Café Forte ou Café Fraco? O Que São os “Chafés” e o Que Realmente está por Trás dos Cafés Fortes

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É muito comum para quem gosta de um café mais intenso e está acostumado com os comuns – que são aqueles cafés que se encontram nas gôndolas dos supermercados -, relacionar a coloração escura da bebida com a intensidade. Além disso, comparar o café especial mais claro com chá ou “chafé” pelo mesmo motivo. Mas sabia que a cor do café tem mais a ver com a qualidade da matéria prima utilizada e o grau de torra do grão? 

O “café forte” é uma classificação que as pessoas dão a um café que, normalmente,  foi extremamente torrado para disfarçar defeitos e, por isso, só traz amargor e gosto de queimado.

Quer saber como isso ocorre e descobrir o porquê do café especial gerar uma bebida com tonalidade mais clara na xícara? Assista ao vídeo ou continue lendo o post.

 

O Processo do Café e os Tratos Antes da Torra

O café tradicional extra-forte é um tipo de café que se encontra facilmente nos supermercados e que está presente em muitas casas brasileiras. Por isso, ele é um café produzido em massa para atender essa grande demanda.

Já o café especial, é produzido em menor escala e se encontra mais facilmente em lojas específicas, assinaturas e e-commerce especializados. Na maioria das vezes, vem com identificação de origem, torra fresca e em embalagem que preserva suas qualidades por mais tempo.

Mas, antes de tudo, para entender porque existe café forte e café fraco e qual a diferença de café especial e café comum, é necessário voltar para conhecer um pouco como é o processo do café como um todo. Em outras palavras, é importante entender alguns caminhos que o café percorre desde a fazenda até chegar na xícara.

É importante lembrar que o café é um fruto. Ele é uma cultura perene que se colhe uma vez ao ano. Isso quer dizer que a planta deve ser cuidada durante o ano todo para ter frutos de qualidade.

Depois que o café é colhido, ele passa por processos de secagem em terreiros ou maquinário próprio, até chegar em uma determinada umidade. Este processo pode demorar vários dias para concluir ainda na fazenda. Só depois de secar é que o café ficará na umidade ideal para ser beneficiado até que, por fim, ele será vendido e negociado cru. 

Se quiser ver mais detalhes sobre estes processos na fazenda e do preparo do café para comercialização, tem um post completo aqui que mostra com detalhes a longa jornada do café da lavoura até a xícara.

Esta daqui é uma amostra real de um café que é comumente chamado pelos corretores de cafés de “escolha” e que é vendido para ser torrado. Esse café tem vários defeitos e impurezas, como grãos ardidos, verdes mal granados, gravetos, pedras, cascas, etc.

Isso acontece porque o café é uma fruta. Ela pode apodrecer, sofrer fermentação indesejável com ação de fungos e bactérias, que formam grãos pretos e ardidos, por exemplo. 

Se for colhido no tempo errado, ainda haverá grãos verdes, oriundos da fruta que não madurou direito. Também, pode haver outros defeitos por conta de ataque de praga na planta, por exemplo. Isso acontece com o café, igual com qualquer outra fruta.

Além disso, depois que o café é beneficiado, ele pode ou não passar por uma fase chamada de re-beneficiamento. Nessa fase, separa-se grande parte dos grãos perfeitos das impurezas e dos grãos com os defeitos.

Isso é completamente normal no processo, já que o café é uma fruta e pode sofrer ações naturais ou externas que fazem com que perca qualidade.

Mas a diferença do café para as outras frutas é que, este tipo de café que tem defeitos e impurezas, será aproveitado pela indústria, torrado e vendido para consumo.

A Torra dos Cafés Fortes

O próximo passo do café depois dos processos acima é chamado de torra, que é a fase em que o café adquire cor e sabor. É aqui que entendemos o de onde vem a expressão “café forte”. Quando se compara uma amostra de café comum (foto: amostra da direita) torrada e moída com uma de café especial (foto: amostra na esquerda), é possível perceber a diferença de cores. Nos cafés comuns, a tonalidade é bem escura. Isso acontece porque nesses cafés, geralmente, é aplicada uma torra mais forte onde se “cozinha” o grão por mais tempo em temperaturas mais elevadas. Esta torra mais potente também é usada para disfarçar todas aquelas imperfeições presentes na matéria prima, já que uniformiza os grãos, deixando tudo na mesma coloração e, ainda, traz um amargor e a sensação de café “forte” na xícara.

Café especial torrado (esquerda) e café comum torrado (direita)

Este “café forte” é tradicionalmente consumido aqui no Brasil e as pessoas estão acostumadas a tomar café amargo e muito escuro. A reação de alguém quando toma um café especial pela primeira vez, que a coloração é mais clara, muitas vezes é algo parecido com “isso não é café, está muito aguado – é chafé” e que “café de verdade é café forte e amargo”.

Indo um passo além e refletindo sobre nossos gostos e tradições, a culinária brasileira é extremamente diversificada e balanceada. Consome-se muitos grãos como arroz e feijão, os mais diversos vegetais e tipos diferentes de carnes.

Essencialmente, se tempera a comida usando alimentos que são extremamente aromáticos e que não amargam a comida, muito pelo contrário, potencializa o seu sabor e harmoniza perfeitamente. Os temperos variam por região, mas se usa, por exemplo, sal, alho, coentro, azeite de dendê entre outros.

O interessante é que nenhum desses temperos amargam a comida. E por que o café – que é um alimento que é consumido diariamente e às vezes, várias xícaras por dia – tem que ser amargo? E por que a maioria esmagadora das pessoas falam que café tem que ser forte? Porque tem que tomar café muito quente e escaldante para ser suportável ou disfarçar com muitas e muitas colheres de açúcar para conseguir tomar?

Já que temos uma culinária baseada no sabor e na harmonia, porque quando o assunto é café, não se preocupa com sabor mas só com a potência de amargor que vem de um cozimento muito excessivo? 

foto: shutterstock

Na cozinha, quando algum alimento queima e passa do ponto, ele não é consumido. Quem já cozinhou muito o arroz a ponto de queimar, sabe qual a sensação de pescar grãos branquinhos na panela, mas que mesmo assim ficam com cheiro da fumaça amarga.

E por que as pessoas fazem isso com o café? Café é um alimento, uma fruta e, como qualquer outra, tem que ser tratado com muito cuidado. Mas muitas pessoas ainda consomem um café que foi extremamente torrado, a ponto de carbonizar e queimar, o que deixa ele muito mais amargo. Mais do que isso, ele tem que ser consumido quando muito quente ou com muitas colheres de açúcar, para disfarçar esse amargor.

Por que o “Chafé” é o Melhor Café?

Na hora de fazer o café, quando se fala de cafés comuns, além da torra muito escura, a moagem do pó ainda é extremamente fina. Isso faz com que se extraia muito os compostos que estão ali, já que a superfície de contato com a água quente é bem maior do que um café com uma moagem média, por exemplo. 

