafeteira e retire do fogo.
8° Durante a montagem da cafeteria italiana, lembre-se de encaixar bem todas as peças. Isso garante a segurança e o funcionamento correto na hora do preparo. E não se esqueça de realizar a limpeza após o uso.
Tem dúvidas com relação a outras formas de preparar café? Conta para a gente nos comentários. Podemos ajudar na hora de escolher o que melhor se encaixa na sua rotina!
Bônus: Qual o melhor café para usar na cafeteira italiana?
Café é gosto! Mas tem os que mais combinam com você ou com o utensílio que você vai usar. Para a cafeteira italiana e por causa das característica de extração dela (prepara um café mais intenso e com mais presença), indicamos cafés doces e mais intensos.
Por aqui, indicamos e sempre usamos os cafés Pampa e Eclipse na Cafeteira Italiana; ficam perfeitos para receitas com leite também!
Misturar café com bebida alcoólica pode parecer estranho, mas em alguns países europeus é uma tradição no inverno. Tanto o famoso Irish Coffee na Irlanda como a Moretta Fanese italiana, foram criados com intuito de esquentar e fortalecer em dias frios. Mas a tradição dos cafés alcoólicos logo foi se espalhando pelo mundo e hoje é muito comum. Inspirados nestas tradicionais receitas e aproveitando o frio brasileiro das últimas semanas, criamos uma receita bem gostosa e fácil de fazer: o café cremoso com conhaque.
Assista ao vídeo ou continue lendo para ver a receita completa.
Para essa receita, escolhemos o conhaque, por harmonizar bem com o café e ser facilmente encontrado. O conhaque, por ser muito aromático e com sabor marcante, é usado na composição de bebidas típicas de inverno, como o “Choconhaque”. Também é usado na culinária para flambar alimentos, para trazer aromas e sabores para o prato.
Se não tiver conhaque em casa, não se preocupe, este drink também fica gostoso com uísque ou com uma boa cachaça envelhecida.
Para trazer mais aroma e densidade ao Café Cremoso com Conhaque, criamos um xarope de açúcar com especiarias caseiro. É bem prático de fazer e fica pronto rapidinho. Mas é opcional e para ficar mais prático ainda, pode substituir apenas por colheres de açúcar.
Mas o grande segredo desta receita é o creme de leite que vamos colocar em cima. Ele é uma substituição ao chantilly e traz cremosidade para o café. Além disso, ajuda a equilibrar os demais ingredientes e deixa o drink com um aspecto muito bonito, com camadas e texturas diferenciadas.
A dica é usar o creme de leite em temperatura ambiente e aerar com um mixer.
Na hora de montar o drink, o açúcar do xarope muda a densidade do café com conhaque e permite que o creme fique na superfície do café por mais tempo.
A qualidade do café também é importante para ficar gostoso. Usamos o café raio-do-sol da assinatura da coffee&joy. Ele possui finalização doce e com notas que lembram caramelo, limão siciliano e amêndoas, o que harmonizou perfeitamente com o conhaque e as especiarias. Preparamos ele na prensa francesa, mas qualquer método de preparo pode ser utilizado nessa parte.
Ficou com vontade de provar o drink? Veja a lista de ingredientes e já corre para preparar!
Rendimento: 1 porção
Tempo de preparo: 5 minutos
Ingredientes:
200ml de café coffee&joy já pronto. 50ml de conhaque.
1 colher de açúcar ou 50ml de xarope de açúcar com especiarias (opcional – veja como fazer em casa no final do post).
1/2 fatia de laranja (natural ou desidratada).
100ml Creme de leite batido.
Modo de preparo: Prepare o café como de costume. Usamos a prensa francesa, mas faça o café como de costume em casa e lembre de usar um bom café. Aqui tem várias dicas de como fazer o café.
Em uma caneca grande ou copo, adicione uma colher de açúcar ou 50 ml do xarope de especiarias (receita do xarope logo abaixo).
Coloque o café quente e mexa para dissolver o açúcar.
Adicione os 50ml de conhaque e a rodela de laranja.