Por outro lado, o café especial (ou “chafé” como é chamado muitas das vezes) não apresenta aquela cor escura do café “pretinho” comum. Mas essa cor clara não interfere na intensidade do sabor, pelo contrário, ela ressalta sabores e aromas que vem dos tratos culturais na lavoura combinados com a técnica de uma torra bem feita. Para aprofundar mais nas características sensoriais dos cafés, veja este outro post aqui.

O café especial, diferente do tradicional, é um café tratado com cuidados bem minuciosos. Todo o processo que ele passa é transparente e cauteloso. Por não ser um café de grande escala de produção, é possível conhecer a origem, as pessoas e tudo que está por trás dele. 

Esse tipo de café é cuidadosamente separado, cuidado e bem uniforme. Na etapa de re-beneficiamento do café, o especial é aquele que foi separado dos defeituosos. Quando se compara uma amostra real do café comum com o especial antes de torrar, a diferença é extremamente chocante.

Amostra de café comum cru (esquerda) e amostra de café especial cru (direita)

 

Torra do Café Especial

Já no processo de torra, quando se fala de café especial, ele é bem mais complexo que aquela única torra escura do café comum. Por ser um café puro e bem cuidado, cada lote tem as suas qualidades sensoriais naturais e é na torra que será possível destacá-las. 

Para conseguir evidenciar todo o potencial de cada grão, ele passa por uma série de testes de torra, em um processo técnico e cuidadoso, feito por profissionais qualificados. E, enfim, é aplicada aquele perfil de torra que mais destaca o potencial dele. Veja mais sobre o processo de torra dos cafés especiais neste link aqui.

E é por isso que, dentro deste universo de cafés especiais, é possível trabalhar com níveis de variação de torra, por exemplo clara, média e escura e que confere as seguintes características para a bebida: 

Tora clara: café com acidez alta, aroma sutil, com corpo e doçura moderados.

Torra média: café com acidez equilibrada, aroma acentuado, com corpo e doçura bem desenvolvidos.

Torra escura: café com acidez e corpo reduzidos, aroma acentuado, com notas de chocolate meio amargo (torra escura é diferente de torra carbonizada, que lembra borracha queimada e a doçura é substituída por um intenso amargor.

 

Mito do Café Forte X Café Fraco

Normalmente, as pessoas assimilam o café fraco com um café aguado ou feito com pouco pó. Mas se tratando de cafés especiais, o café de torra clara deixa a bebida com tons mais avermelhados devido a sua torra. O sabor, todavia, não vai ser aguado.

A verdade é que este tipo de torra, se bem feita, irá destacar a acidez e doçura natural do café e o resultado será uma bebida com sabor diferente, extremamente aromática, com presença e corpo.

Quando se prepara um café comum, com poucas colheres de sopa é possível fazer um litro de café, já que a única característica que se extrai da bebida é a cor (preta) e o amargor.

Já nos cafés especiais, um bom ponto de partida é usar 15g de pó de café (cerca de 1 colher de sopa bem cheia), para 150 ml de água. Uma diluição muito maior do que para os cafés comuns. Veja aqui como fazer café em casa como um barista.

Mas e Para Quem Gosta de Café Forte e Amargo?

Gostar de um café intenso não é motivo para tomar cafés ruins e que não tragam tudo o que o grão tem de melhor na xícara.

Para quem está começando ou quer experimentar os cafés especiais, é muito indicado começar por cafés de torra escura. Esse perfil de torra nos cafés especiais, irá ressaltar notas mais intensas e envolventes, com sabores que lembram chocolate amargo e castanhas – mas nunca aquele amargor excessivo do café comum.

Se quiser uma dica por onde começar, veja esse kit de degustação de cafés aqui ou então este outro kit de cafés intensos.

Outro ponto muito importante é a proporção que vai usar na hora de preparar. A intensidade também está muito ligada a isso, se o resultado que procura é um café mais intenso como sabor marcante – “o então café forte”, – use uma proporção mais concentrada 15g (uma colher de sopa bem cheia) para cada 150 ml de água. Nessa proporção é possível sentir toda a complexidade do café especial e ainda manter o café intenso.

A forma com que prepara o café também influencia muito. Se gosta de café mais forte, porque não fazer um café na cafeteira italiana ou na máquina de espresso? São duas formas de fazer café que deixam a bebida bem mais intensa.

Se quiser aprofundar no assunto, aqui tem dicas de como fazer café em casa, de várias formas diferentes.

Porque, no final das contas, o que importa é que o café fique gostoso para quem vai tomar. E, mais do que isso, informação sobre processos é importante para que as pessoas entendam e consigam fazer escolhas conscientes na hora de escolher o café que vai tomar todo dia – e até várias vezes no mesmo dia.

Uma Reflexão

E agora, depois de ver todas essas diferenças, a conclusão que eu chego é que, na verdade, seria o café especial o verdadeiro café? O “Chafé” como é chamado o café de cor mais clara e avermelhada não seria, na verdade, o melhor potencial do café? O café comum não deveria então ser o café especial?

E digo mais, café especial mais clarinho é realmente sinônimo de café fraco ou aguado? Faz o teste aí, compare os dois e depois me conta aqui nos comentários.

Qual a Diferença do Café Feito no Coador com Filtro de Papel e no Coador com Filtro de Inox?

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Existem centenas de formas de fazer café. Para cada utensílio de café, mesmo que se utilize o mesmo pó e a mesma quantidade, o resultado é diferente na xícara. O filtro de papel e o filtro de inox são muito parecidos no formato, mas utilizam filtro de materiais diferentes e tem diferença no café feito em cada um deles.

Para ver o resultado, fizemos o teste e comparamos um mesmo café feito no filtro de papel e no filtro de inox. Assista ao vídeo ou continue lendo para saber as nossas percepções das diferenças e conhecer as vantagens e desvantagens de cada um.

 

Sobre o Filtro de Papel – Hario V60

Para esse experimento, escolhemos utilizar o coador Hario V60 que tem um formato muito parecido com o coador de inox. O suporte V60 recebe esse nome por seu formato cônico ‘V’ e angulação de 60º e é fabricado por uma empresa japonesa especializada na produção de equipamentos para preparar café chamada Hario. O método é muito popular entre baristas e coffee lovers pelo mundo todo e sempre marca presença em campeonatos mundiais de preparação de café.

Ele possui espirais internas, que ajudam na expansão do pó de café. Também possui uma abertura com diâmetro maior no fundo, que proporciona um controle na velocidade do fluxo da água, esses dois detalhes são o diferencial desse método.  Além de poder ser encontrado em 4 materiais diferentes: acrílico, vidro, cerâmica e metal.

Os filtros de papel convencionais não se encaixam corretamente nesse suporte, por isso é necessário ou utilizar o filtro desenvolvido pela própria marca, que possui um formato cônico ou dobrar o filtro convencional da lateral da base até a abertura, de forma que se transforme em um filtro cônico.

O filtro de papel em forma de cone adiciona profundidade à camada de café, de modo que a água flui para o centro, estendendo a quantidade de tempo que está em contato com o café moído.

Para saber mais sobre o coador Hario V60, tem um post completo dele aqui neste link.

Filtro de Inox – Pour Over da Bialetti

A marca Bialetti, conhecida mundialmente pela fabricação de métodos de preparo de café, desenvolveu um equipamento para preparar um café coado que não precisa de filtro de papel: o pour over Bialetti.

O equipamento é feito de inox 18/10. A malha fina que compõe o coador é adequada para utilizar a moagem média, que é a mesma para os filtros de papel normais. Por ser constituído com um inox de alta qualidade, é bastante resistente e o equipamento não corre o risco de enferrujar. 

Como possui o formato cônico, ele possui o mesmo efeito do coador Hario V60, já que o formato de cone adiciona profundidade à camada de café, de modo que a água flui para o centro, estendendo a quantidade de tempo que fica em contato com o café moído.

Para saber tudo sobre o coador de inox, acesse este link.

A Batalha dos Métodos

Para fazer uma comparação entre as diferenças do café feito no coador com filtro de papel e no coador com filtro de inox, usamos o mesmo café especial: o Flor Amélia. Ele é um café que possui notas de maçã, abacaxi madura e lima. A acidez é cítrica, possui um corpo cremoso e a finalização é longa e refrescante

Escolhemos este café, pois ele tem acidez equilibrada e notas bem fáceis de serem identificadas, e, por isso, será um excelente café para comparar nos dois métodos. Os cafés especiais tem melhor qualidade, notas sensoriais naturais e são bem mais agradáveis que os tradicionais. Por isso, para fazer este teste, faz muito mais sentido usar este tipo de café. Se você ainda não conhece cafés especiais, sugiro começar por aqui.

Usamos 15g de café para cada filtro utilizando a mesma moagem: média. Se a moagem for muito grossa, a água irá passar muito rápido sobre o café e teremos uma sub-extração e se a moagem for muito fina, o café teria uma super-extração, pois a superfície de contato das partículas do café moído fino são maiores.

>> Veja também 1a edição da Batalha do Métodos: a diferença do café feito na prensa francesa e no filtro de papel. <<

Fervemos 150ml de água para cada método. Mas antes, escaldamos os dois para tirar quaisquer resquícios de impurezas, tirar o gosto de papel do filtro e já deixar tudo na mesma temperatura.

Fizemos os cafés conforme as indicações de preparo e o tempo total de cada preparo foi de 3 minutos. Aqui tem os passo a passo completos de como fazer cafés nestes e em outros métodos.

O resultado final na xícara foi surpreendente!

Veja só o resultado:

FILTRO DE PAPEL HARIO V60 : o café ficou perceptivelmente mais limpo na xícara, sem nenhum resíduo de pó. A bebida teve um equilíbrio entre os sabores do café, a acidez ficou mais perceptível, comparado com o café no filtro de inox. O peso do café na boca (corpo), também fica mais sutil e mais leve. Senti a doçura do café facilmente. A minha conclusão é que para o filtro de papel, usar cafés mais frutados e com mais acidez, é melhor, já que são estes os atributos que mais são identificados neste método.

COADOR DE INOX BIALETTI : o que mais se destacou aqui foi o corpo, que é o peso do líquido percebido na boca. Ficou bem mais oleoso e suculento se comparado com o café do filtro de papel. Na xícara, o líquido fica um pouco mais turvo, alguns poucos pozinhos de café passam para a xícara e o café também fica com mais óleo. Isso era esperado, já que o filtro de inox é levemente mais grosso que o de papel, o que permite a passagem dos óleos e dos resíduos de pó de café. Com relação a acidez não fica tão evidente como o do filtro de papel e, por isso, ressalta mais a doçura natural do café. A temperatura dele também ficou menor que a do filtro de papel, por conta do material: o aço é um melhor condutor de calor. A minha conclusão é de utilizar aqui cafés com perfis sensoriais mais voltados para frutas maduras, chocolates, doces, caramelo, castanhas e especiarias, já que é a doçura e o corpo que mais vão realçar no filtro de inox. 

Para ficar mais fácil analisar esses atributos que falamos aqui, como acidez, corpo e sabor, tem um ebook aqui completo explicando o que é cada um deles. 

Indo um pouco mais adiante, comparamos a diferença do café feito no filtro de papel e feito no filtro de inox, considerando outros pontos, como limpeza, praticidade, dificuldade e versatilidade.

Pontuamos cada um deles numa escala de 1 a 5, veja só:

Conclusão

Depois de analisar cada um dos atributos da batalha dos métodos, a minha opinião pessoal é que o filtro de papel deve ser usado por quem gosta de cafés mais frutados com uma xícara mais limpa. Ele é muito fácil de limpar e tem como alterar as receitas para ter resultados diferentes na xícara.

O filtro de inox traz uma bebida com mais corpo e óleos, então para quem gosta de café mais intenso, é uma boa opção. Além disso, não utilizar filtros de papel é um excelente método para quem se preocupa com a sustentabilidade e o futuro do planeta. Nem precisa falar da economia financeira, por dispensar qualquer acessório extra.

E você, o que acha de cada um deles? Me conte nos comentários qual o seu preferido e se tem mais alguma dúvida sobre eles.

Aqui, o mais importante é o café ficar gostoso para quem vai tomar e escolher o tipo de café e a forma que vai preparar, é muito importante para chegar na fórmula do café ideal para a sua rotina.

Qual a Melhor Harmonização para o Café Especial – Como Combinar Sabores

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Café especial é uma bebida tão rica em sabor que é possível harmonizar com vários tipos de alimentos salgados e sobremesas. Isso porque o café especial apresenta notas sensoriais diversas, de acordo com a região que foi plantado e todo o tratamento que ele passou depois da colheita. 

A harmonização entre bebida e alimento é muito famosa quando o assunto é vinho. Mas hoje vamos te mostrar como é possível combinar alimentos do dia a dia com o seu café especial, realçando as suas qualidades e criando um equilíbrio entre os sabores.

Antes de tudo, vale ressaltar que existem dois tipos principais de harmonização: a por similaridade e por contraste. E as notas sensoriais e o perfil de torra dos cafés especiais vão influenciar diretamente no tipo de harmonização desejada.

A harmonização por similaridade é a que se usa alimentos marcantes com cafés marcantes ou alimentos suaves com cafés suaves. Já na harmonização por contraste, usa-se o café com mais acidez para alimentos gordurosos ou um café doce para pratos salgados.

Abaixo listamos alguns exemplos para você entender melhor. Em cada exemplo, listamos dois cafés da nossa assinatura que combinam com cada alimento.