Bata o creme de leite com uma colher, com mixer ou em uma cremeira/espumador para deixá-lo mais cremoso. Caso o creme de leite esteja gelado, aqueça no microondas por alguns segundos. Aquecer o creme de leite vai ajudar a manter a temperatura do drink por mais tempo.
Adicione o creme de leite já batido bem devagar em cima do café. O objetivo é formar uma camada de mais ou menos um dedo.
Decore com raspas de laranja.
Enjoy!
Xarope de especiarias (opcional):
Ingredientes:
50ml de água filtrada ou mineral quente
20 gramas de açúcar (2 colheres de sopa)
Especiarias a gosto (pode usar mix já pronto ou fazer o seu. Aqui usamos 1 cravo da índia e 1 pitada de pimenta preta, canela, gengibre ralado e noz moscada)
Modo de preparo:
Em um copo, adicione todos os ingredientes e mexa para derreter o açúcar.
Tampe o recipiente e aguarde esfriar.
Coe com uma peneira ou utilize um filtro de papel para clarificar/coar o xarope. Assim, ele ficará com um aspecto mais “limpo” (também é opcional).
Coloque o xarope em uma garrafa esterilizada.
Obs: O tempo de validade do xarope refrigerado é de 15 dias.
O xarope de açúcar é ótima opção para quem gosta de preparar drinks em casa. Tem um preparo fácil e é barato em relação aos xaropes industrializados. Pode ser saborizado com ingredientes simples, como frutas e especiarias. Aqui, adicionamos especiarias termogênicas para compor a harmonização e deixar o drink mais “quentinho”.
Ah, e aproveita para tirar uma foto bem bonita e marcar a @coffee_and_joy nas redes sociais e ganhar cafeínas!
A única coisa que precisa para preparar um delicioso café em casa é um café de qualidade e uma boa água. Dois ingredientes que se forem de qualidade e misturados no tempo e temperatura corretos, vão mudar o dia de qualquer pessoa. Por serem tão simples, alguns detalhes fazem a diferença e ainda geram muitas dúvidas, como qual a melhor água e se pode ou não ferver a água do café.
Nesse post, respondemos as perguntas mais comuns e importantes sobre a água do café e que vão te ajudar a fazer um café muito gostoso em casa. Assista ao vídeo ou continue lendo.
Por que é importante saber sobre a qualidade da água na hora de fazer café?
Os ingredientes para fazer um café são: pó de café e água. Uma boa proporção na hora de preparar café especial no filtro comum é 1 colher de sopa (10g) de pó de café para cada 100 ml (1 copo) de água.
Isso quer dizer que mais de 90% do café é composto por água. Assim, a qualidade da água utilizada não é apenas um detalhe, mas sim fundamental para quem busca ter um café ainda mais gostoso.
Além disso, não é nenhum segredo que os cafés tradicionais, que a maioria das pessoas estão acostumadas, possuem uma torra muito escura, o que resulta em um café de sabor muito intenso e amargo. Com o tempo nos acostumamos com esse amargo, muitas vezes disfarçado com bastante açúcar ou adoçante e passamos a gostar do “café forte”.Já os cafés especiais apresentam em sua grande maioria uma torra mais clara, mantendo as melhores características do grão, sua doçura natural e notas sensoriais diversas, resultando em um sabor muito mais delicado e agradável.
Amostra de café comum cru (esquerda) e amostra de café especial cru (direita)
Escolhido um café de qualidade, o próximo passo é a água.
O tipo de água influencia no café?
Sim, e pode influenciar tanto positiva como negativamente no café. Tudo o que está presente na água pode afetar o sabor do café, inclusive os compostos e minerais que são adicionados durante o processo de tratamento da água.
Alguns exemplos de compostos que podemos encontrar na água que consumimos diariamente, além do cloro e do flúor, são: cálcio, ferro, sulfatos, bicarbonato, magnésio, potássio, bário e etc.
Nas cafeterias especializadas, é comum encontrar filtros de água próprios para preparo de cafés coados e espressos. Esses filtros têm como papel principal padronizar e elevar a qualidade da água em todas as bebidas preparadas. Isso também ajuda na conservação dos equipamentos do local, assim, os baristas podem extrair o melhor do café, preservando seus sabores e aromas.