 Café & Queijo 

Existe dupla melhor do que café com queijo? Somos suspeitos em falar, pois aqui na coffee&joy somos quase todos mineiros! A harmonização de café com queijo é uma das mais famosas. Isso acontece porque o sabor salgado do queijo gera um equilíbrio na acidez de alguns cafés e resulta em uma harmonização incrível.

Para começar, recomendamos queijos mais salgados, como o queijo parmesão, pecorino, minas, grana padano, provolone com cafés mais intensos.

Esses cafés possuem um perfil de torra mais desenvolvido, onde normalmente apresentam notas de chocolate, castanhas, etc. Para esta harmonização, indicamos os cafés João de Barro e Paraíso Canastra.

Se você gosta de queijos mais suaves, como o queijo gouda, edam, coalho, mascarpone, cheddar, prato, pode apostar em cafés mais suaves também, aplicando a harmonização por similaridade. Para essa combinação, indicamos cafés com perfis de torra média clara: Copacabana e Bossa Nova.

Café & Chocolate

Primeiramente, deve-se ficar atento ao tipo de chocolate que vai ser harmonizado. Para o chocolate amargo ou meio amargo, é indicada uma harmonização por contraste: aposte em cafés que têm uma doçura mais acentuada, para que estabeleça um equilíbrio entre o amargo e o doce. Para esta harmonização, indicamos os cafés Raio-de-Sol e Terracota.

Para combinar um chocolate bem doce, como o chocolate branco ou ao leite, também é indicado usar uma harmonização por contraste. O indicado é o uso de cafés mais intensos e com torras mais desenvolvidas, como o café Recanto do Ipê e o Samba.

Essas dicas são super importantes na hora de combinar café especial com alimentos que têm uma doçura acentuada como cookies, bolos, paçoca, brownie, donuts, tortas doces, pudim e até sorvete. Clique aqui e aprenda a fazer uma sobremesa deliciosa de sorvete com café.

Ao usar o café como ingrediente em receitas, é interessante utilizar a harmonização por similaridade. Por exemplo, ao fazer calda de café para um bolo de cenoura ou o famoso tiramisù, os quais você quer ressaltar bastante o sabor café para depois contrastar com outros elementos doces, é bom usar cafés bem intensos também. Aposte em cafés com torras escuras e notas de chocolate, amêndoas e nozes, como o café Recanto do Ipê e o Samba.

Café & Frutas

A harmonização não serve apenas para alimentos, também conseguimos harmonizar o café com outros tipos de bebida. Aqui na coffee&joy nós sempre criamos receitas inusitadas com café e a harmonização fica incrível.

Para a harmonização de café com receitas que levam suco de frutas, usamos as características da acidez. Clique aqui e veja uma receita de gin com café e limão.

A tangerina, o limão e a laranja são bem comuns nas receitas de Cold Brew. Essa é uma harmonização por similaridade, onde combinamos frutas para ressaltar ainda mais a acidez e o lado cítrico de cafés que também possuem essas características. Para essa harmonização, indicamos os cafés Sicília e Pink Lemonade. Veja aqui uma receita de drink de gin, café e tangerina.

Frutas como a banana, o coco e o cacau também harmonizam muito bem com o café especial. Como essas frutas são mais doces, usamos um café que consegue equilibrar essa doçura. Para isso, a harmonização por contraste é bem-vinda, com cafés mais intensos com notas de chocolate, amêndoas e nozes. Indicamos os cafés Pampa e Talismã.

Agora é a sua vez de testar essas harmonizações em casa. Preste muita atenção nos sabores e combinações entre o café e os alimentos. Não se preocupe se logo de início você não perceber, com o tempo você conseguirá identificar facilmente o contraste dos sabores.

Bons cafés e boas harmonizações!

Como Fazer Drink de Gin Tônica e Café – Surpreendente, Fácil e Gostoso

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Se você é daquelas pessoas que gosta de um café de manhã e um drink gostoso à noite, essa receita é para você. Juntamos gin tônica com café nessa receita e vou te ensinar como fazer um drink bem fácil, gostoso e surpreendente.

O verão já acabou e iniciamos o outono e se você ainda não descobriu o tanto que o café especial gelado é bom, essa é a sua chance. Continue lendo ou veja o vídeo completo:

 

Quando falamos de café, é café da categoria especial. Esse tipo de café apresenta notas naturais que combinam com muitas coisas e o gin é uma delas. Para essa receita, usei o café Terracota da assinatura coffee&joy. Ele tem notas de frutas brancas e chá preto e combinou muito bem com limão e gin, que vão nessa receita.

Se você quer descobrir o mundo dos cafés de qualidade todo mês aí na sua casa, acesse este link. Aproveite que quem assina, ganha brinde todo mês.

Essa receita é bem simples e divertida: eu usei café congelado. Sabe o café que sobra na garrafa? Coloque ele em forminhas, põe no freezer e crie receitas incríveis em casa. Aqui tem outra receita que fica muito boa com gelo de café.

Vamos à Receita?

Drink com Gin Tônica e Café 

Ingredientes

  • 50 ml (1 dose) de gelo de café coffee&joy
  • 50 ml (1 dose) de Gin do Chefe
  • 100ml (2 doses) de Tônica
  • Raspas da casca de limão tahiti
  • Café em grãos para decorar
  • Gelo

Como preparar

Prepare o café como de costume. Aqui tem várias dicas para fazer o café em casa. Coloque em forminha de gelo e leve ao congelador por 3 horas ou até endurecer.

Em uma taça ou copo, adicione o gelo de café, o gelo (de água), o gin e a tônica.

Por último, adicione as raspas de limão e os cafés em grãos. Misture tudo e aproveite

Enjoy!

Receita de Gin com Café e Tangerina – Drink Perfeito para Quem Ama Café e Frutas Tropicais

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Café especial combina com muita coisa e dá pra beber quente, gelado, com leite ou até com gin. Isso porque, os cafés de qualidade apresentam notas sensoriais da própria origem, uma acidez diferenciada e uma doçura natural que, combinados, vão bem até com gin e tangerina. Para provar isso, preparamos um drink super fácil de gin com café e tangerina. Além de ser muito gostoso, este drink é uma receita diferente para impressionar os amigos e a família que nunca experimentaram café gelado.

Para que a receita dê certo, é preciso ter atenção com a qualidade dos ingredientes. Mesmo sendo simples e prática, é muito importante que você use café especial de origem.

Para esta receita, nós usamos o café Tropicália da assinatura coffee&joy. Nós escolhemos ele por causa das suas notas naturais bem tropicais como manga, suco de abacaxi, uva branca e pimenta rosa, além de ter uma acidez marcante. 

O café especial combina muito com frutas cítricas e doces, como a tangerina. Na assinatura da coffee&joy tem várias opções de cafés de qualidade e com notas naturais frutadas. Clique aqui e descubra o verdadeiro sabor do café.

Usamos o Gin do Chefe, da Cachaçaria Nacional (@cachacarianacional). No mês de março de 2021 nós enviamos para cada um dos nossos assinantes coffee&joy, uma amostra do Gin do Chefe para testar receitas com café. O Gin do Chefe tem adição de especiarias, ervas e sementes e a fusão deles faz com que ele seja herbáceo, cítrico e possua um leve amargor – a mistura perfeita para usar neste drink. Veja aqui os presentes que já enviamos para os nossos assinantes.

Vamos aprender a fazer o nosso Drink de Gin com Café e Tangerina? Assista ao vídeo completo ou continue lendo a receita.

 

Ingredientes

– 50ml Gin do Chefe

– 50ml de café especial coffee&joy já pronto (ou cold brew)

– 100ml de suco de tangerina (pode substituir por laranja)

– Gelo

Como Preparar

Prepare o café como de costume. Aqui tem várias dicas para fazer o café em casa.

Em uma taça ou copo, adicione o gelo e o Gin do Chefe. 

Adicione o suco de tangerina.

Coloque o café por último. Se você colocar ele bem devagar mirando uma pedra de gelo, o drink fica com o efeito de duas cores.

Misture tudo e aproveite!

Enjoy!

Como Usar o Moedor elétrico Cadence Di Grano – Porque Moer o Café na Hora é Melhor?

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A compra de um moedor é um passo muito importante para quem está em busca de melhorar sua experiência na hora de tomar seu café diário. O cheiro do café com uma torra fresquinha e recém moído invadindo a cozinha é uma sensação incrível e é uma ótima forma de começar o dia.  Nós testamos o moedor elétrico Cadence Di Grano para mostrar como ter uma moagem boa em casa e porque moer o café na hora faz toda diferença.

Logo após a moagem do café, o processo de oxidação é iniciado e, com isso, boa parte dos aromas e sabores do café já começam a se perder. O grão de café inteiro funciona como uma cápsula natural para esses aromas e a quebra dessa proteção, que acontece quando mói o grão, é o pontapé para a oxidação. 

Um café já oxidado ou envelhecido (que torrou ou já moeu a muito tempo) perdeu muito dos sabores e aromas que poderiam nos proporcionar, o que pode resultar em alguns casos em uma bebida com gosto desagradável e rançoso se esse tempo for muito longo. O ideal é consumir cafés especiais que foram torrados sempre num período de 3 meses. Se ele já estiver moído, desde que seja bem preservado em uma embalagem lacrada, longe da luz e fora da geladeira, este tempo diminui para 1 mês.

Investir em moedor é um ótimo jeito de melhorar o café que tomamos em casa e garantir que ele estará sempre fresco e com suas características sensoriais preservadas. Sem falar na qualidade. Ao comprar cafés em grãos, você garante que dentro do pacote só tem café puro, sem misturas e impurezas.

Para isso, os moedores de café elétricos são uma ótima escolha para quem busca praticidade na hora preparar sua bebida cafeinada e com bom custo benefício. Preparamos um review sobre o moedor de Di Grano da Cadence, dando dicas detalhadas para utilização e limpeza do aparelho. E aí, prontos para conhecer mais sobre o universo dos moedores?

Sobre o moedor

O moedor Di Grano foi desenvolvido pela marca Cadence, que produz diversos aparelhos para uso doméstico, como chaleiras elétricas, liquidificadores e etc.

É um modelo portátil e compacto, o que o torna ideal para uso doméstico. Sua utilização é muito prática e para obter um bom resultado durante a moagem é recomendado moer pequenas quantidades de café por vez, isso deixará a moagem o mais regular possível.

Características

  • Possui lâminas em formato de hélices em aço inox.
  • Possui a capacidade de moer até 45g de café. 
  • O equipamento conta com um dispositivo de segurança e não funciona caso a tampa esteja aberta ou desencaixada.
  • Botão “Liga/Desliga”.
  • Espaço para enrolar o fio na base.
  • Corpo em aço inox com pintura metalizada.
  • Potência 150 W.
  • Tampa transparente que ajuda a visualizar os grãos durante a moagem.

Modo de uso

  1. Coloque o aparelho em uma superfície plana, lisa e estável.
  2. Pese o café em grão, opte por um café com a torra recente.
  3. Coloque os grãos no depósito do moedor e encaixe a tampa corretamente. O moedor só funciona se estiver com a tampa bem encaixada.
  4. Ligue o equipamento na tomada.
  5. Pressione o botão liga/desliga pelo tempo até obter a granulometria desejada.
  6. Chacoalhe levemente enquanto mói, com movimentos sutis para cima e para baixo, para homogeneizar a moagem. 
  7. Solte o botão pulsar para interromper o processo.
  8. Desconecte o plugue da tomada, retire a tampa e despeje o café moído dentro do seu método de preparo.

Obs: Antes de retirar a tampa, certifique-se que as lâminas estejam completamente paradas.

Veja aqui o vídeo de como usar o moedor:

 

Ajuste de moagem por tempo

O ajuste de moagem do moedor Cadence Di Grano é feito por tempo, ou seja, quanto maior o tempo, menor será o tamanho da partícula de café. Após testes feitos aqui na coffee&joy, recomendamos a utilização dos tempos para um resultado satisfatório em sua moagem.

Para moer cerca de 20g de café especial (2 colheres de sopa cheias), o tempo foi:

Moagem fina:

Para obter uma moagem fina pressione por 25 segundos e chacoalhe o moedor levemente para cima e para baixo para deixar a moagem mais homogênea. 

Moagem média:

Para uma granulometria média, pressione por 15 segundos e chacoalhe o moedor levemente para cima e para baixo para deixar a moagem mais homogênea.

Moagem grossa:

Para uma espessura grossa pressione por 8 segundos e chacoalhe o moedor levemente para cima e para baixo para deixar a moagem mais homogênea.

Obs: Não é aconselhado seu uso por mais de 30 segundos ininterruptamente.

Durante esses testes foi necessário chacoalhar o moedor durante a moagem para ajudar a uniformizar as partículas.

Quer começar a moer seu café em casa? Compre já o seu moedor.

Guia de moagem

O tamanho da moagem tem um papel muito importante na hora de preparar café, pois uma moagem incorreta pode atrapalhar na extração e trazer sabores indesejados para a xícara.

No geral, utilizamos a moagem grossa para métodos de preparo onde o café ficará mais tempo em contato com a água e conseguirá extrair todos os compostos. Chamamos estes de métodos de imersão, como é o caso da Prensa Francesa e Cold Brew, que chega a ficar em imersão por até 24h.