Mas em casa ou até mesmo no trabalho, nem sempre temos em mãos um filtro de água com a mesma qualidade. Nesse caso, é importante conferir as informações presentes no verso da garrafa (se utilizar água mineral) ou o manual de instrução do filtro de água utilizado para o preparo do seu café. Para se ter um parâmetro da importância da água, a Specialty Coffee Association (SCA), que é a associação de cafés especiais que possui protocolo de avaliação para cafés especiais, possui uma regra específica para a água utilizada. Segundo a SCA, a água para o preparo do café para realizar a avaliação sensorial seguindo o seu protocolo, não deve ter a presença de cloro e possuir um Ph neutro (entre 6,5 e 7,5). Isso porque, a água que não seguir estes padrões, interfere no sabor final do café.
Pode usar água da torneira e qual a melhor água?
A água da torneira das cidades normalmente contém uma grande quantidade de cloro e outros compostos químicos como flúor. Estes componentes possuem sabores específicos, o que significa que eles irão afetar o gosto do café final.
Para se ter um parâmetro, a quantidade de cloro presente na água da torneira de cada cidade é diferente de uma para a outra. Por exemplo, no Estado de São Paulo a quantidade mínima e máxima de cloro, são respectivamente de 0,2 mg/L e 5,0 mg/L, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp.
Já em Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais, a água fornecida pela Copasa – Companhia de Saneamento de Minas Gerais contém por volta de 1,15 mg/L de cloro, segundo o relatório de qualidade da água feito em 2020.
Por causa disso, para quem procura ter um café gostoso em casa, o ideal é sempre optar pela utilização de uma água mineral ou filtrada. Isso vai garantir uma água mais pura e com menos sabor de compostos que vão influenciar no sabor final do café.
Qual a melhor forma de usar a água da torneira para quem não tem outra opção? A água da torneira não é a mais ideal para o preparo do café, pois o cloro e os outros minerais que normalmente estão presentes na sua composição, impactam no sabor natural do café.
Todavia, tem algumas dicas para quem não quer deixar de usar a água da torneira, que vão ajudar.
Uma boa opção é conectar um purificador ou um filtro direto na torneira, para retirar o excesso de impurezas e minerais. Hoje também existem garrafas e jarras purificadoras mais acessíveis. Em todo caso, é importante seguir o manual de uso do fabricante, inclusive referente a troca de vela ou filtro recomendada (normalmente são indicados 6 meses ou após um volume de água filtrada)
O tradicional filtro de barro é uma forma acessível para se obter uma água de qualidade em casa e sem gastar muito. Além disso, ele mantém a água sempre em uma temperatura agradável para o consumo por conta da argila, sem falar que deixa a cozinha muito charmosa. Sua filtragem é feita por meio da gravidade e conta com versões que possuem carvão ativado para retirar o excesso de minerais e odores da água, mas acaba deixando a água com leve gosto de argila e terra, por conta do contato da água com a parede do filtro. Aqui, também é importante seguir as recomendações do fabricante sobre a troca da vela de filtragem, que normalmente é a cada 6 meses de utilização.
Na falta de filtros e purificadores, uma dica para quem vai utilizar a água direto da torneira é remover parte do cloro, deixando a água em uma jarra ou vasilha destampada por pelo menos 3 horas, em um local que tenha o mínimo possível de partículas e resíduos. Uma parte do cloro presente na água, irá evaporar por conta da exposição ao sol e ao ar, mas é necessário ficar atento ao risco de contaminação ao deixar a água descoberta.
Apesar da evaporação não ser o meio mais eficaz para retirar o cloro, este processo junto com a fervura da água, ajudam a reduzir o gosto de cloro da água da torneira.
O mais importante, além do gosto da água, é saber se a concessionária de água da sua cidade recomenda o consumo da água que chega na sua casa, sem realizar filtragem ou purificação dela. Além disso, para garantir uma boa água, é essencial que o reservatório de água de casa ou prédio esteja sempre limpo.
Pode ou não ferver a água e qual a temperatura ideal da água para fazer café?
SIM! Pode ferver a água normalmente, mas retire ela do fogo assim que entrar em ebulição. Quando a água começa a evaporar, os sais minerais dela ficam mais concentrados e o sabor desses minerais concentrados influenciam no gosto do café.
Utilize a água logo depois de fervida, quando ainda estiver bem quente para escaldar o filtro e os demais utensílios. Será o tempo o suficiente para que a água chegue em uma temperatura boa para o preparo do café.
De acordo com a SCA (Specialty Coffee Association), na hora de preparar o café, é recomendado que a temperatura da água no ponto de contato com o café esteja entre 93,0°C, com uma variação máxima de 3° para cima ou para baixo. Ao nível do mar, a água ferve quando chega a 100°C. Em diferentes altitudes ela pode ferver em temperaturas mais altas ou baixas. Por exemplo, em Belo Horizonte, MG, dependendo de onde estiver, a água ferve quando atinge 96°- 97°C.
Então, a água para o preparo do café pode ser fervida tranquilamente. Ela não vai queimar o café e vai influenciar diretamente na quantidade de compostos que serão dissolvidos na hora de extrair o café, conferindo os sabores e aromas na xícara.
Uma temperatura baixa não terá calor suficiente para extrair os compostos do café, gerando uma bebida incompleta, sub extraída, com acidez muito intensa e até um sabor azedo.
Mas a temperatura da água não é a única variável na hora de fazer café, então é sempre bom conciliar as questões de temperatura com as outras variáveis, como o tempo. Temperaturas mais elevadas combinadas com muito tempo de preparo do café, por exemplo, podem ocasionar uma super extração. O resultado nesta hipótese, portanto, será uma bebida com bastante amargor.
Tem que escaldar o filtro ou os outros equipamentos?
Sim, o processo de escaldar o filtro de papel, pano ou metal é essencial para o preparo de um café saboroso. Isso garante que o seu café não terá gostos indesejados e/ou impurezas.
Principalmente os filtros de pano e de papel, podem conter resquícios de material, então é importante fazer essa limpeza inicial.
Além da limpeza, escaldar os equipamentos como o coador, prensa francesa, etc., ajuda a manter tudo numa boa temperatura para receber o café na hora de preparar. Isso porque, diminui a velocidade da perda de temperatura durante a hora de preparar o café e depois que ele já está pronto.
Ah, e se quiser também pode escaldar a xícara para manter o café quentinho por mais tempo.
Já tinha parado para pensar no quanto a água pode fazer diferença no café? Todas essas dicas são para ressaltar a importância da água no preparo do café. Com indicações simples e práticas para melhorar a qualidade da água que será usada e deixar o café ainda mais gostoso. O intuito é que possa ajudar na hora de escolher o que se encaixa melhor em cada realidade. Sempre garantindo um café mais saboroso. Quer ir mais a fundo? veja Quatro Passos Simples Para Acertar o Preparo do Seu Café Especial em Casa
E se estiver procurando melhorar ainda mais o café em casa, não deixe de conheceros Cafés Especiais para descobrir sensações e histórias incríveis!
É só fazer um friozinho que a gente quer logo tomar um chocolate quente bem gostoso. E se der para juntar o chocolate com o café, fica ainda melhor. Criamos uma receita fácil, prática e gostosa de chocolate quente com café para o inverno. Continue lendo para ver a receita completa ou assista ao vídeo.
Chocolate quente é uma das bebidas mais afetivas que existe. Traz conforto e as propriedades do chocolate trazem uma sensação de bem estar para o nosso corpo. Quem nunca comeu um chocolate para se sentir melhor?
Agora junta tudo isso com os benefícios do café? Que traz energia e muita disposição? É quase uma poção mágica. Perfeita para tomar nos dias frios para trabalhar ou até para os fins de semana, para maratonar a série favorita.
Sabe o que é o mais legal dessa receita? Ela não usa amido de milho para engrossar o leite e é tão prática que dá para fazer até no microondas. Fica pronta em menos de 5 minutos.
Como é uma receita muito simples, o segredo está na escolha dos ingredientes. Use um chocolate de qualidade e que você goste. Pode usar ao leite, 50%, 70% ou 85% cacau, desde que seja um bom chocolate.