Caso utilize uma moagem muito grossa no coador de pano ou filtro de papel, a água passará pelo café muito rápido e, assim, terá dificuldade para extrair tudo o que o grão pode oferecer, resultando em um café com sabor mais fraco e sem doçura. Já com uma moagem muito fina, a água terá muita dificuldade para passar pelo café moído e vai extrair sabores indesejados, e terá como resultado uma bebida com  um sabor muito amargo e desagradável para alguns paladares.

A moagem média é mais utilizada em métodos de preparo por gravidade, onde a água vai precisar passar pelo café moído para extrair todos os sabores do café, como é o caso do coador de pano, Hario V60 e filtro de papel. No geral, a moagem média é um bom ponto de partida, pois com ela teremos um equilíbrio entre os sabores do café.

É importante lembrar que a moagem fina, média e grossa são pontos de partida para realização uma boa extração, mas elas podem sofrer alterações de acordo com a receita e variáveis que podem surgir na hora de preparar seu café, como temperatura da água, grau e tempo de torra e método utilizado no preparo.

Não tenha medo de explorar receitas e descobrir novas experiências através do café.

Para saber um pouco mais sobre a importância da granulometria correta na hora de preparar seu café e qual moagem usar para qual método de preparo, confira nosso post sobre moagens aqui.

Sobre como fazer café em casa, nesta página aqui temos vários posts e vídeos, com o dossiê completo de como fazer café usando vários equipamentos diferentes, inclusive dicas de moagens e de limpeza.

Prós e Contras do Moedor Cadence

Vantagens:

  • Baixo investimento.
  • Design clean.
  • Praticidade e velocidade para moer o café.
  • Ótimo para o uso doméstico.
  • Compacto e fácil de guardar.
  • Fácil para limpar.

Desvantagens:

  • Não possui precisão e uniformidade na moagem como os moedores de discos.
  • Para quem faz muito café, mói pouca quantidade e, por isso, tem que dividir em várias levas de moagens.
  • Cor única.

Cuidados com o equipamento

Sua lâmina e corpo são feitos de aço inox.  Durante o seu uso, partículas de café podem grudar no equipamento. Para limpar, utilize papel toalha e um pincel de cerdas macias para retirar os resíduos de café.

Atenção

  • Leia o manual de instruções com atenção antes de utilizar seu moedor.
  • Antes de ligar o aparelho, verifique se a tensão da energia está correta.
  • Para moer uma quantidade grande de café,  opte por fazer a divisão do peso, para facilitar o processo de moagem.
  • Utilize apenas café em grãos para não danificar o produto, confira se não há impurezas e evite usar para outros alimentos para não alterar o sabor do café.
  • Coloque seu aparelho somente sobre superfícies planas, firmes, limpas e secas.
  • Não deixe o moedor próximo de superfícies quentes.
  • Após o uso, retire o equipamento da tomada.
  • Não toque no moedor com as mãos molhadas ou úmidas.
  • Não puxe o fio elétrico ou aparelho para desconectar da tomada.
  • Não ligue o produto em tomadas elétricas sobrecarregadas com outros produtos elétricos em funcionamento. 
  • Conecte o plugue na tomada somente quando o moedor estiver montado e com a tampa no lugar.
  • Antes de remover a tampa, desconecte o plugue da tomada e certifique-se que a lâmina tenha parado de girar.

Limpeza  e cuidado:

  • Desligue o equipamento da tomada antes de iniciar a limpeza.
  • Utilize um pincel de cerdas macias e papel toalha para a limpeza.
  • Não lave o equipamento, pois isso irá danificar o motor.
  • Não expor ao fogo.
  • Manusear com cuidado.
  • Caso o fio elétrico seja danificado, ele deve ser substituído por outro em uma assistência técnica autorizada.
  • Caso ocorra o bloqueio do motor pelo pó de café, retire o equipamento da tomada e espere desligar completamente. Gire a hélice com cuidado para liberar a passagem.

E aí, qual a sua opinião sobre o moedor elétrico Di Grano da Cadence? Gostou deste post e quer ver o nosso review sobre outros moedores? Mande suas dúvidas no Instagram ou envie um contato no site. 

 

Receita de Gin Coffee Lemonade –  Drink Refrescante com Café, Gin e Limonada

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A limonada é uma ótima opção para se refrescar nos dias quentes. Por ser uma bebida bem versátil, ela combina com vários ingredientes, inclusive com café. O sabor cítrico e refrescante do limão com as notas intensas de um café especial, formam uma combinação perfeita. Criamos uma receita de gin com limonada e café que ficou muito gostosa. O melhor é que essa receita é muito fácil de fazer.

Assista aqui ao vídeo de como fazer ou continue lendo o post:

 

Essa mistura entre limonada com outros ingredientes virou febre em vários lugares do mundo. A “lemonade”, como é chamada, é muito comum nos Estados Unidos e agora vem ganhando popularidade aqui no Brasil. Uma das mais famosas é a Pink lemonade; uma mistura de limão siciliano e frutas vermelhas. 

Para criar a nossa própria versão de drink alcoólico com lemonade, contamos com a ajuda do Gin e do café especial. Por ser um café que apresenta das mais diversas notas sensoriais, escolhemos o café Pink Lemonade da assinatura coffee&joy por ser um café cítrico, que apresenta diversas notas sensoriais que lembram limonada, morango e maracujá. O resultado foi uma chuva de sensações e muita refrescância.

Para que fique melhor ainda, é muito importante escolher os ingredientes corretos.

O Gin que eu escolhi foi o Gin do Chefe, da Cachaçaria Nacional (@cachacarianacional). No mês de março de 2021 nós enviamos para cada um dos nossos assinantes coffee&joy, uma amostra do Gin do Chefe para testar receitas com café. O Gin do Chefe tem adição de especiarias, ervas e sementes e a fusão deles faz com que ele seja herbáceo, cítrico e possua um leve amargor – a mistura perfeita para usar neste drink.

O café especial combina muito com frutas cítricas, como o limão. Na assinatura da coffee&joy tem várias opções de cafés de qualidade e com notas naturais frutadas. Veja aqui como receber esses cafés em casa e com mimo todo mês.

Vamos aprender a fazer o nosso Gin Coffee Lemonade? 


Ingredientes

  • 50ml Gin do Chefe
  • 50ml de café especial coffee&joy já pronto
  • 80ml água com gás
  • 50ml de suco de limão
  • 3 fatias de limão
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • Gelo

Como Preparar

Em uma taça ou copo, adicione as 3 fatias de limão, o gelo e o açúcar. Misture para diluir o açúcar. 

Adicione o suco de limão e a água com gás.

Coloque o café por último. Se você colocar ele bem devagar mirando uma pedra de gelo, o drink fica com duas cores.

Misture tudo e aproveite!

Enjoy!

Receita de Gin Infusionado com Café – Drink Assinatura coffee&joy que é Fácil, Diferente e Gostoso

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O gin virou febre nos últimos anos. É um destilado que tem requinte e combinações para todos os gostos. A gente fez a nossa própria versão e criamos uma receita de gin com a nossa bebida favorita: o café especial. Você tem que provar! 

O nosso DNA tem (muito) café e um toque de ousadia. Por isso, durante o mês de março de 2021, enviamos aos nossos assinantes a oportunidade de misturar o Gin com café! 

Mas fomos um passo além.

Para que a receita ficasse ainda mais interessante, criamos um drink assinatura coffee&joy onde o café entra em forma de infusão com o Gin. O infusionamento de bebidas alcoólicas para aromatizar e dar um sabor diferente, já é praticado pela indústria há muito tempo. Mas o que muita gente não sabe é que dá para fazer infusões em casa e é muito fácil. 

Gostou da dica? Aqui tem um post de receita de café infusionado com cachaça para fazer uma caipirinha diferente e muito mais gostosa.

A Receita de Gin Infusionado com Café é bem simples de fazer e vai te surpreender no sabor. Veja o vídeo completo desta receita ou continue lendo.

 

O Gin que Escolhemos para Harmonizar com Café

No mês de março de 2021, nos juntamos com o Marcos Paolinelli e Rafael Araújo, que é assinante da coffee&joy de longa data. Eles são os fundadores da Cachaçaria Nacional (@cachacarianacional), que além de difundir o consumo da verdadeira cachaça de qualidade no Brasil, lançou o Gin do Chefe. Nós enviamos para cada um dos nossos assinantes, uma amostra do Gin do Chefe para produzir esta receita.

Este gin foi produzido em Itaverava, MG, no Alambique Escola Taverna de Minas. Feito a base de zimbro e cereais, o Gin do Chefe também tem adição de especiarias, ervas e sementes, como mamica, coentro, angico, lúpulo citra, limão taiti, canela, cardamomo e raiz de angélica. A fusão de todos esses ingredientes faz com que ele tenha um sabor herbáceo, cítrico e um leve amargor característico do lúpulo. 

Assim como nós, a Cachaçaria Nacional também é movida pelos milhares de produtores do Brasil. Eles se preocupam com a origem e qualidade das bebidas e não podíamos escolher um Gin melhor para testar receitas com o café.

Se você gosta de receitas alcoólicas de café, aqui tem um post com 4 receitas de cachaça com café.

Preparando um Drink de Gin Infusionado com Café – Assinatura coffee&joy

Para que a receita fique boa, além do gin de qualidade, é muito importante escolher um bom café. Preferencialmente da categoria especial e que possua notas sensoriais mais frutadas e com acidez alta. Você já conhece esse tipo de café? Saiba mais neste link aqui.

Ingredientes

Como Preparar

Em uma garrafa ou pote de vidro com tampa, adicione o pó de café coffee&joy com o Gin do Chefe. Guarde a mistura na geladeira por 12 horas.

Coe a mistura do gin infusionado no coador de pano ou de papel para separar o pó.

Em um copo, adicione bastante gelo, a água tônica e lascas da casca da laranja.

Por fim, adicione o gin infusionado com café, bem devagar e mirando em uma pedra de gelo, para que fique com o efeito de duas cores no copo.

Misture tudo antes de beber.

Sirva e aproveite!

Receita de Café Gelado com Leite Cremoso

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Fazer um café gelado com leite pode parecer estranho. No Brasil, apesar do café com leite ser um clássico, só de pensar em colocar gelo já causa polêmica. Mas em vários lugares do mundo, tomar café gelado com leite cremoso é muito mais comum do que a gente imagina. Por isso, fizemos uma receita bem fácil, prática e gostosa, que dá para você fazer em casa.

Neste post, falamos os detalhes dos ingredientes, a receita completa e, no final, tem um vídeo bem rapidinho com o passo a passo para fazer o café gelado com leite cremoso em casa.

Para fazer essa receita, o grande segredo está na escolha do leite e do café. Parece óbvio, mas como são os únicos ingredientes, se escolhermos de forma correta, a receita de café gelado com leite cremoso será sucesso na certa. 

O leite

A primeira coisa importante é a escolha do leite, tem que ser um mais gorduroso. Pode ser leite integral ou vegetal específico para café.

Depois de escolher o leite, coloque ele na geladeira. Use leite frio e leve para o fogo até ficar morno (não deixe ferver). Você pode levar tanto no microondas quanto no fogão. 

Em seguida, agite o leite batendo ele com um mixer, pode utilizar também o liquidificador ou uma prensa francesa. Esfriar, esquentar e bater o leite vai fazer com que ele aumente muito de tamanho, ficando cremoso e com bastante espuma. Ele ficará com uma textura aveludada, cremosa e brilhante, igual aos de cafeteria. 

Por isso, este passo é muito importante para que essa receita dê certo e fique com toda cremosidade dos famosos lattes das cafeterias europeias.

O café

Muita gente não sabe, mas o café é uma fruta e o que consumimos é a semente da fruta que foi torrada e moída. Existem diversos tipos de café no que se refere à qualidade e sabor. Aqui tem um post falando mais sobre isso.

Para que a receita de café gelado com leite cremoso fique bem gostosa, é importante escolher um café de boa qualidade, de preferência um café da categoria especial. Nos cafés especiais, é possível escolher tipos diferentes que possuem notas naturais de frutas, castanhas e até chocolate. Veja aqui como receber cafés especiais de qualidade, direto do produtor, em casa.

Para essa receita, cafés especiais com notas de chocolate e castanhas é o ideal, pois misturados ao leite, formam uma harmonização perfeita. Usamos cafés da assinatura da coffee&joy, que estão disponíveis aqui.

A forma de preparar o café também influencia. Você pode fazer da forma que já faz em casa (filtro de papel, pano, cafeteira italiana, máquina, etc.). Mas se você optar por usar um café especial na sua receita para ficar ainda mais gostoso, recomendo que siga essas recomendações de preparo disponíveis aqui.

Falamos do leite e do café e agora, vamos à receita?

Preparando o café gelado com leite cremoso

Ingredientes

Como preparar

Leve 150ml de leite ao microondas ou ao fogo até que ele fique morno, sem deixar ferver. Bata o leite com um mixer até que ele quase dobre de tamanho e fique cremoso. Se não tiver um mixer use o liquidificador ou a prensa francesa, puxando o êmbolo para cima e para baixo.

Em um copo, adicione bastante gelo e o leite batido.

Por fim, adicione o café pronto bem devagar, mirando em uma pedra de gelo, para que fique com o efeito de duas cores bem legal no copo.

Misture tudo e sirva em seguida.

Enjoy!

Aqui tem um vídeo completo do passo a passo e de como é fácil fazer essa receita de café gelado com leite cremoso.

 

Qual a Diferença do Café Feito na Prensa Francesa e no Filtro de Papel?