Aqui, usamos o café Pampa da assinatura da coffee&joy. Como ele tem notas de chocolate ao leite e especiarias, harmoniza perfeitamente com o chocolate e o leite. Preparamos ele no filtro de pano, porque é bem prático para fazer uma dose única para usar no drink, mas dá para fazer o café usando o que tem em casa. A dica é fazer um café mais intenso para que o gosto dele apareça no chocolate e crie a harmonização perfeita.
1/2 barra de chocolate (cerca de 40g – 1 colher de sopa bem cheia)
1 colher de sopa de chocolate em pó (cerca de 10g)
1 copo (120ml) de leite integral ou vegetal gelado
Opcionais: Chantilly ou marshmallow a gosto e raspas de chocolate para decorar
Modo de preparo:
Prepare o café como de costume. O ideal é fazer o café um pouco mais intenso. Para essa receita, usamos 1 colher de sopa de pó de café para 50 ml de água. Usamos o coador de pano para fazer apenas uma dose, mas pode usar o que tiver em casa. Aqui tem dicas de como fazer em casa.
Leve 120ml de leite direto da geladeira para o fogão ou microondas. No fogo, esquente até que comece a borbulhar e no microondas leve por 50 segundos em potência máxima e vá observando. É muito importante não deixar o leite ferver, pois ele perde textura e cremosidade quando ferve.
Pique o chocolate em pedacinhos bem pequenos. Use uma faca e vá cortando em lasquinhas, aproveite também os pózinhos que vão saindo quando corta a barra.
Em um copo, adicione o chocolate picado e o chocolate em pó. Coloque um pouco do leite cremoso e misture até ficar bem homogêneo. Adicione o café e, novamente, misture para incorporar.
Por fim, adicione o restante do leite bem rápido para misturar tudo.
Se quiser, pode adicionar chantilly ou marshmallow, mas é opcional. Também pode enfeitar com chocolate ralado ou em pó em cima.
O filtro de pano e o de papel são as formas mais populares de fazer café no Brasil. Eles são práticos, baratos, fáceis de usar e ambos preparam um bom café. Testamos um mesmo café especial nos dois filtros e, neste post, falamos sobre qual a diferença do café feito no filtro de papel e no filtro de pano, tanto no sabor quanto na praticidade de limpeza e usabilidade. Continue lendo para saber ou assista ao vídeo.
Sobre o Filtro de Pano
O filtro de pano é uma das formas mais populares de preparar café no Brasil, é simples de usar e faz um café muito saboroso.
A estrutura dos coadores com filtro de pano é bem simples, conta com um tecido de algodão pouco poroso e, normalmente, vem com um suporte circular de metal, madeira e outros materiais. Também é encontrado nos formatos dos filtros de papel convencionais e até com uma haste circular para ser apoiado nos suportes de filtros (coadores) comuns de plástico.
E é isso que o torna tão especial: a sua simplicidade mas que é capaz de unir várias qualidades desejáveis em um só café.
Um detalhe importante sobre o filtro de pano é a limpeza e o armazenamento. Por ser feito de tecido e usado diariamente, o filtro de pano retém muitos resíduos que afetam a qualidade e sabor do café com o tempo. O ideal é trocar o filtro de pano por um novo pelo menos uma vez no mês.
Antes de cada uso, é importante sempre escaldar o tecido, jogando água fervida nele para limpar. Após o uso, o coador deve ser higienizado com água quente, pode usar sabão ou detergente neutro. Ele deve ser guardado em um pote ou vasilha com água e tampado na geladeira para evitar a proliferação de bactérias.
Apesar do coador de pano não durar tanto tempo como o filtro de metal, é uma boa alternativa para quem quer reduzir a utilização de filtros de papel.
Sobre o Filtro de Papel
O porta-filtros que conhecemos hoje foi inventado em 1908 por uma dona de casa alemã, a Dona Melitta Bentz. Ela estava em busca de um café gostoso que não ficasse com resíduos do pó na xícara e foi a precursora do coador mais famoso do planeta, que até hoje leva o seu nome.
Aqui no Brasil, o coador e o filtro de papel chegaram por volta do ano de 1968. Hoje, ele é uma das formas de preparar café mais utilizada pelos brasileiros, junto com o tradicional coador de pano.
Com o passar dos anos, o suporte de filtro foi evoluindo e hoje se encontra versões com diversas cores e materiais, como porcelana e vidro. Também é possível encontrar o coador com curvaturas e ângulos diferentes, como por exemplo o cônico ou o de base achatada, que trazem resultados diferentes na xícara para todos os gostos.
Uma coisa é certa: a grande diversidade de coadores de papel anima qualquer barista e entusiasta dos cafés especiais.
A Batalha dos Métodos
Para fazer uma comparação entre as diferenças do café feito no filtro de pano e no filtro de papel, usamos o mesmo café especial: o Havaí. Ele é um café marcante que possui notas naturais de cereja, framboesa, lima e abacaxi. A acidez é complexa málica e cítrica. O corpo do café Havaí é denso e possui uma finalização que é ao mesmo tempo doce e ácida. Uma explosão de sabores.
Escolhemos este café pois ele tem acidez complexa e notas frutadas bem marcantes e, por isso, é excelente para fazer a comparação nos dois tipos de filtro. Os cafés especiais tem melhor qualidade, notas sensoriais naturais e são bem mais agradáveis que os tradicionais. Por isso, para fazer este teste, faz muito mais sentido usar este tipo de café. Se você ainda não conhece cafés especiais, sugiro começar por aqui.
Para o preparo em cada filtro, usamos 15g do café Havaí na mesma moagem: a média. Se a moagem for muito grossa, a água irá passar muito rápido sobre o café ele ficará sub-extraído. Por outro lado, se a moagem for muito fina, o café terá uma super-extração, porque tem uma maior superfície de contato com o pó.
Fervemos 150ml de água para usar em cada filtro. Mas antes, escaldamos os dois para tirar quaisquer resquícios de impurezas, o gosto de papel e do pano dos filtros e também para já deixar tudo na mesma temperatura.
Fizemos os cafés da mesma forma conforme as indicações de preparo. Colocamos um pouco da água para fazer a pré infusão, aguardamos 30 segundos e colocamos o restante em movimentos circulares e constantes. O tempo total de cada preparo foi de 3 minutos. Aqui tem os passo a passo completos de como fazer cafés nestes e em outros métodos.
O resultado final na xícara foi surpreendente!
Veja só o resultado:
FILTRO DE PANO : o que mais se destacou aqui foi o corpo, ou seja, o peso do líquido dentro da boca. Ficou bem mais oleoso e suculento se comparado com o café do filtro de papel. Na xícara, o líquido fica levemente mais turvo, alguns poucos pozinhos de café passam para a xícara e o café também fica com mais óleos. Isso era esperado, já que o filtro de pano tem menos barreira para passar o café que o de papel, o que permite a passagem dos óleos e um pouco dos resíduos de pó de café. Com relação a acidez, não fica tão evidente como a do filtro de papel e, por isso, fica mais doce. A minha conclusão é de utilizar aqui cafés com perfis sensoriais mais voltados para frutas brancas, chocolates, doces, caramelo, castanhas e especiarias, já que é a doçura e o corpo que mais vão realçar no filtro de pano.
FILTRO DE PAPEL : o café ficou perceptivelmente mais limpo na xícara, sem nenhum resíduo de pó. A bebida teve um equilíbrio entre os sabores do café, a acidez ficou mais evidente, comparado com o café no filtro de pano. O peso do café na boca (corpo), também fica mais sutil e mais leve. Senti a doçura do café facilmente. A minha conclusão é que, para o filtro de papel, usar cafés mais frutados e com mais acidez é melhor, já que são estes os atributos que mais são identificados neste método.
Agora, indo um pouco mais adiante, comparamos a diferença dos filtros de pano e de papel, considerando outros pontos, como limpeza, praticidade, dificuldade e versatilidade.
Pontuamos cada um deles numa escala de 1 a 5, veja só:
Conclusão
Depois de fazer os testes e analisar todos os atributos sensoriais, de limpeza e praticidade, a minha opinião pessoal é que o filtro de papel deve ser usado por quem gosta de cafés mais frutados com uma xícara mais limpa. Ele é muito fácil de limpar e tem como alterar as receitas para ter resultados diferentes na xícara.