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Para fazer um café, precisamos de uma receita, quase igual a uma receita de bolo. Tem a quantidade do pó e da água, o tempo que vai passar o café, a temperatura da água e até a velocidade que coloca ela no pó. Mas, se pegarmos a mesma quantidade de pó e de água, qual a diferença de fazer café na prensa francesa e no filtro de papel?

A cada variável que você muda na hora de fazer o café, o resultado final na xícara também muda. Às vezes as diferenças são muito pequenas, outras muito perceptíveis. No final das contas, o que mais importa é que quem vai tomar fique satisfeito com o resultado.

Gravamos um vídeo com as nossas percepções sobre as diferenças de fazer um mesmo café, em dois métodos diferentes: na prensa francesa e no filtro de papel. Assista ao vídeo completo para ver o resultado ou continue lendo.

 

 

Sobre o Filtro de Papel

Em busca de um café gostoso e sem resíduos na xícara, Dona Melitta Bentz, uma dona de casa alemã, inventou o porta-filtros que recebe seu nome, em 1908.

O filtro de papel chegou no Brasil por volta de 1968 e hoje é um dos métodos de preparo de café mais utilizados pelos brasileiros, junto com o tradicional coador de pano. 

Com o passar dos anos, o suporte de filtros evoluiu, ganhou muitas cores e mudanças de material (como as versões em porcelana), curvaturas e ângulos, além da adição de mais furos na base – o que facilitou o escoamento da bebida e controle durante a extração. Tem opção para todos os gostos e estilos.

 

Sobre a Prensa Francesa

A prensa francesa é um utensílio de preparar café bastante antigo. A primeira versão da prensa francesa foi patenteada em 1852, na França. Nessa versão, já existia a ideia de utilizar o recipiente cilíndrico para colocar o café e água e a haste com o filtro conectado na ponta. Para separar o café da água bastava abaixar a haste com o filtro.

Entretanto, o modelo mais parecido com o que utilizamos hoje foi patenteado em 1929 pelos italianos Attilio Calimano e Giulio Moneta. Por conta disso, é atribuída a eles a invenção da prensa francesa.

A prensa francesa é uma ótima maneira para preparar café. Prática e elegante, traz um charme e tanto para o momento café. Existem diferentes tipos e tamanhos desse método no mercado, desde os mais simples aos mais elaborados, de duas a oito xícaras, de diferentes marcas e cores. Dessa maneira, é possível pesquisar para encontrar o que melhor se encaixa no seu estilo de vida.

 

A Batalha dos Métodos

Para fazer uma comparação entre as diferenças do café na prensa francesa e no filtro de papel, usamos o mesmo café especial: o Tropicália. Ele é um café que possui notas frutadas de manga, suco de abacaxi e uva branca. Tem acidez cítrica equilibrada, corpo médio e cremoso e finalização média.

Escolhemos este café, pois ele tem acidez e notas bem fáceis de serem identificadas e, por isso, será um melhor ponto de comparação nos dois métodos. Os cafés especiais tem melhor qualidade, mais notas sensoriais e são bem mais agradáveis que os tradicionais. Por isso, para fazer este teste, faz muito mais sentido usar este tipo de café. Se você ainda não conhece cafés especiais, sugiro começar por aqui.

Usamos 30g de café para cada método, nas moagens adequadas para cada um deles. Para o filtro de papel, fizemos a moagem média. Já para a prensa francesa, a moagem grossa. A moagem grossa é utilizada na prensa francesa pois o processo de extração do café é feito por infusão, assim o café moído ficará em contato com a água por mais tempo. Se a moagem fina fosse utilizada o café teria uma super-extração, pois a superfície de contato das partículas do café moído fino são maiores. Se não tiver moedor em casa e quiser testar, aqui você pode pedir café com moagens diferentes para cada método.

Fervemos 300ml de água para cada método. Mas antes, escaldamos os dois para tirar quaisquer resquícios de impurezas, tirar o gosto de papel do filtro e já deixar tudo na mesma temperatura.

Fizemos os cafés conforme as indicações de preparo e o tempo total de cada preparo foi de 3 minutos. Aqui tem os passo a passo completos de como fazer cafés nestes e em outros métodos.

O resultado final na xícara foi surpreendente!

Veja só o resultado:

 

FILTRO DE PAPEL : o café ficou perceptivelmente mais limpo na xícara, sem nenhum resíduo de pó. A bebida teve um equilíbrio entre os sabores do café, a acidez ficou mais evidenciada, comparado com o café na prensa francesa. O peso do café na boca (corpo), também fica mais sutil e mais leve. Senti a doçura do café facilmente. A minha conclusão é que para o filtro de papel, usar cafés mais frutados e com mais acidez, é melhor, já que são estes os atributos que mais são identificados neste método.

PRENSA FRANCESA : o que mais se destacou aqui foi o corpo, ou seja, o peso do líquido dentro da boca. Ficou bem mais oleoso e suculento se comparado com o café do filtro de papel. Na xícara, o líquido fica mais turvo, alguns pozinhos de café passam para a xícara e o café também fica com mais óleos. Isso era esperado, já que a prensa usa um filtro de metal mais grosso, que permite a passagem dos óleos e dos resíduos de pó de café. Com relação a acidez não fica tão evidente como a do filtro de papel e, por isso, fica mais doce. A minha conclusão é de utilizar aqui cafés com perfis sensoriais mais voltados para chocolates, doces, caramelo, castanhas e especiarias, já que é a doçura e o corpo que mais vão realçar na prensa francesa. 

 

Para ficar mais fácil analisar esses atributos que falamos aqui, como acidez, corpo e sabor, tem um ebook aqui completo explicando o que é cada um deles. 

Indo um pouco mais adiante, comparamos a diferença da prensa francesa e do filtro de papel, considerando outros pontos, como limpeza, praticidade, dificuldade e versatilidade.

Pontuamos cada um deles numa escala de 1 a 5, veja só:

Conclusão

Depois de analisar cada um dos atributos da batalha dos métodos, a minha opinião pessoal é que o filtro de papel deve ser usado por quem gosta de cafés mais frutados com uma xícara mais limpa. Ele é muito fácil de limpar e tem como alterar as receitas para ter resultados diferentes na xícara.

A prensa francesa traz muito corpo e óleos, então para quem gosta de café “forte” é uma boa opção. Ela é mais prática na hora de preparar, mas menos versátil para limpar. Também é ótima para quem recebe pessoas em casa. Ela é elegante para servir e, se a sua for grande como a minha, faz até 8 xícaras de café. Tem alguns modelos disponíveis de prensa francesa aqui neste link.

Eu gosto dos dois de forma diferentes! E, no final das contas, o que mais importa, é que o café tem que ficar gostoso para quem vai tomar.

Ficou com mais alguma dúvida sobre a diferença entre café feito na prensa francesa e no filtro de papel? Me fala aqui nos comentários que eu respondo.

E se você quiser experimentar cafés especiais, com torra fresca e que vem na moagem que você quiser, comece por aqui.