O filtro de pano traz uma bebida com mais corpo e óleos, então para quem gosta de café mais intenso, é uma boa opção. Além disso, não utilizar filtros de papel é um excelente método para quem se preocupa com a sustentabilidade e o futuro do planeta. E também há economia, por dispensar qualquer acessório extra. Mas é necessário trocar o filtro de pano pelo menos uma vez por mês e guardar ele na geladeira.
E você, o que acha de cada um deles? Me conte nos comentários qual o seu preferido e se tem mais alguma dúvida sobre eles. Deixe também sugestões de batalhas que você gostaria de ver por aqui.
O mais importante de tudo, é que o café tem que ficar gostoso para quem vai tomar e escolher o tipo de café e a forma que vai preparar é muito importante para chegar na fórmula do café que cabe no seu dia a dia.
A paçoca de amendoim é um doce tradicional do Brasil, que tem uma história muito interessante. Além de ser acessível, gostosa e fácil de encontrar, ela combina (e muito) com outro queridinho brasileiro: o café. Continue lendo ou assista ao vídeo para saber como fazer um café com leite cremoso com paçoca.
Origem da Paçoca e Seus Benefícios
Antes de fazer a receita, vou te contar uma curiosidade muito interessante sobre um dos doces mais brasileiros que existem. Muita gente não sabe, mas a paçoca é um prato típico indígena e seu nome se origina de um termo tupi que significa esmigalhar, se referindo ao processo de preparo antigo em que esmagavam-se os ingredientes com as mãos ou com um pilão.
A paçoca, na verdade, foi originada a partir de uma receita salgada indígena, feita à base de farinha e carne. Essa receita salgada é tão prática e nutritiva, que acompanhou também os tropeiros nas suas longas jornadas.
Atualmente, o formato mais comum é a paçoca doce, feita com amendoim. Um doce que acompanha os brasileiros tanto nas festas juninas como nos outros meses do ano.
O interessante é que o amendoim, que obviamente é o ingrediente principal da paçoca, tem vários benefícios para a saúde. Assim como castanhas e nozes, de acordo com o Ministério da Saúde, o amendoim é rico em fibras, vitaminas, minerais e gorduras saudáveis, possuindo compostos antioxidantes e, por causa disso, um potencial preventivo de doenças.
Nesta receita, juntamos a paçoca com o café, que também possui vários benefícios para a saúde. Aqui tem um post completo com alguns destes benefícios. O mais importante, para que essa receita fique muito gostosa, é escolher ingredientes de qualidade e gostosos.
Adicione um pouco de leite em cima da paçoca e misture até ficar homogêneo, adicione o restante do leite e, por fim, o café.
Misture tudo antes de beber e aproveite.
Bônus: Se quiser, esfarele um pouco de paçoca no final, por cima do leite para decorar. Também pode colocar um pouco de doce de leite na borda, para dar um toque especial (não é essencial, já fica gostosa só com os ingredientes acima).
Você não precisa de ir na festa junina para matar a vontade de churros. O doce mais famoso das festas de inverno no Brasil, tem uma versão diferente e super fácil de fazer que virou bebida. Continue lendo ou assista ao vídeo no final para saber como fazer um café cremoso com sabor de churros.
Os churros são doces que tiveram sua origem na Europa, mais precisamente, na Espanha e Portugal. Eles são muito comuns nos países latinos desde o México até a Argentina. Cada região tem a sua própria variação do doce e dos recheios.
Aqui no Brasil, os mais comuns são os churros fritos no óleo vegetal. Eles são feitos a base de água e farinha de trigo, com uma camada gostosa de açúcar com canela e finalizados com um delicioso recheio de chocolate ou doce de leite.
Para unir a paixão pelos churros com a do café, criamos uma receita de café cremoso, com gostinho de churros. É bem fácil de fazer e a harmonização é incrivelmente deliciosa.
Em um copo ou caneca, espalhe o doce de leite usando as costas da colher por todo corpo interno do copo. Polvilhe uma parte da canela sobre o doce de leite, para ficar dessa forma aqui:
Em seguida, adicione o leite cremoso e o café.
Se quiser, adicione chantilly por cima.
Finalize polvilhando um pouco da canela por cima. Misture tudo e aproveite!